Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Sun, 19 Nov 2017 09:18:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Malcolm Young já tinha avisado: o rock clássico está perto do fim http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/19/malcolm-young-ja-tinha-avisado-o-rock-classico-esta-perto-do-fim/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/19/malcolm-young-ja-tinha-avisado-o-rock-classico-esta-perto-do-fim/#respond Sun, 19 Nov 2017 09:18:59 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19505 Marcelo Moreira

Bill Wyman não se importou com ninguém quando decidiu sair dos Rolling Stones, no final de 1991. Integrante mais velho do quinteto, avisou com antecedência, na turnê europeia daquele ano, que não seguiria mais com o grupo. Aos 56 anos de idade à época, não conseguia mais olhar na cara dos amigos depois de então 30 anos de carreira ininterrupta. E o pânico de voar em aviões só piorava a convivência.

Ninguém entendeu a decisão, nem os companheiros, que demoraram quase seis meses para fazer o anúncio oficial, na esperança que ele reconsiderasse a decisão – o clipe da música “Highwire”, lançado no final de 1991, já não trazia o baixista.

O recado de Wyman a todos foi explícito, mas poucos se deram ao trabalho de perceber: se B.B. King e John Lee Hooker ficaram nos palcos até os 80 anos de idade, foi porque era “highlanders”, imortais e indestrutíveis. Mas no blues, e não no rock.

Os Rolling Stones ainda estão aí, com 55 anos de carreira, e Wyman, com 81 anos de idade, é quase bisavô e um bem-sucedido dono de restaurante em Londres, tocando rockabilly uma vez por ano com sua banda de amigos

A eternidade do rock passa pela admiração e veneração pelos grandes ídolos do classic rock. Não é por outro motivo que causou comoção a declaração de Eric Clapton, em 2015, dizendo que nunca mais tocará no Japão, um prenúncio de sua aposentadoria, ao menos dos palcos.

Pudera, ele tem 72 anos de idade, sendo que 54 deles nos palcos do mundo. Muita gente ficou horrorizada, mas o guitarrista inglês não economizou nas palavras: “Quando ficar de pé se torna um suplício após 40 minutos, é sinal de que é hora de tomar alguma providência. As 25 anos as providências têm menos impacto do que aos 65 ou 70”, disse em uma nota publicada em seu site pessoal.

Bill Wyman com o baixo que leva a sua assinatura (WALL OF FAME.DE/DIVULGAÇÃO)

Bill Wyman com o baixo que leva a sua assinatura (WALL OF FAME.DE/DIVULGAÇÃO)

Os amantes do rock clássico, que aprenderam a amar o rock por conta dos grandes hits e das biografias muito bem escritas de heróis da música, estão dificuldade para encarar o inevitável: o rock como nós gostávamos e conhecemos está acabando devido à velhice.

Houve um tempo em que o costume era ver os heróis se tornando lendas e mitos por conta de mortes simbólicas. Acostumamo-nos a ver Elvis Presley e Keith Moon morrerem cedo por overdose de remédios; Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix mais cedo ainda, em decorrência dos excessos de bebidas e drogas; Kurt Cobain, por suicídio; Buddy Holly e Eddie Cochrane, vítimas de acidentes; e John Lennon, assassinado.

A morte de Ronnie James Dio, em 2010, foi traumática, já que era um grande ídolo, mas foram poucos os que atentaram para o fato de que ele tinha 67 anos declarados (há quem diga que ele na verdade morreu com mais de 70 anos, pois escondia a idade).

Dio lutou contra um câncer de estômago, sempre teve saúde frágil, mas é fato que a idade pesou também, em especial para um profissional que tinha uma agenda pesada de shows e compromissos, exaustiva até mesmo para bandas de sucesso, mas iniciantes.

O classic rock está morrendo aos poucos, seguindo o curso normal, e estamos propensos a não aceitar isso. Ficamos muito mal acostumados a assistir o Iron Maiden vir ano sim ano ano não ao Brasil, em turnês que rodam o mundo, mas até quando? Quem já parou para pensar que Steve Harris tem quase 61 anos, e o baterista Nicko McBrain tem 65?

Nem todos os nossos ídolos roqueiros são verdadeiros atletas em todos os sentidos, como Mick Jagger, que tem 74 anos de idade pulando nos palcos; ou mesmo um highlander setentão, como Keith Richards, imune até mesmo a uma fratura de crânio ao cair de cabeça no chão de uma altura de quatro metros. E o que dizer de Paul McCartney, que aos 75 anos encarar três horas de show no baixo e no piano.

Richards tem 74 anos, está detonado na aparência, mas debocha da decadência física. Pete Townshend, 72, guitarrista do Who, está surdo há 30 anos e há dez sofre com dores fortes nas costas, que o levaram finalmente a dizer que sua banda para definitivamente em 2018. Seu companheiro, o vocalista Roger Daltrey, 73, bisavô como Jagger, apoia a decisão de sair dos palcos.

É prazeroso e confortável saber que seu ídolo está em plena turnê mundial e que vai passar na sua cidade em breve, divulgando o seu zilionésimo CD. Ele sempre fez parte de nossa vida, nos acostumamos a vê-lo nos jornais toda semana, a comprar seus DVDs e a debater com ele em chats na internet. São inquebráveis e indestrutíveis, até que alguém como Malcolm Young, do AC/DC, sucumbe.

O baixinho Malcolm sempre esteve ali, do lado esquerdo do palco   como um guardião do AC/DC, com as bases precisas, garantindo para que tudo desse certo, paradão e fazendo os backing vocals certeiros.

Nunca imaginamos que o baixinho fumante e outrora bebedor contumaz, ranzinza mas generoso, pudesse um dia acordar com a bateria arriada, seja por conta de um suposto AVC, ou por causa de uma suposta doença degenerativa, que acabou sendo confirmada como demência.

A saída de cena de Malcolm Young, aos 61 anos, chocou o mundo do rock, em especial do rock pesado. Quase acabou com o AC/DC, o que provocou um baque quase tão grande quanto a morte de Dio (esta, ao menos, não foi tão angustiante, já que as notícias de sua piora foram dadas com regularidade).

A doença do chefão do AC/DC pegou todo mundo de surpresa e sinalizou que o sonho está terminando para muita gente. Sua morte, neste sábado (18 de novembro), aos 64 anos, apenas confirmou os piores temores da maioria dos amantes do rock: eles vão, o legado e a saudade ficam, com seus hits eternos, mas a lacuna não será preenchida.

Malcolm Young (FOTO: ACDC.COM/DIVULGAÇÃO)

Malcolm Young (FOTO: ACDC.COM/DIVULGAÇÃO)

É bom lembrar que o trio de ferro do Black Sabbath, que finalmente encerrou a carreira em fevereiro passado, tem 69 anos de diade. Ian Gillan, Roger Glover e Ian Paice, do Deep Purple, passaram dos 70 anos de idade (ok, Paice está quase lá). Até quando a roda vai girar?

