Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Thu, 09 Jul 2020 05:59:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 A relação íntima do rock com a obra de Ennio Morricone http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/09/a-relacao-intima-do-rock-com-a-obra-de-ennio-morricone/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/09/a-relacao-intima-do-rock-com-a-obra-de-ennio-morricone/#respond Thu, 09 Jul 2020 05:59:04 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33701 Do site Roque Reverso

Ennio Morricone (FOTO: DIVULGAÇÃO/FACEBOOK)

O compositor e maestro italiano Ennio Morrricone faleceu nesta segunda-feira, 6 de julho, em Roma. Ele tinha 91 anos e não resistiu a complicações provocadas após uma queda que gerou uma fratura no fêmur.

Lenda do cinema, Morricone foi um dos maiores compositores de trilha sonora da sétima arte. Durante seus longos 66 anos de carreira, produziu mais de 500 músicas para filmes e séries, principalmente em longas do chamado “spaghetti western”, como os clássicos “Três Homens em Conflito”, “Por um Punhado de Dólares” e “Por Uns Dólares a Mais”, de Sérgio Leone, e em outros filmes importantes, como “Cinema Paradiso”, Os Intocáveis” e “A Missão”.

Não bastasse toda a sua premiada carreira, que inclui estatuetas do Grammy, Oscar e Globo de Ouro, Morricone teve uma imensa relação com o mundo o do rock, inspirando, sendo ídolo ou até participando de composições.

Metallica, Bruce Springsteen, Radiohead, Ramones, Muse, Dire Straits e Roger Waters são só alguns dos grandes nomes que já tiveram alguma relação com Morricone.

O Metallica usa há décadas a música “Ecstasy of Gold” para introdução dos seus shows e é um dos grandes responsáveis por Morricone ser conhecido dentro do heavy metal. Após a morte do compositor, o grupo divulgou duas notas lamentando a perda, uma assinada coletivamente e outra com a assinatura do vocalista e guitarrista James Hetfield.

“Descanse em paz, Ennio Morricone. Sua carreira foi lendária, suas composições atemporais. Obrigado por criar o clima de vários de nossos shows desde 1983”, destacou o grupo na primeira nota.

“O dia em que tocamos ‘The Ecstasy Of Gold’ pela primeira vez como nossa nova introdução em 1983 foi mágico! Ela se tornou parte do nosso sangue, nossa respiração, nossa saudação, orações e ritual pré-show da banda desde então. Eu cantei essa melodia milhares de vezes para aquecer minha voz antes de subir ao palco. Obrigado Ennio por nos energizar, ser uma grande parte de nossa inspiração e uma conexão entre a banda, equipe e fãs. Eu pensarei para sempre em você como uma parte da família Metallica. Descanse em paz, Maestro Morricone”, escreveu Hetfield.

Assim como o Metallica, o lendário Ramones chegou a usar “Ecstasy of Gold” em shows, mas a banda punk soltava a música no fim dos shows.

O Dire Straits chegou a fazer referência a Morricone na música “Once Upon a Time in the West”, sendo que o eterno vocalista e guitarrista Mark Knopfler declarou inúmeras vezes ser fã do compositor italiano, assim como o vocalista do Radiohead, Thom Yorke, já fez.

O Muse, por sua vez, também já chegou a apresentar um trecho de “Man With Harmonica”, presente na trilha do filme “Once Upon a Time in the West”, antes de tocarem “Knights of Cydonia” em shows.

Bruce Springsteen fez uma versão musical de “Once Upon a Time in the West” e venceu o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock em 2008.

Essa versão está presente num álbum tributo a Ennio Morricone chamado “We All Love Ennio Morricone”, que conta ainda com Roger Waters com “”Lost Boys Calling”, além do Metallica com sua versão instrumental para “The Ecstasy Of Gold”, e de outros artistas consagrados, como Quincy Jones, Andrea Bocelli, Celine Dion e Daniela Mercury.

