PUBLICIDADE
Topo

Combate Rock

As grandes vozes do rock - é possível escolher o melhor? - parte 2

Combate Rock

14/06/2020 07h00

Marcelo Moreira

Mick Jagger (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Mick Jagger – A boca dos Rolling Stones se confunde com o próprio rock e virou sinônimo de gênero. Bluesy, soul, rocker, pop, não há área por onde ele não tenha passado. Criou seu estilo, moldou sua voz e soube aprender muito rápido como interpretar e conduzir. É o norte de todo cantor de rock'n'roll.

Roger Daltrey (FOTO: DIVULGAÇÃO/MERCURY CONCERTOS)

Roger Daltrey – Cantor do Who por exclusão, decidiu mostrar que sabia o que estava fazendo no palco. Baixinho, fortinho e desajeitado, superou as desconfianças iniciais e se tornou um gigante ao transitar dos gritos primais às suaves baladas com rapidez e facilidades impressionantes. Irascível e genioso, foi um dos primeiros punks que se tem notícia e aprendeu a dosar a agressividade e aspereza. Assim como Jagger, sobreviveu a mais de 50 anos de carreira gritando com muita dignidade.

Robert Plant (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Robert Plant – A voz do Led Zeppelin transpirou mais emoção do que a totalidade do rock'n'roll na primeira metade dos anos 70. Com um feeling absoluto e atordoante, ofuscou Mick Jagger e todos os concorrentes com suas apresentações massivas e infatigáveis, estabelecendo novos padrões de interpretação e de extensão vocal. Cantar rock ficou muito diferente depois que ele surgiu.

Freddie Mercury (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Freddie Mercury – Inatingível e inalcançável, o cantor do Queen foi tão único e criou coisas tão ímpares que se tornou um artista impossível de classificar e comparar. Muita gente costa de dizer que ele tinha uma orquestra na boca e na garganta, sendo capaz de emitir qualquer tipo de som. Para muitos críticos, foi o cantor mais impressionante que já existiu.

Rod Stewart (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Rod Stewart – Voz rouca e rasgada, com uma serra elétrica na garganta, elevou o patamar quando resolveu cantar blues de forma absoluta ao lado de Jeff Beck no final dos anos 60. Com os Faces, tornou-se um cantor mais bem preparado e versátil, calcando seu estilo no amplo espectro do cancioneiro norte-americano ao mesmo tempo em que mergulhava fundo no rock e no blues. Enquanto cantou rock, foi estupendo quase insuperável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
Contato: contato@combaterock.com.br

Blog Combate Rock