Os riscos de manter as expectativas lá em cima são grandes, ao mesmo tempo em que a ficha demora cada vez mais para cair. É muito legal ver o bluesman inglês John Mayall, por exemplo, mostrar vigor e força aos 83 anos de idade, ainda na ativa e detonando nos palcos. Mas e quando os sinais da saúde e da idade ficam claros, mostrando que nada mais é como era antes?

O veterano Johnny Winter que o diga: aos 70 anos, comemorou o aniversário tocando bem sua guitarra texana, mas havia  quatro anos precisava de ajuda para subir ao palco, tocando apenas sentado. Morreu poucos meses depois.

E o que dizer do constrangimento de B.B. King anos atrás? Aos 88 anos, o guitarrista se apresentava no Peabody Opera House, em St. Louis, nos Estados Unidos, quando ouviu algumas reclamações da plateia, de acordo com relato do jornal St Louis Post.

“Por alguns momentos, a plateia estava com ele, rindo das piadas e tudo. Mas já haviam se passado 45 minutos e King não havia tocado nada que sequer lembrasse alguma música. Nesse ponto, seus solos estavam instáveis. Ele explicou que a banda estava sem tocar há dois meses, o que o fez perder confiança”, diz o texto assinado por Daniel Durchholz.

“Toque alguma música”, gritou alguém da plateia. Entre o repertório, B.B. King chegou a fazer uma versão de “You Are My Sunshine” que se arrastou por 15 minutos, enquanto alguns integrantes da plateia deixavam o show. Segundo o jornal, ele ainda tocou “The Thrill Is Gone” para tentar salvar o espetáculo. O guitarrista deixou o palco antes do fim da apresentação.

B.B. King (FOTO: DIVULGAÇÃO)

B.B. King (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Ainda que exigíssemos que os artistas tenham o discernimento de saber parar na hora certa ou mesmo cancelar show por conta de algum problema de saúde, é indecente submeter qualquer artista, lenda ou não, gigante do rock ou não, a um constrangimento desnecessário como esse.

B.B. King ainda se esforçou, por prazer, em nos presentear com o melhor blues que pode ser feito atualmente, e isso é mais do que qualquer um de nós pode exigir, ainda mais em relação a um quase nonagenário. Morreria poucos meses depois em consequência de problema relacionados à velhice.

Axl Rose entrega menos de 30% do que B.B. King fazia com 88 anos no palco, e ninguém parece se importar. Não temos o direito de depreciar o trabalho de King, um homem que acima de tudo respeita o público, enquanto estrelinhas de 20 e poucos anos adoram dar piti, atrasam shows, tocam nada e se retiram em menos de uma hora.

Em nota oficial pouco tempo depois dos shows abaixo da média, B.B. King e seu empresário reconheceram que a noite em questão não foi das melhores e se desculparam pela performance.

“Foi a primeira apresentação do Sr. King depois de um período de quatro semanas de folga – e foi precedida de uma viagem de 24 horas, percorrendo uma distância de 2,50 mil de ônibus para chegar em Saint Louis, de sua casa em Las Vegas. Para complicar ainda mais, Sr. King (que tinha 88 anos à época) sofre de diabetes – e ele acidentalmente não tomou uma dose de sua medicação no dia do show. A combinação do cansaço de uma viagem muito longa e a alta taxa de açúcar no sangue devido ao erro na medicação resultou em uma performance que não condiz com o padrão de excelência usual do Sr. King. Resumindo, foi uma noite ruim para uma das lendas vivas do blues da América – o Sr. King se desculpa e humildemente pede a compreensão de seus fãs.” Elogiável a atitude do músico, e ainda assim são injustificados os protestos da forma como ocorreram.

Hoje fica fácil compreender por que o guitarrista Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado, tinha um aguçado senso de urgência. Cada solo era visceral e cada apresentação, bombástica.

Morto aos 56 anos em janeiro de 2014, ele gostava de dizer que desfrutava ao máximo tudo o que o palco oferecia. Se havia uma terra de sonhos, era o palco e a vida na estrada. E a morte de Malcolm Young, do AC/DC, nos lembra que os sonhos sempre terminam de forma inesperada e abrupta. Infelizmente, no mundo do rock, o sonho está terminando para muita gente.

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Notas roqueiras: KandoveR, Creptum, Prison Bäit… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/notas-roqueiras-kandover-creptum-prison-bait/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/notas-roqueiras-kandover-creptum-prison-bait/#respond Sat, 18 Nov 2017 17:26:38 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19469 – No dia 25 de novembro, o KandoveR irá participar do festival Tomarock 2ª Temporada, junto das bandas: Mano Crispin e V-Road. O evento que é organizado pela alTHERnativa Produções Artistica, acontecerá na casa de shows Tomato. Para conseguir o seu ingresso, os mesmos estarão sendo vendidos no local do evento ou com as bandas desde já com o valor de R$10,00 reais, lembrando que na portaria no dia do evento o mesmo estará R$15,00. O festival que é separado em duas partes, onde três bandas se apresentam no dia 25 de Novembro e outras três no dia 2 de dezembro. A idealização vem com o intuito de fortalecer o cenário autoral da cidade de Teresina e para falar a verdade, de todo o estado do Piauí. As seis bandas escolhidas, que tem as três acima (no topo) citadas e mais as que se apresentarão no dia 02 de Dezembro que são as: Aloha Haole, Rocksim e Garoto Andróide, só somam com as outras bandas para juntos poderem potencializar todo o cenário artístico autoral voltado ao Rock e suas vertentes do estado piauiense. Para mais informações, siga a página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/140954473197273/

–  A banda paulista Creptum lançou o seu novo trabalho, ‘Reborn in Flames’. A obra chega em formato digital e traz uma música inédita, intitulada ‘Reborn in Darkness’, e uma versão para a música ‘Black Celebration’, clássico do Depeche Mode. A música inédita ganhou inclusive um lyric video. Para conferir o EP gratuitamente, visite
https://www.youtube.com/watch?list=PLM9iDYg9UwN2ACEYMlden7AVq1sA04M2b&v=IiYvI-iGuO4

– Em meados de agosto, a banda Prison Bäit, lançou em aberto ao público um edital convidando guitarristas da região de Alagoas para participar das audições para o posto em aberto no grupo. O sucesso foi enorme e vários músicos se candidataram ao posto de novo guitarrista da Prison Bäit. A banda vem a público anunciar o encerramento do edital e informar o nome do novo integrante do grupo, que agora será o responsável pelas guitarras nas novas composições que estão sendo trabalhadas para o novo álbum. O músico escolhido foi Tiago Godoi de 33 anos, o musicista atua como guitarrista, vocalista e produtor musical a mais de 15 anos, o mesmo possui um vasto currículo, sendo responsável pelas gravações de vários álbuns e Dvd’s a frente de seus outros projetos. Agora Tiago é o responsável pelas seis cordas da Prison Bäit e irá trabalhar em paralelo com sua nova banda e seus projetos antigos ainda em atividade, Tiago atualmente está à frente da banda Freakways como vocalista e guitarrista.