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Notas roqueiras: Navighator, Matanza Inc, Flammea, Crom… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-navighator-matanza-inc-flammea-crom/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-navighator-matanza-inc-flammea-crom/#respond Thu, 09 Jul 2020 02:37:51 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33456 – O objetivo da Navighator em seu álbum de estreia, homônimo, é oferecer uma experiência imersiva completa, apresentando faixas com ricas ambientações e composições elaboradas com diversas texturas contando com arranjos orquestrais, piano, sintetizador, guitarras, baixo, bateria e percussão agregados a vocais melódicos. Com composições abordando assuntos inerentes aos sentimentos humanos em nuances diversas, o projeto adota a temática náutica, reverenciando o poder e mistérios do oceano, o que é evidente em algumas canções. “Tratamos de temas incômodos mascarados por uma cortina de metáforas. Boa parte das letras foi escrita com base em histórias reais e/ou vivências pessoais”, explicou Marcos Medina. Confira o videoclipe para o single “Ghost Town” em https://youtu.be/Pmb8XGQviaM

– A Monstro Discos acaba de abrir a pré-venda para o LP do álbum de estreia do Matanza Inc. “Crônicas do Post Mortem: Guia Para Demônios & Espíritos Obsessores” foi lançado em CD e nas plataformas digitais em junho do ano passado e agora ganha uma edição de luxo, em vinil 180 gramas, com capa gatefold e tiragem limitada.
Gravado no Orra Meu Studio, com produção de David Menezes e participações especiais de Rodrigo Lima (Dead Fish), Marcello Schevano (Patrulha do Espaço) e Vladirmir Korg (The Mist), Crônicas do Post Mortem marca a estreia dessa nova fase da banda, com o sufixo Inc e um novo vocalista, Vital Cavalcante, nome conhecido do underground nos anos 90, quando integrou bandas como Jason, Jimi James e Poindexter. Cascudo, Vital dá valiosa contribuição ao disco, em um incrível e instantâneo processo de adaptação ao modo Matanza Inc de ser.
Além de Vital a formação do Matanza Inc conta com os antigos integrantes do finado Matanza: Maurício Nogueira (guitarra), Dony Escobar (baixo), Jonas Cáffaro (bateria) e Marco Donida (guitarra), compositor e desenhista da banda.

– O grupo Flammea, que foi originalmente formado por Ana A. Lima, baixista e backing vocal da banda em seu início, está de volta. Ana assumiu os vocais do Flammea e informa que está trabalhando ativamente em novas composições e testando alguns músicos para a nova formação do grupo.

– Após liberar seus dois primeiros trabalhos, “The Hate of World” (1993), e “We Are Steel” (2015), o Crom acaba de disponibilizar nas principais plataformas digitais de música, seu último EP, “We Are Steel, Pt. II”. Dessa forma, toda a discografia da banda se encontra disponível para audição pelos seus fãs. Você pode ouvir “We Are Steel, Pt. II” em https://open.spotify.com/album/2KTUlTEVUx63p1GSgCtcxp?si=oj7KYE1VTv2e2HdK-ubqJA

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Notas roqueiras: Headhunter D.C., Vulcane, Carlos Coelho, Biquíni Cavadão http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-headhunter-d-c-vulcane-carlos-coelho-biquini-cavadao/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-headhunter-d-c-vulcane-carlos-coelho-biquini-cavadao/#respond Wed, 08 Jul 2020 20:11:21 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=32693  

– O Headhunter D.C. está completando 33 anos ininterruptos de estrada em maio ao mesmo tempo em que comemora os 20 anos de lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, “…And the Sky Turns
> to Black… (The Dark Age has Come)” (Mutilation Records). A banda acaba de disponibilizar sequencialmente no YouTube três vídeos de seu show comemorativo de 30 anos no festival “Palco do Rock 2017”, em Salvador (BA), sendo este um dos últimos ainda contando com o membro fundador Paulo Lisboa (ex-guitarrista), que deixou o grupo em junho de 2017, totalizando quatro vídeos oficiais disponibilizados filmados neste mesmo evento.  Veja os vídeos em:

HTTPS://YOUTU.BE/KU6I3CGXKQ4
HTTPS://YOUTU.BE/UFQAFEUGIKG
HTTPS://YOUTU.BE/E8C-IKE-KQY

– O primeiro material de estúdio da banda Vulcane acaba de disponibilizar o lyric video de “Havashi”, nova música da banda que está no YouTube. Ouça em https://www.youtube.com/watch?v=NCZeEaiJp-Q

 Carlos Coelho, indicado ao Grammy como produtor musical e compositor, e guitarrista do Biquini Cavadão, vai lançar o single ‘We´ll roll on’, com o próprio Coelho nos vocais, guitarra, baixo e produção musical. A bateria ficou a cargo de Diogo Macedo e o backing vocal com Tay Cristelo. A canção vem acompanhada de videoclipe, dirigido e criado por Coelho, com direção de arte e motion design por Fabio Holtz e ilustrações de Otávio Bittencourt. A música foi composta em 2011, parceria com o neozelandês Simon Spire. No Brasil, ela foi gravada em 2014, em português, com o nome ‘Deixar tudo pra trás’, no DVD ‘Me leve sem destino’, do Biquini. Assista o clipe aqui.: https://youtu.be/QGJ6Em2ON0A

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Rádio Táxi regrava clássico de Roberto Carlos http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/radio-taxi-regrava-classico-de-roberto-carlos/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/radio-taxi-regrava-classico-de-roberto-carlos/#respond Wed, 08 Jul 2020 18:06:51 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33684 Nelson Souza Lima – especial para o Combate Rock

Rádio Táxi (FOTO: DIVULGAÇÃO)

No próximo dia 31 de julho o Rádio Táxi, grande grupo dos anos 80, disponibiliza nas plataformas digitais sua versão para “Se Você Pensa”.

A canção, clássico do Rei Roberto Carlos escrita com o inseparável Tremendão, foi lançada originalmente em 1968 e desde então teve várias regravações como as Pitty e Lulu Santos.

Por sua vez a banda paulistana incorporou uma tecladeira legal, solo de guita bacanudo, cozinha precisa e os vocais seguros de Fábio Nestares numa sonoridade moderna e dançante. A incursão do Rádio Táxi no repertório “robertiniano” não é inédita.

O álbum de estreia ,de 1982, os caras regravaram “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”. A gravação de “Se Você Pensa” rolou nos Estúdios Mosh, antes da pandemia, mais precisamente em 11 de março, dia do aniversário do batera Gel Fernandes.

“Como já tocávamos essa música nos shows foi bem rápido. Passamos meu aniversário no estúdio comemorando e tocando. Fiz dois takes de bateria e já estava tudo certo, pois estávamos ensaiados. Uma semana depois voltamos para mixar. E fomos filmando pra fazer o clipe. Ai começou a quarentena e não pudemos mais ir ao estúdio, mas deu tempo de finalizar o lance. Demorou um pouco para conseguir a liberação da música, mas finalmente saiu”, conclui Gel Fernandes.

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Notas roqueiras: Heretic, Omago… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-heretic-omago/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/notas-roqueiras-heretic-omago/#respond Wed, 08 Jul 2020 14:58:39 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=32697

Uma das formações do Heretic: Guilherme Leal é o último da esq. para a dir. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Um dos nomes mais originais do cenário atual, o Heretic acaba de anunciar o lançamento de seu novo single, “Tendencies Over Certainties”, que veio acompanhado de um lyric vídeo. A música conta com a participação especial do guitarrista goiano Thiago Tsuruda. A faixa também está presente na nova coletânea da Roadie Metal, que comemora agora em maio 6 anos de existência, e pode ser ouvida no link abaixo. Confira: https://open.spotify.com/track/7zzJxNOPgqPERbtp0i3mXa?si=4WIyTfJUSnO9zCU9MRN7_w. Já o lyric vídeo pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=DGzb0XfsGyQ