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Malcolm Young, a grande locomotiva do AC/DC, morre aos 64 anos http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/malcolm-young-a-grande-locomotiva-do-acdc-morre-aos-64-anos/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/malcolm-young-a-grande-locomotiva-do-acdc-morre-aos-64-anos/#respond Sat, 18 Nov 2017 14:31:34 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19502 Marcelo Moreira

Malcolm Young (FOTO: ACDC.COM/DIVULGAÇÃO)

Desde sempre ele foi o incontestável chefão do AC/DC, por mais que o irmão mais novo ralhasse e discutisse por tudo. Desde a criação da banda, em 1973, Malcolm Young não abriu mão da liderança do trem descarrilado e sem freios do rock australiano, e usou as suas características mais marcantes para levar o quinteto ao topo: o trabalho duro, a autoridade e a disciplina férrea.

Malcolm morreu na manhã deste sábado, aos 64 anos de idade, menos de um mês após a partida de seu irmão mais velho, George, ex-Easybeats e produtor do AC/DC no início da carreira. Dois baques fortes para os fãs do grupo australiano em tão pouco tempo.

Ao lado do irmão Angus, o baixinho enfezado e de rosto pétreo que um dia ameaçou com uma faca Geezer Butler, o baixista do Black Sabbath, tornou-se figura emblemática do rock.

Assim como Lemmy Kilmister era a personificação do Motorhead e da vida rock’n’roll, Malcolm e Angus Young se transformaram em deuses para gerações de moleques que queriam fazer rock básico e liberar toda a energia do mundo. Eram a encarnação dos moleques que queriam e podiam conquistar o mundo chutando tudo e a todos.

O vocalista Bon Scott era a imagem sacana da banda, enquanto que Angus, vestido de aluno de escola, era a estampa irônica, icônica e visceral de um grupo de desafiava o mercado com seu hard rock sujo e básico.

O sucesso demorou um pouco para aparecer. Quando veio, derrubou tudo. Com o álbum “Highway to Hell”, de 1979, o AC/DC já era grande e chamava muito a atenção. E nem mesmo a tragédia da morte de Scott, em fevereiro de 1980, segurou o ímpeto do trem descarrilado.

E lá estava Malcolm, o guitarra-base, discreto mas inflexível líder, para segurar tudo e conduzir o quinteto para se tornar, com novo vocalista, uma das maiores bandas do mundo, e de todos os tempos.

Paradoxalmente, foi Malcolm que deu o primeiro sinal de que a máquina australiana estava emperrando. Depois de meses de silêncio, a banda informou, às vésperas da gravação do último álbum, “Rock or Bust”, que o líder estava se afastando da música definitivamente por questões de saúde – mais tarde divulgou-se que ele sofria de demência, entre outros problemas.

O sobrinho Steve Young voltou a substituí-lo, como no final dos anos 80, o álbum ficou pronto, mas a sucessão de problemas ganhou velocidade: o baterista Phil Rudd foi preso acusado de planejar dois assassinatos na Nova Zelândia, onde mora; o vocalista Brian Johnson teve de se ausentar (e acabou demitido e substituído por Axl Rose) por causa de problemas auditivos – correu o risco de ficar surdo; o baixista Cliff Williams, cansado dos problemas, decidiu se aposentar.

Com o futuro incerto, o AC/DC necessita de uma luz, de uma inspiração e de bons augúrios. George, o irmão mais velho e nome fortíssimo da música australiana, conversava de vez em quando com Angus, nove anos mais novo. Mas era de Malcolm que a banda precisava.

Era da genialidade do irmão enfezado nos negócios e na condução da coisa que o AC/DC precisava. Era da precisão cirúrgica de uma base poderosa de guitarra no palco, de precisão irritante e extraordinária na composição de músicas marcantes, na escolha de timbres e de sons na sala de produção. Era de Malcolm que Angus precisava para manter o AC/DC vivo.

Se presencialmente Malcolm não podia mais ajudar, ao menos a sua figura e sua imagem de rocker duro e inflexível ainda estimulava o irmão mais novo, mesmo que não pudesse mais influenciar diretamente.

A morte de Malcolm é o desaparecimento de mais um gigante que tornou o rock uma coisa imensa e irrefreável, principalmente em relação ao rock pesado. Lemmy brincava às vezes que o AC/DC era muito mais punk do que os próprios punks, ao lado do Motorhead.

E se admirava ao perceber como a ética de trabalho árduo e incansável de Malcolm impulsionava a locomotiva australiana, custasse o que custasse.

O baixinho gigante, ao lado do irmão igualmente nanico e igualmente gigante, formou uma das trajetórias mais edificantes e marcantes do rock. Mais do que exemplo, Malcolm Young um símbolo grandioso de uma época ainda mais grandiosa. Lemmy ganhou uma grande companhia.

 

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PJ precisa saber disso http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/pj-precisa-saber-disso/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/pj-precisa-saber-disso/#respond Sat, 18 Nov 2017 08:37:29 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19436 Debora Oliveira, especial para o Combate Rock

Depois de uma péssima experiência no Cine Jóia (na qual essa que vos escreve e o editor deste blog, Maurício Gaia, ficamos full pistola, como se diz na internet), no último show do Explosions In The Sky no Brasil (Novembro/2015), com cerveja a preço exorbitante, som ruim, público alheio à banda e a sorte do camarote estar liberado (onde o som estava um pouco melhor, mas não ideal), prometi a mim mesma que não iria a mais nenhum Popload Gig.

Mas Lúcio Ribeiro brinca com nossos corações indies e trouxe uma das maiores, senão a maior representante do rock alternativo das últimas décadas: Polly Jean Harvey. Dada a situação econômica e política do país, o valor do ingresso para assistir a artista britânica estava aquém das posses dessa pobre colaboradora. Chorei as pitangas com quem pude, mas infelizmente não rolou. O que não contávamos era que em iniciativa inédita, PJ Harvey faria uma apresentação extra um dia antes do festival, pelo Popload Social. Para garantir o ingresso, bastava se inscrever no site de vendas de ingressos do festival e escolher uma ação voluntária, que variava entre doar sangue e fazer divulgação de ONGs parceiras, como o Move Institute e a Revista OCAS. Quando tentei, os ingressos já haviam obviamente se esgotado, mas havia um aviso para tentar os remanescentes de quem não conseguisse cumprir a ação. Num golpe de sorte, consegui. E domingo pela manhã, estava eu lá, na Paulista, junto com umas duas dúzias de trintões, trabalhando para garantir o passe para o grande espetáculo que viria. Que seria bom, nós sabíamos. Não sabíamos que seria histórico.

Na entrada do Teatro Bourbon, o clima era solene. Lúcio Maia, Fábio Massari, Cris Couto, Rodrigo Brandão e outras figuras importantes da cena musical estavam por lá (aproveitei para agradecer ao Massari por sua importância na minha formação musical. Ele me respondeu que eu era jovem demais, mas mal sabe ele que por trás dessa cara de adolescente irresponsável há boletos e filhos pra criar).