– A banda Omago acaba de lançar o EP “Human Targets” nas plataformas digitais. O EP contém três músicas; “Human Targets”, “Among Thieves” e “Black The Day”. O baixista e vocalista Eduardo Jarry (ex-Forahneo), falou sobre esse lançamento; “Com enorme orgulho, está é a ‘carta de apresentação’ do Omago. Gravado em Santiago e João Pessoa, são três músicas revisitadas, regravadas e remixadas, exclusivamente para esse EP.  Como de costume, todos meus lançamentos têm um som do Behavior, nesse caso, a minha favorita da banda. ‘Human Targets’ foi composta no meu quarto em dois violões, por mim e Yuri Villar (Behavior, Stomachal Corrosion), no longínquo 1988; no ano seguinte conhecemos George Medeiros (Behavior, Medicine Death, Necrópolis), e, formamos a banda. Ela não somente foi a primeira música da primeira Demo do Behavior, mas também, a primeira em todos os shows que tocamos. Lembro que em 1991, a TV noticiou o assassinato em massa do Luby’s Bar, Texas – EUA; George me liga em questão de minutos e grita ‘HUMAN TARGETS!’. Quando escrevi a letra, sem relação específica, mas, inspirada em vários casos reais, nunca imaginei que mais de 30 anos depois a estória se repetiria com frequência aterradora. Além do cover do Behavior, as outras duas músicas, ‘Black the Day’ e ‘Among Thieves’, fizeram parte do primeiro disco do Forahneo de 2015. “Human Target” pode ser ouvido no Spotify, por exemplo:
https://open.spotify.com/album/2CoyW5YwzGVzrzJZ4mqwL5?si=dBFLHrOCTBSKDARcpxMIXA

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Programa Combate Rock destaca Bob Dylan, Ringo Starr e Lei Aldir Blanc http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/programa-combate-rock-destaca-bob-dylan-ringo-starr-e-lei-aldir-blanc/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/08/programa-combate-rock-destaca-bob-dylan-ringo-starr-e-lei-aldir-blanc/#respond Wed, 08 Jul 2020 12:23:45 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33679

Bob Dylan (FOTO: DIVULGAÇÃO)

 


 

O Combate Rock desta semana aborda dois assuntos importantes: a aprovação da Lei Aldir Blanc, que busca auxiliar profissionais e organizações culturais que estão com suas atividades paralisadas em função da pandemia e a reabertura de bares e restaurantes na cidade de São Paulo.

Também destacamos os 80 anos de Ringo Starr, baterista daquela banda que você sabe bem qual é.

Encerrando o programa, comentamos e trazemos algumas faixas do novo álbum de Bob Dylan, “Rough and Rowdy Ways”, lançado no mês passado.

 

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– Wastelands – “Until the End of Time” é o primeiro trabalho desta banda e impõe respeito pela coragem de enveredar por um caminho batido e não se preocupar muito em soar como os ídolos. É heavy tradicional no talo, com pitadas de Judas Priest e Accept, com pitadas de Iron Maiden ali e aqui. Para um primeiro trabalho, o resultado é interessante e promissor, mas é urgente uma pesquisa mais aprofundada nos timbres de guitarra em busca de uma identidade própria, mais definida. “Game Over”é o destaque.

– D.A.M. (Diabolus Alma Mater) – Para quem acha que o death metal é tudo igual, uma massa sonora indistinta, os mineiros dessa banda ótima dão um belo pontapé na cara dos céticos. É um trabalho de muita qualidade este “Disciples of Unknown”, onde os detalhes transformam as música s e as elevam de patamar. A guitarra explode nos falantes e os arranjos ajudam a criar um clima monstruoso, em todos os sentidos. Não é para qualquer ouvinte, pois a violência em alguns momentos incomoda – ainda bem, já que a intenção era essa. Trabalho irrepreensível, escute as belas “Guardians of Midnight” e “Die and Rot Alone”.

– Alkymenia – Banda esquisita, no bom sentido, que instiga o ouvinte a procurar referências. Não é fácil, já que o death metal original, em alguns momentos, dá lugar a experimentalismos e sonoridades bem diferentes. É um grande experimento esse “Libertad”, onde as guiatrras passeiam por caminhos insólitos e os arranjos mostram maturidade e ousadia. A primeira audição é intensa e difícil, mas as seguintes enveredam por boas trilhas. “We Are Not Made of Emotions” é a faixa que melhor simboliza o trabalho.