Alexandre Matias foi certeiro: um show dessa importância e desse porte não poderia acontecer em outro lugar. O som chegou perfeito em todos os lugares da casa; e apesar de em alguns lugares mal ser possível conseguir enxergar o rosto de PJ, o clima de êxtase era geral.

(Foto: Vanessa Almeida – Instagram: @Heroinshesaid)

O espetáculo começou com “Chain of Keys”, de “The Hope Six Demolition Project”, seu último álbum. PJ e banda adentram o palco em formação, similar a uma banda marcial, com a cantora ao centro da fila. Durante os momentos instrumentais, PJ mantinha-se junto a banda, como que deixando muito claro que não havia uma estrela ali. E quando PJ canta, nenhuma surpresa: sua voz é tão perfeita e afinada quanto em seus álbuns de estúdio. Certamente, o ambiente contribui para que todos ali presentes possam comprovar com os ouvidos aquilo que seus olhos parecem não acreditar. Alguns acompanham com as mãos e os pés, tímidos, numa tentativa de curtir aquele momento épico sem atrapalhar uma quase catarse coletiva. Uma verdadeira experiência rock’n’roll, com toda a qualidade que nós, idosos com mais de 30, esperamos e merecemos. Mas em “50 Ft Queenie” (do álbum “Rid Of Me”, de 1993), foi impossível segurar. Fomos levados imediatamente aos anos 90. Em “Down By The Water” (de “To Bring You My Love”), arriscamos uma segunda voz. Quase acendi meu isqueiro.

A banda dividiu-se em diferentes formações, contando por vezes com mais de uma guitarra, saxofones, teclados, duas baterias com seus componentes divididos, flautas e violinos. Antes do fim, a cantora agradece, em português, dizendo “obrigada!” e apresenta sua banda, integrante por integrante. Não queremos acreditar, mas o show termina com “River Anacostia” (“The Hope Six Demolition Project”), com o vocal majestoso de PJ acompanhado por sua banda, que lembra um cerimonioso coral. Com todos a frente do palco, PJ e banda recebem os aplausos empolgados e agradecidos da plateia. Palmas, alguns gritos, muitos assovios e aquele ar de quem não acreditava no que acabara de presenciar. Em formação, retiram-se do palco. A plateia segue aplaudindo. Queríamos bis, claro, mas se ele não acontecesse, estaríamos felizes, muito felizes, mesmo assim. Alguns músicos voltam ao palco, a plateia comemora, e PJ retorna, encerrando dessa vez com “Near The Memorials To Vietnam And Lincoln” (THSDP) e “The River” (“Is This Desire”). Banda e PJ batem em retirada. Não tem re-bis. Não precisa. O que presenciamos ali ficará em nossas memórias por um longo tempo.

E PJ precisa saber disso. Precisa saber que esse show foi histórico.

(Em notas não relacionadas, vale a leitura: 2001 – Uma Odisséia Indie Pobre, do escritor Ricardo Terto)

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Notas roqueiras: Dark Dimensions Folk Festival… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/notas-roqueiras-dark-dimensions-folk-festival/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/notas-roqueiras-dark-dimensions-folk-festival/#respond Fri, 17 Nov 2017 22:20:15 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19496

Armored Dawn (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Após ser confirmado como representante nacional nas edições do Dark Dimensions Folk Festival em São Paulo (19/11 – Carioca Club) e Curitiba (20/11 – Hermes Bar), o Armored Dawn, um dos novos expoentes do metal brasileiro no exterior, segue provando por que é um dos grupos mais ativos do cenário nacional na atualidade.  A banda formada por Eduardo Parras (vocal), Timo Kaarkoski (guitarra), Tiago de Moura (guitarra), Fernando Giovannetti (baixo), Rafael Agostino (teclado) e Rodrigo Oliveira (bateria) acaba de anunciar dois importantes shows ao lado do supergrupo latino De La Tierra. As apresentações agendadas para os dias 1 de novembro, na Tropical Butantã, em São Paulo, e 3 de novembro, no Teatro Vorterix, em Buenos Aires, também já fazem parte da turnê promocional do novo álbum “Barbarians in Black”.

– O Dark Dimensions Folk Festival traz a consagrada banda norueguesa Enslaved e a sensação do atual cenário mundial Elvenking (Itália). Além disso, os fãs terão o privilégio de conferir a especial performance do Kalevala. Quem promete roubar a cena é a banda brasileira Armored Dawn, um dos nomes que mais crescem no cenário internacional na atualidade.

SERVIÇO SÃO PAULO

Dark Dimensions Folk Festival orgulhosamente apresenta Ensiferum (Finlândia)
Bandas convidadas: Elvenking (Itália), Kalevala (Rússia) e Armored Dawn (Brasil)
+ Hidromel, stands temáticos, batalhas nórdicas e muito mais
Data: 19 de novembro (domingo)
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 (próximo ao Metrô Faria Lima)
Horário: 14h (open doors)
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1477215049062007
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-16 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos.
Capacidade: 1200 lugares
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

SETORES / PREÇOS (2º lote)
PISTA: R$ 200,00 (meia-entrada/estudante/promocional*)
CAMAROTE: R$ 240,00 (meia-entrada/promocional*) 
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento

# COMPRA PELA INTERNET – http://www.clubedoingresso.com/darkdimensionsfolkfestival
# PONTO DE VENDA (sem taxa de serviço – pagamento em dinheiro): Carioca Club
**Consulte o ponto de venda mais próximo da sua região em http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar.

SERVIÇO CURITIBA
Dark Dimensions Folk Festival orgulhosamente apresenta Ensiferum (Finlândia)
Bandas convidadas: Elvenking (Itália), Kalevala (Rússia) e Armored Dawn (Brasil)
+ Hidromel, stands temáticos, batalhas nórdicas e muito mais
Data: 20 de novembro (segunda-feira)
Local: Hermes Bar (antigo Music Hall)
Endereço: Rua Engenheiros Rebouças, 1645 – Rebouças
Abertura da casa: 17h00
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Evento FB: https://www.facebook.com/events/1531354770211036
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-16 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos.
Capacidade: 1200 lugares
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

SETORES / PREÇOS (1º lote)
PISTA: R$ 180,00 (meia-entrada/estudante/promocional*)
CAMAROTE: R$ 240,00 (meia-entrada/promocional*) 
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento

# COMPRA PELA INTERNET – http://www.clubedoingresso.com/darkdimensionsfolkfestival-curitiba
**Consulte o ponto de venda mais próximo da sua região em http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar.

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Sesc Pompeia celebra os 40 anos do punk com grande festival http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/sesc-pompeia-celebra-os-40-anos-do-punk-com-grande-festival/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/sesc-pompeia-celebra-os-40-anos-do-punk-com-grande-festival/#respond Fri, 17 Nov 2017 20:32:00 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19353 Marcelo Moreira

Mercenárias (Foto Filipa Andreia/Divulgação)

As discussões são intermináveis e inconclusivas. E não raro descambam para xingamentos e acusações, bem ao sabor das polaridades e rivalidades político-partidárias-futebolísticas. Exista punk rock no Brasil em 1977?

Para os curadores do Sesc Pompeia, o que importa é celebrar, ainda que existam pessoas que juram que os punks surgiram no Brasil entre 1976 e 1977.

E precisa de lá muitos muitos motivos para que tenhamos um festival de música bem legal? O evento começa no dia 18 de novembro no histórico centro cultural da zona oeste paulistana.

É a celebração dos 40 anos de história que o punk rock no mundo. De 18 a 26 de novembro, nove bandas e mais de 50 artistas se revezam no palco da Comedoria em apresentações comandadas por alguns dos mais representativos grupos de punk e pós-punk do país, como Ratos de PorãoLixomaniaRestos de Nada, AI5, MercenáriasPatife Band, Questions e Sugar Kane.

O festival “40 Anos de Punk” será encerrado pela apresentação O Punk Não Morreu, show especial composto por vários representantes do estilo musical no Brasil, que se intercalam no palco.

É bom lembrar também que o evento vai marcar os 35 anos de realização do importante festival “O Começo do Fim do Mundo”, realizado no próprio Sesc Pompeia em novembro de 1982, que foi um marco cultural da música brasileira.

Apesar de ser difícil definir, com exatidão, quando o punk surgiu, foi em 1977 que o estilo musical explodiu para o mundo na Inglaterra.

Naquele ano, foram lançados alguns LPs pioneiros, além de coletâneas com o melhor do punk até o momento. É também em 77 que os “garotos de jaqueta preta” da Vila Carolina e de outros bairros do subúrbio paulistano, começaram a se reunir em grupos, organizar seus “sons de fita” e idealizar suas futuras bandas.

Os Ramones, surgidos em 1974, certamente já eram punks na Nova York conflagrada naquele ano, e levaram sua música rápida e frenética a vários lugares da Costa Leste norte-americana no ano seguinte.

No Brasil, os registros dão conta de que o Restos de Nada já fazia punk rock em São Paulo por volta de 1977, como defende produtor cultural e líder da rádio Antena Zero Flávio “Chiclé” Fernandes – a rádio que hoje abriga o programa de web rádio Combate Rock.

Essa informação certamente será um dos pontos principais do documentário sobre a banda que está em fase de elaboração e ainda sem prazo de lançamento.

Programação

Com dois shows por noite, o festival 40 Anos de Punk começa no sábado, dia 18 de novembro, com apresentações do grupo paulistano de hardcore Questions e a banda Sugar Kane, nascida em Curitiba há 20 anos; na quinta, 23 de novembro, o palco é ocupado porRatos de Porão, formada em 1981 e provavelmente a banda punk há mais tempo em atividade sem nunca ter parado de tocar, eLixomania, responsável pelo primeiro compacto de uma banda punk no Brasil – o EP “Violência e Sobrevivência”, de 1982.

O festival continua na sexta, dia 24 de novembro, com shows da primeira banda punk do Brasil, a Restos de Nada, criada em 1978, mesmo ano em que nasceria o grupo AI5, que também sobe ao palco do Sesc Pompeia nesta noite; no sábado, dia 25/11, os grupos convidados são As Mercenárias, lendária banda pós-punk feminina de São Paulo, e Patife Band, criada por Paulo Barnabé nos anos 1980 a partir de um projeto que mescla punk rock, jazz e música brasileira.

No domingo, dia 26 de novembro, para encerrar o festival, a apresentação especial O Punk Não Morreu reúne, no mesmo palco, dezenas de artistas que fizeram a história do estilo musical no país. Entre os músicos que se revezam no palco durante o show, quase todos eles tocaram no festival O Começo do Fim do Mundo, que aconteceu no Sesc Pompeia, em 1982.

História

Em meados dos anos 1960, as bandas de garagem mais radicais, como a inglesa Troggs e a peruana Los Saicos, faziam um som que hoje em dia é conhecido como Garage Punk. Na mesma época, o Velvet Underground surgia em Nova Iorque. Anos depois, ainda na década de 60, o MC5 e os Stooges gravaram seus primeiros discos, considerados os embriões do punk rock.

Em 1972, a revista Creem já usava o termo punk rock quando, no mesmo ano, David Bowie lançou seu quinto álbum, “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, que continha a música “Suffragette City”, uma espécie de pré-punk. Em 1976, oDamned, o Saints e os Sex Pistols lançaram compactos de punk rock.

No entanto, é em 1977 que o punk é, de vez, incorporado às setlists pelo mundo. Neste ano, os discos “Nevermind the Bollocks”, “Damned Damned Damned”, “Pink Flag” e “L.A.M.F.” são lançados, e também chega ao mercado a coletânea “A Revista Pop apresenta o Punk Rock”, lançada no Brasil pela Editora Abril, com o melhor do gênero até então.

SERVIÇO

Festival 40 Anos de Punk

Com Ratos de Porão, Lixomania, Restos de Nada, AI5, Mercenárias, Patife Band, Questions, Sugar Kane e o show especial “O Punk Não Morreu”.

De 18 a 26 de novembro. Quinta, sexta e sábados, a partir das 21h30 (abertura da casa às 20h). Domingo, a partir das 18h30 (abertura da casa às 17h30).

Na Comedoria do Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, São Paulo – SP).

Apresentações não recomendadas para menores de 18 anos.

Confira valores e datas para venda de ingressos de cada show.

DIA 18 /11 

Questions + Sugar Kane

18 de novembro, sábado, a partir das 21h30

Ingressos (válidos para as duas apresentações da noite): R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).

Venda online a partir de 7 de novembro, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial, nas unidades do Sesc SP, a partir de 8 de novembro, quarta-feira, às 17h30.

QUESTIONS: Formada em 2000, a banda paulistana Questions apresenta seu hardcore com letras de protesto que falam sobre a vida na periferia da capital. Questionador desde o nome, o grupo busca unir a intensidade do hardcore ao peso e à agressividade do metal. O primeiro registro, a demo “We Shall Overcome”, foi lançado em junho de 2000, mas o primeiro álbum, “Resista!” surgiu três anos depois, em 2003. “Fight For What You Believe”, o segundo CD da banda, saiu em 2007, ano em que a Questions saiu em turnê por 17 países da Europa. O terceiro trabalho, “Rise Up”, estreou em 2009, procedido pelo CD / LP “Pushed Out…of Society”, de 2015.Questions é formada por Edu Andrade, no vocal, Pablo Menna, na guitarra, Eduardo Akira, bateria, e Hélio Suzuki, no baixo.

Contatos: www.questions.com.br / www.questionshc.bandcamp.com www.youtube.com/questionstv /www.facebook.com/questionsbr/

SUGAR KANE: O quarteto Sugar Kane nasceu em 1997, em Curitiba (PR), e já acumula sete discos de estúdio, três EPs e um DVD ao vivo. Com um currículo de mais de 800 shows pelo Brasil, Europa e Estados Unidos, a Sugar Kane começou como uma banda de hardcore, mas firmou seu estilo navegando entre o punk e o alternativo. No palco do Sesc, a banda comemora 20 anos de estrada e realiza um show com repertório que passeia por toda a carreira. A formação atual do grupo conta com Capile, na voz e guitarra, André Dea, na bateria, Rick Mastria, na guitarra, e Igor Moderno, no baixo.