Spades Vandal – Início da carreira solo do cantgor André Spades, um artista que sempre mergulhou no hard rock e que liderou o ótimo e exagerado Savannah. “Spandes Vandal”, o disco, é bem feito e muito bem produzido, equilibrando bem os traços oitentistas do hard californiano e os timbres mais modernos do gênero que hoje é praticano na Escandinávia. Eco de Hanoi Rocks ou Ratt? Muitos, mas é um CD com personalidade, memso com so clichês de sempre, como a boa “Looking for Lover” e a canção emblemática “Non Stop Lady”. Será que já temos um clássico do hard nacional?

– Zerodoze – Uma bela surpresa esse DVD ao vivo do projeto que reúne nomes importantes do metal nacional. A ideia aqui é o trio fazer hard rock em português, ao melhor estilo Golpe de Estado e Baranga, com guitarras fortes e uma bateria marcante e suingada. “Ao Vivo” é repleto de boas ideias e desfila músicas intyeressantes cantadas em português pelos competentes André Lacet (baixo) e Cristiano Wortmann (guitarra).

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Notas roqueiras: The Gathering, NorthTale, Armageddon Metal Fest… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/notas-roqueiras-the-gathering-northtale-armageddon-metal-fest/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/notas-roqueiras-the-gathering-northtale-armageddon-metal-fest/#respond Wed, 08 Jul 2020 02:47:49 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33612 – O Manifesto Bar confirma a data para o show adiado da banda holandesa The Gathering para 23 de setembro de 2021. Formado atualmente por Silje Wergeland (vocal, ex-Octavia Sperati, substituta de Anneke van Giersbergen), René Rutten (guitarra), Hugo Prinsen Geerligs (baixo), Hans Rutten (bateria) e Frank Boeijen (teclado), o grupo vem da “AutoReverse: 30th Anniversary Tour”, onde apresentava, entre outras, músicas como “Probably Built in the Fifties”, “No One Spoke”, “Broken Glass”, “Analog Park”, “Eléanor”, “Saturnine” e “I Can See Four Miles”. Ingressos disponíveis em https://bilheto.com.br/evento/245/The_Gathering

– A banda NorthTale, liderada pelo guitarrista brasileiro Bill Hudson, anuncia a saída do vocalista Christian Eriksson em comunicado oficial e apresenta um vídeo gravado ao vivo no Japão como despedida e agradecimento aos fãs japoneses. Em comunicado, Hudson admite que o vocalista foi demitido por discordâncias em quase tudo. “Temos que anunciar que o vocalista Christian Eriksson não faz mais parte do NorthTale. Normalmente, quando separações assim acontecem, ‘diferenças musicais’ tendem a aparecer como a razão. Isso também se aplica a nossa situação, mas é apenas o começo do iceberg. Eu (Bill Hudson) e Christian chegamos num ponto onde não concordamos em absolutamente nada, e quando chegou a hora de começar a compor para o novo álbum, cheguei a conclusão que não dava mais. Christian foi demitido da banda em fevereiro desse ano, e desde lá, tentei ao máximo me manter calado sobre o assunto enquanto silenciosamente procuro um novo vocalista por meio de audições. Esse processo está agora chegando ao fim e eu e a banda estamos para decidir entre dois candidatos, ambos como grandes vozes e sólidas carreiras no power metal.” Aqui está o vídeo ao vivo de “Time To Rise”, filmado no Japão durante a turnê da banda em 2019: https://youtu.be/yLUwS9OlSJw

– A 3ª edição do Armageddon Metal Fest confirmou nova data, novo local e a permanência da banda canadense The Agonist como uma das atrações principais. O festival que estava agendado para o dia 1º de maio de 2021, no Expoville, foi transferido para o dia 29 de maio de 2021, no Joinville Square Garden.  A programação deverá contar com 21 bandas, divididas entre três palcos, sendo que entre os dois palcos principais nenhuma atração se apresentará ao mesmo tempo que outra. O elenco completo será divulgado em breve.