Contatos: www.facebook.com/sugarkaneoficial/ / www.sugarkane.com.br https://goo.gl/G2UzZz (Spotify)

DIA 23 / 11

Ratos de Porão + Lixomania

23 de novembro, quinta, a partir das 21h30

Ingressos (válidos para as duas apresentações da noite): R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira).

Venda online a partir de 14 de novembro, terça-feira, às 19h.
Venda presencial, nas unidades do Sesc SP, a partir de 16 de novembro, quinta-feira, às 17h30.

RATOS DE PORÃO: Formado em 1981, o grupo Ratos de Porão passou por diversas fases e formações, e é provavelmente a banda punk há mais tempo em atividade sem nunca ter parado de tocar. Da formação original só resta o guitarrista Jão, mas a formação atual data de 2004 e é a mais duradoura da história da Ratos. Precursores do crossover no Brasil, com o disco “Descanse em Paz”, de 1986, a banda tem um público gigante tanto no punk quanto no metal, e o disco anterior, “Crucificados Pelo Sistema”, de 1984, é o primeiro LP de hardcore lançado na América Latina. Com 36 anos de carreira e 13 álbuns lançados, o Ratos de Porão apresenta os sucessos das quase quatro décadas de estrada, além de apresentar as canções do mais recente CD lançado, “Século Sinistro”, de 2014. A banda é formada atualmente por João Gordo, no vocal, Jão, na guitarra, Juninho, no baixo, e Boka, na bateria.

Contatos: https://goo.gl/aQu1hS (Spotify) / www.facebook.com/RatosdePoraoOficial/

LIXOMANIA: O quarteto surgiu na zona norte de São Paulo, em 1979, durante o período de efervescência do movimento punk no Brasil. Pioneira do gênero ao lado de Cólera, Inocentes, Olho Seco e Restos de Nada, a banda Lixomania foi a responsável por lançar, em 1982, o primeiro registro em vinil de uma banda punk na América do Sul: o compacto “Violência e Sobrevivência”. Pouco tempo depois, o grupo participou do festival “O Começo do Fim do Mundo”, no Sesc Pompeia, e depois decretou seu fim. Em 2004, a gravadora japonesa Speed State lançou um CD com as músicas do compacto de 1982 e várias gravações inéditas e então aLixomania voltou a se reunir e tem se apresentado ao vivo e gravado discos, incluindo um CD ao vivo no Sesc Pompeia, em 2012. Atualmente composta por Moreno, no vocal, Miro de Melo, na bateria, Rogério Martins, na guitarra, e Luiz Cecílio, no baixo, a banda está se preparando para lançar o primeiro álbum da carreira só com músicas inéditas, intitulado “Pesadelo”, além de seguir em turnê comemorativa pelos 35 anos do lançamento do LP “Violência e Sobrevivência”.

Contatos: https://goo.gl/sE3bxF (Facebook) / https://goo.gl/VWprXp (Spotify)

DIA 24 / 11

Restos de Nada + AI5

24 de novembro, sexta, a partir das 21h30

Ingressos (válidos para as duas apresentações da noite): R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira).

Venda online a partir de 14 de novembro, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial, nas unidades do Sesc SP, a partir de 16 de novembro, quinta-feira, às 17h30.

 RESTOS DE NADA: A história da banda se confunde com a história do próprio punk rock. Formada em 1978, a Restos de Nadasurgiu quando ainda era impossível para os punks gravarem em estúdio e os shows eram escassos. A banda foi dissolvida em 1980, após algumas mudanças em sua formação, mas, em 1987, os membros originais se reuniram para gravar as velhas canções num LP homônimo lançado pela Devil Discos. Desde então, os músicos da Restos de Nada se encontraram esporadicamente, até que, com a morte do fundador da banda, Douglas Viscaíno, em 2013, o grupo acabou. Em 2017, a banda sobe novamente ao palco para prestar uma homenagem ao movimento que ajudou a criar, além de celebrar os quase 40 anos de fundação do grupo. A formação atual conta com Ariel, nos vocais, e Clemente, no baixo, dois protagonistas que estiveram no começo de toda essa história, além de Luiz, na guitarra, e Nonô, na bateria.

Contato: www.facebook.com/restosdnada/

AI5: Criado em 1978, o grupo AI5 tocou no primeiro show punk de São Paulo, no porão de uma padaria no Jardim Colorado, junto da Restos de Nada e com produção de Kid Vinil. Sem muitos shows ou disco lançado, a banda acabou em 1980, voltando à ativa só agora, em 2017, para celebrar o relançamento, em CD, pelo selo Baratos Afins, do único material do grupo, uma demo gravada no começo dos anos 80, meses após o seu fim. Além deste relançamento, a AI5 prepara a produção de um novo material, que deve chegar ao mercado em  2018. O nome AI5 remete ao Ato Institucional Nº 5, mecanismo criado pelo regime militar em 1968 que coibia e punia diversas liberdades individuais, inclusive de pensamento. A partir desse episódio, começam a surgir manifestações sociais e culturais de resistência, como é o caso do movimento punk, berço da banda AI5. Atualmente, o grupo é formado por Memmeth Pesteaux, nos vocais, Fausto Celestino, na guitarra e vocais, Fábio Rodarte, no baixo, e Fellipe Fonseca, na bateria.

Contato: https://www.facebook.com/aicincopunk/ /

DIA 25 / 11

Mercenárias + Patife Band

25 de novembro, sábado, a partir das 21h30

Ingressos (válidos para as duas apresentações da noite): R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira).

Venda online a partir de 14 de novembro, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial, nas unidades do Sesc SP, a partir de 16 de novembro, quinta-feira, às 17h30.
 

MERCENÁRIAS: Oito anos antes do Bikini Kill inaugurar a onda de punk-hardcore feminista (em 1990), as Mercenárias já perambulavam pela noite de São PauloDesde o seu surgimento, em 1982, o grupo já se apresentou diversas vezes no Sesc Pompeia; a primeira foi em 1983, ao lado dos Titãs e Ira! Em 1986, elas lançaram o LP “Cadê as Armas”, pela Baratos Afins, o primeiro disco de rock independente gravado apenas por mulheres no Brasil. No ano seguinte, lançaram “Trashland”, fizeram alguns shows, e em seguida a banda acabou. No início dos anos 2000, as Mercenárias voltaram a tocar, e agora, em formação power trio, celebram os 35 anos de carreira com Sandra Coutinho, no baixo, Pitchu Ferraz, na bateria e backing vocals, Marianne Crestani, na guitarra.