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Morre Charlie Daniels, um mestre do country-rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/morre-charlie-daniels-um-mestre-do-country-rock/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/morre-charlie-daniels-um-mestre-do-country-rock/#respond Tue, 07 Jul 2020 22:00:22 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33676 Marcelo Moreira

Charlie Daniels (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A proximidade da música country com o rock nunca agradou a uma parcela expressiva de puristas, e a estranheza só aumentou quando o caipira “red neck” (pescoço vermelho, alusão aos habitantes brancos do interior dos Estados Unidos) Charlie Daniels apareceu com sua rabeca estridente no início dos anos 70.

Daniels criou a sua Charlie Daniels Band e foi teimoso o suficiente para insistir na mistura com o rock e ganhar fama nos rincões da América antes de ascender ao estrelado, no final daquela década e nos anos 80.

Violinista e cantor inspirado, ele morreu aos 83 anos de idade nesta segunda-feira (6), em consequência de um AVC (acidente vascular cerebral). Ainda é um dos artistas mais celebrados e reconhecidos da country music.

O grande sucesso da banda e de seu líder foi a canção “The Devil Went Down to Georgia”, pela qual ganhou um Grammy em 1979. É a essência de como é possível integrar os dois gêneros musicais sem que suas características submerjam. 

Daniels começou a carreira nos anos 1960 como músico de gravações ao tocar guitarra, baixo, violino e banjo em discos de artistas de música americana de raiz e também nas obras de gente como como Bob Dylan e Leonard Cohen. Mais tarde também colaborou em LPs de Ringo Starr.

Em 1971, formou a Charlie Daniels Band, quelogo se tornou conhecida por fazer apresentações energéticas e bem humoradas, com muito improviso e a mistura de diversos gêneros. Embora tenha reduzido o ritmo de trabalho, a banda estava na ativa até hoje.

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Berlim foi o epitáfio ao vivo, há 40 anos, do furacão Led Zeppelin http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/berlim-foi-o-epitafio-ao-vivo-ha-40-anos-do-furacao-led-zeppelin/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/07/07/berlim-foi-o-epitafio-ao-vivo-ha-40-anos-do-furacao-led-zeppelin/#respond Tue, 07 Jul 2020 21:09:56 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=33682 Marcelo Moreira

Led Zeppelin em Berlim, no dia 7 de julho de 1980 (FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

Há quem diga que os sinais estavam evidentes desde a morte do filho do vocalista e que o fim da banda era questão de tempo. O cosmos conspirava contra o Led Zeppelin.

Os misticistas e místicos acreditam que o quarteto inglês estava fadado à tragédia na turnê daquele ano de 1980. Seria a retomada da carreira depois de mais de dois anos e meio de hiato nos palcos, exceto por duas aguardadíssimas apresentações no Knebworth Festival, em 1979.

No entanto, o giro europeu estava envolvo por muitas dúvidas e reticências, principalmente depois do lançado do LP esquisito “In Through the Out Door”, gravado aos trancos e barrancos e lançado em meados de 1979.

Muitos teclados, composições aquém do nível dos álbuns anteriores e pouca disposição para ensaiar e projetar um futuro mais promissor. E foi assim que os quatro músicos encararam aquela turnê que terminou na Alemanha.

Não havia elementos suficientes para indicar que aquela seria a última apresentação do Led Zeppelin, no Eissensportshalle de Berlim, em 7 de julho de 1980. Ma havia indícios.

Os quatro nunca foram grandes amigos, exceto Robert Plant (vocais) e John Bonham (bateria), amigos de juventude, no começo da banda. A morte de Karac, filho de Plant, em 1977, mergulhou o cantor na depressão e no questionamento de sua carreira musical.

O guitarrista Jimmy Page, frustrado com o momento e o distanciamento de Plant, buscava consolo nas drogas. Bonham, o mais volátil, deixava claro seu descontentamento com o mundo pop e caía de cabeça na bebida, enquanto o discreto baixista John Paul Jones não dava a mínima e ficava na sua.

O afastamento entre Plant e Page piorou com o aparente desprezo do guitarrista diante da dor do amigo – só Bonham acompanhou Plant no difícil regresso à Inglaterra e acompanhou o funeral de Karac.

Peter Grant, o empresário, estava desesperado para manter a banda unida e havia decidido que era a hora de voltar os shows. Mas não era, não para Plant.

Knebworth havia mostrado que o Led Zeppelin ainda era gigante e uma força do rock, mas o mundo estava mudando, o punk e a disco music dominavam as paradas e os quatro pareciam perdidos, envelhecidos e fora de contexto.

O álbum de 1979 indicava isso: Page sem muito entusiasmo e interesse, não se incomodou e largar tudo nas mãos de Jones, que era ótimo tecladista além de baixista.

As canções gravadas era pouco inspiradas, um punhado de boas ideias que não funcionaram tão bem como em álbuns anteriores. Pareciam que estavam apenas cumprindo um contrato, deixando a impressão de que estavam em busca de um novo caminho.

Cada vez menos receptivo ao mundo do show business e do rock megalomaníaco, Robert Plant relutava em assumir maiores compromissos. Não estava preparado emocionalmente para novas turnês. Sentia-se, de certa forma, culpado por estar tão longe no momento em que o filho foi fulminado por uma doença avassaladora causada por um vírus.

Paralisado, o vocalista sabia que colocava em risco o futuro da banda, mas não reunia forças para continuar. Grant precisou de muita habilidade e paciência para convencer o cantor a cair de novo na estrada.

A turnê europeia contou a maioria das datas na Alemanha Ocidental, onde o Led Zeppelin sempre reinou. Não era um giro extenso, mas mesmo assim a banda ganhou muito dinheiro tocando em locais menores. Era o recomeço ideal, segundo Grant e Page, para encarar uma gigantesca turnê de meses pelos Estados Unidos.

O Led Zeppelin que surgiu os palcos alemães e também da Suíça era uma banda diferente. Doze anos depois da fundação, mita coisa havia mudado, e de forma drástica.

De um grupo explosivo e transbordante, tinha se transformado em uma instituição, sem aquela vibração. Pareciam envelhecidos e não muito ligados. Cumpriram bem seus papéis, mas faltava algo.

As roupas largadas e puídas deram lugar a looks especialmente preparados. Era um outro ambiente e a descontração de outrora tinha sumido. Faziam um show eficiente de rock pesado emulando algumas virtudes do passado, e pareciam contentes em entregar o prometido, mas sem muita ambição.

O último show, em 7 de julho, resumiu bem todo esse clima, acrescentando uma dose a mais de cansaço e, depois, uma demonstração explícita de alívio nos quatro músicos.

Não fora um pesadelo, mas havia evidências fartas de desconforto em muitos momentos. Passaram no teste, mas Peter Grant precisaria suar bem mais para preparar a turnê norte-americana do segundo semestre.

Nem por um segundo pensaram que Berlim seria o último ato do Led Zeppelin em cima dos palcos, ao menos como banda em atividade – outros três shows comemorativos ocorreram em 1988, 1995 e 2007, sem contar o período em que Page e Plant formaram uma dupla, entre 1994 e 1998. Mas estava claro que as mudanças foram profundas naquele ano de 1980 e que os músicos não tiveram tempo de entender direito o que estava acontecendo.

Para muitos historiadores, a turnê europeia e o planejamento do giro americano pareceram e aceleraram o esgarçamento dos relacionamentos entre os integrantes.

Também contribuiu fortemente a incompreensão da “organização” em relação aos problemas cada vez mais evidentes de John Bonham, desde a sua inadequação ao seu esquema de show business do rock até as suas necessidades de isolamento e descanso com a família.

A morte do baterista, em 25 de setembro, durante os ensaios para a turnê norte-americana, acabou com o Led Zeppelin. Era previsível que isso acontecesse? A morte dele por ingestão excessiva de álcool em pouco mais de 24 horas foi o desfecho que uma série de problemas de comportamento que ele apresentava e que foram ignorados?

Até hoje a discussão permanece, como se fosse possível explicar como se para um furacão ou terremoto. Enquanto isso, aquela apresentação de 7 de julho de 1980 mostrava alguns caminhos, mas definitivamente deixava claro que muita coisa, ou quase tudo, tinha mudado. O Led Zeppelin não teve tempo de desfrutar dessas mudanças.

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