Contato: www.facebook.com/asmercenariasodisseia/ / https://goo.gl/4TjDVe (Spotify)

PATIFE BAND: Paulo Barnabé resolveu partir para a carreira solo em 1984, após uma temporada do lançamento do disco “Tubarões Voadores”, de Arrigo Barnabé, seu irmão. Não passou muito tempo e já estava com a primeira formação de sua Patife Band – intitulada na época de “Paulo Patife Band” – em plena década de 1980, época em que começava a despontar a nova safra do rock nacional. Em 1987, o grupo lançou o disco “Corredor Polonês”, misturando punk rock, jazz e música brasileira. Depois disso, a banda dura mais um ano e volta à ativa apenas em 2003. A atual safra de composições de Paulo Barnabé continua transgressora e experimental, e a banda segue na ativa fazendo tocando clássicos de “Corredor Polonês” e diversas faixas inéditas, incluindo um novo single, que está sendo preparado para lançamento em breve. A Patife Band é composta por Paulo Barnabé, na voz, percussão e bateria, Fábio Gouvea, na guitarra, Felipe Brisola, no baixo, e Elvis Toledo, na bateria.

Contato: www.facebook.com/paulobfoggia/ /

DIA 26 / 11

O Punk não Morreu

26 de novembro, domingo, a partir das 18h30

Ingressos: R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira).

Venda online a partir de 14 de novembro, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial, nas unidades do Sesc SP, a partir de 16 de novembro, quinta-feira, às 17h30.
 

O PUNK NÃO MORREU: Show especial com vários representantes do punk brasileiro. A banda-base desta apresentação é formada por Clemente (Inocentes), no baixo, Mingau (Ratos de Porão), na guitarra, e Muniz (Fogo Cruzado), na bateria, três músicos que tocaram no festival “O Começo do Fim do Mundo”, que aconteceu no Sesc Pompeia, em 1982. Os vocais ficam por conta de diversos músicos de bandas que também tocaram no festival, entre eles Ariel (Inocentes), Mauricinho (Juízo Final), Morto (Psykóze), Alê (Lixomania), Kiss (Fogo Cruzado), Wendel (Cólera), Barata (DZK), Fábio (Olho Seco), entre outros. A superbanda ainda conta com a participação especial de Vladi (Ulster), Pierre (Cólera), Val (Cólera) e Callegari (Inocentes).

O repertório do show O Punk Não Morreu reúne as canções que compuseram o LP gravado ao vivo durante o festival de 82, além de clássicos do punk nacional. Na ocasião, o LP “O Começo do Fim do Mundo” será relançado pela Nada Nada Discos, em vinil duplo, com um disco extra repleto de músicas que não estão na edição original, além de pôster, texto e fotos inéditas.

 

 

 

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Músicos brasileiros brilham no exterior; por aqui, sobram dificuldades http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/musicos-brasileiros-brilham-no-exterior-por-aqui-sobram-dificuldades/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/musicos-brasileiros-brilham-no-exterior-por-aqui-sobram-dificuldades/#respond Fri, 17 Nov 2017 09:04:44 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19452 Marcelo Moreira

Marcus Castellani, do Manowar (FOTO: DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL)

É uma boa notícia, mas também não é lá das melhores. O amigo Ricardo Batalha, redator-chefe da revista Roadie Crew, hoje a única revista de música (e rock) do país, publicou em seu perfil no Facebook uma rápida relação de músicos brasileiros que estão se dando muito bem no exterior, sem falar em Kiko Loureiro, ex-Angra e hoje guitarrista do Megadeth, e os irmãos Max e Iggor Cavalera.

Batalha fez a postagem em tom de crítica às pessoas no Brasil que, de forma frequente, reclamam, de forma infundada e ridícula, da qualidade da música feita no Brasil.

E eu pego carona no texto dele para desejar muito boa sorte ao baterista brasileiro Marcus Castellani, que agora integra o Manowar, uma instituição do metal mundial.

O músico integrou no Brasil as bandas Hell Patrol (Judas Priest Tribute) e Kings of Steel (Manowar Tribute), e agora está substituindo Donnie Hamzik na bada de Joey DeMaio.

E vamos celebrar os outros músicos brasileiros que estão mandando bem no exterior, segundo a listinha de Batalha: o paulistano Bill Hudson, que está na banda de Udo Dirkschneider (ex-Accept); o mineiro Guilherme Miranda, que está com o Entombed A.D.; o baterista Aquiles Priester, que está excursionando com o W.A.S.P.; o vocalista Simon Daniels, que canta agora no Autograph; o cantor e violonista BJ e o baterista Edu Cominato, que há anos tocam na banda solo de Jeff Scott Soto (BJ também canta na banda grega DangerAngel); e Dario Seixas, baixista que vive há décadas nos Estados Unidos e, além de diversos trabalhos em bandas (FireHouse, Jack Russell’s Great White, Crown of Thorns, Stephen Pearcy, Endangered Species e outras), está se lançando em carreira solo.

A lista acima é uma enorme prova de que o rock e a música feitos no Brasil são de ótima qualidade que os músicos nacionais são bem valorizados na Europa e nos Estados Unidos.

A questão é que, infelizmente, o mercado interno para o rock, especificamente, continua desvalorizando o músico e dificultando a vida das bandas novas e nem tão novas assim.

Por tabela, os público parece cada vez mais desinteressado em buscar novidades, a julgar pelo número cada vez menor de locais dispostos a escalar bandas autorais – e o número cada vez maior de locais que preferem banda cover, quase sempre ruins.

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Notas roqueiras: MX, Necromancia, Viletale, Nervosa, Montanha… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/16/notas-roqueiras-mx-necromancia-viletale-nervosa-montanha/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/16/notas-roqueiras-mx-necromancia-viletale-nervosa-montanha/#respond Thu, 16 Nov 2017 14:00:45 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19446

Nervosa (DIVULGAÇÃO/FELIPE ENDREHANO)

– O festival Metal Total comemora 15 anos, com um grande show, trazendo nomes do ABC como MX, Necromancia, Seventh Seal e Montanha, além das meninas da Nervosa, banda que acaba de voltar de mais uma turnê europeia. O show acontece no dia 26/11 (Domingo), na Little Darling (Av. Antártico, 90, São Bernardo do Campo/SP), a partir das 15h. A Nervosa é uma das bandas que mais se destacam no cenário nacional, com diversas turnês no exterior. Elas estão se preparando para o terceiro trabalho, o sucessor do elogiadíssimo “Agony”. A formação traz Fernanda Lira (baixo e vocal), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria). O MX é uma das mais clássicas bandas de thrash metal do país, e está finalizando seu novo álbum, o primeiro de inéditas, desde 1998 – Eles voltaram em 2012, e lançaram o álbum “Re-Lapse”, com regravações dos clássicos. A formação traz Alexandre Cunha (vocal e bateria), Dumbo (guitarra), Morto (baixo) e Décio Jr. (guitarra). Outra banda clássica é o Necromancia, que possui três álbuns. Eles participaram da lendária coletânea “Headthrashers Live”, lançada em 1987 (que conta com Necromancia, MX, Blasphemer e Cova). A formação traz Marcelo “Índio” D’Castro (vocal e guitarra), Roberto Fornero (baixo) e Kiko D’Castro (bateria). Representante do prog metal/heavy metal, o Seventh Seal possui três álbuns, sendo “Mechanical Sous” o mais recente. A banda é formada por Leandro Caçoilo (vocal, Soulspell, Hardshine, ex-Eterna), Tiago Claro (guitarra), Thiago Oliveira (guitarra, Confessori Band, Warrel Dane), Victor Prospero (baixo) e Roberto Moretti (bateria). O Montanha é uma das bandas mais antigas do Hard Rock do ABC, e traz em sua formação, uma das maiores figuras da região, Jean Gantinis (guitarra e dono da loja Metal Music há mais de 30 anos). Além dele, a formação traz Jimi Gantinis (baixo, e filho do Jean), Vini Castelli (guitarra) e Marcelo Furlanetto (bateria e vocal).

SERVIÇO: 

Dia: 26/11 (Domingo)

Horário: A partir das 15h

Local: Little Darling

Endereço: Av. Antártico, 90, São Bernardo do Campo 

Ingressos Antecipados:

Pista:

1° lote- R$ 35,00

2° lote- R$ 45,00 

Camarote:

1° lote- R$ 45,00

2° lote- R$ 60,00 

Ingressos online (com taxas!), já a venda em:

https://ticketbrasil.com.br/festival/5456-15anosdemetaltotal-saobernardodocampo-sp/ 

Ingressos físicos (sem taxas!), já a venda nos seguintes pontos: 

*Santo André: Metal Music – Rua Alvares de Azevedo, 159, Centro

*São Bernardo do Campo: The Wave Music Place – Rua Universal, 425, Jd Hollywood (travessa da rua Vergueiro, próximo ao Carrefour)

*São Paulo: Mutilation Records (Galeria do Rock, R. 24 de Maio, 62, 2º andar, Centro)

– Em trabalho final de produção do terceiro registro da carreira, o EP “Suicide of Dei”, que tem previsão de lançamento para o dia 2 de novembro, aos poucos vai ganhando forma e divulgação nas redes sociais do grupo, incluindo a liberação do clipe da única música divulgada até o momento, a pesada e inspirada na história do serial killer “Edmund Kamper”. A banda Viletale que no ano de 2016 lançou dois registros, os EPs “Initiation” em formato digital e “From the Dephts ov Mind” em formato físico, informa que ambos os registros agora estão liberados no Spotify gratuitamente para o público. “Initiation” marca a estreia oficial do grupo no cenário nacional, mesclando a essência do metal extremos, o EP conta com quatro faixas de variam entre o Death, Black, Splatter, Grind e Horro Metal. O álbum abre com a música “Vile” e dá andamento com as faixas “Evil Dead”, Celestial Rapture e Obscene Wizardy. Escute o disco pelo link abaixo: https://open.spotify.com/album/0tfNS6Nz8YUt4dNsj1IbQu

– Na reta final para o lançamento de seu novo álbum, ‘Resilience’, o Tchandala, em parceria com o duo Write Me a Letter, disponibiliza uma nova faixa para audição. Mas não é uma faixa qualquer, trata-se de uma faixa especial que será lançada como bônus no álbum. É a versão acústica da música ‘Echoes Through The Fourth Dimension’ que aqui é interpretada pelo talentosíssimo duo do WRITE ME A LETTER, Clarice Pawlow e Renan Fontes, assista:
https://www.youtube.com/watch?v=p1oowxXa-Zs

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Hendrix, 75 anos: um alienígena entre nós http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/16/hendrix-75-anos-um-alienigena-entre-nos/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/16/hendrix-75-anos-um-alienigena-entre-nos/#respond Thu, 16 Nov 2017 09:00:40 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19440 Marcelo Moreira

Jimi Hendrix e a ‘extensão de seu corpo’ (FOTO: DIVULGAÇÃO/REPRODUÇÃO)

Jimi Hendrix com certeza teria transposto das fronteiras do rock há muito tempo, se estivesse vivo. Teria criado novos sons, inigualáveis, e poderia ter criado um novo gênero musical, único e exclusivo, seguindo a trilha de gênios como Miles Davis.

Essa é a impressão geral que o mundo da música tem a respeito do melhor guitarrista que já existiu, mas que foi verbalizada por ninguém menos do Eric Clapton em uma entrevista nos anos 90.

A comparação foi muito feliz, pois é inevitável constar hoje: o rock, ou qualquer rótulo, é muito restrito para o gênio da guitarra.

Morto em setembro de 1970, em Londres, Hendrix completaria 75 anos de idade neste mês de novembro. Ele construiu a sua própria eternidade e é um dos símbolos da genialidade artística e musical.

Muita gente gota de relembrar o grande concerto de Woodstock, no Estado de Nova York, realizado em agosto de 1969, como o auge da carreira do guitarrista. Ali ele já era considerado mais do que gênio, e voltara a viver nos Estados Unidos.

No entanto, é no Monterey Festival, realizado em julho de 1967, que podemos ver Hendrix em sua plenitude. A guitarra, uma Fender Stratocaster decorada com motivos psicodélicos, foi tocada com maestria, provocando um furacão sonoro que arrebentou cérebros imberbes e despreparados.

Hendrix era canhoto, mas usava um instrumento para destros, virada ao contrário. Fez tudo, ao tocar o instrumento de todas as maneiras e extraindo sons impossíveis e inacreditáveis, como a microfonia que tirou dos amplificadores Marshall, deixando toda a plateia californiana estupefata.

 

O final, com o fogo na pobre e estragada Strato e a destruição no palco, apenas galvanizaram a atenção generalizada para a aquilo que os ingleses já conheciam desde o ano anterior – um alienígena pousou na Terra para mostrar aos incautos o que era rock, oque era um show e o que era criatividade na música.

Hendrix veio ao mundo há 75 anos, mas decidiu que tinha de voltar para o seu planeta natal aos 27, em 1970. Azar de todos nós.

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Programa Combate Rock – Mulheres à frente de bandas. http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/15/programa-combate-rock-mulheres-a-frente-de-bandas/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2017/11/15/programa-combate-rock-mulheres-a-frente-de-bandas/#respond Wed, 15 Nov 2017 21:10:11 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=19437 Equipe Combate Rock

Shadowside (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O Combate Rock destaca nesta edição bandas que são comandadas por mulheres e que estão fazendo um barulho enorme: desde a banda sueca Blue Pills até as nacionais Shadowside e Fábrica de Animais, a mulherada está mandando ver e ocupam os dois primeiros blocos do programa.

O terceiro bloco traz algumas bandas clássicas do punk nacional – o Sesc Pompéia trará um festival dedicado aos 40 anos do surgimento do Punk, com bandas como Lixomania, Sugarkane, Restos de Nada e Patife Band.

O último bloco destaca alguns filmes que foram atrações do In-Edit Barcelona – Festival Internacional de Documentários, que aconteceu entre os dias 26 de outubro e 5 de novembro.

Clique no play e divirta-se!

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