Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Wed, 22 May 2019 15:00:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Notas roqueiras: Silver Mammoth, Manuche, Wolf Among Us… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/22/notas-roqueiras-silver-mammoth-manuche-wolf-among-us/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/22/notas-roqueiras-silver-mammoth-manuche-wolf-among-us/#respond Wed, 22 May 2019 15:00:14 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26168

Silver Mammoth (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– O Silver Mammoth lançará um novo disco ainda em 2019, que será antecipado pelo single “Rise Up”, marcado para sair no final de junho e que traz a arte a cargo de Marcelo Izzo Jr., guitarrista da banda e formado em design gráfico. “Este será o primeiro single do novo álbum, que virá acompanhado de um clipe com produção cinematográfica da Plural Filmes, produtora responsável pelo vídeo de ‘Symptom of the Universe’, versão que fizemos em homenagem ao Black Sabbath e que também fará parte do repertório do novo álbum”, revelou Marcello Izzo. “Mudamos os planos, já que nosso próximo trabalho teria, inicialmente, faixas ao vivo, versões acústicas e duas canções inéditas. Agora, o repertório trará, além das versões, uma releitura acústica de ‘Natural Love’, primeiro single da banda, e músicas inéditas, começando por ‘Rise Up'”, acrescentou o vocalista. Veja o clipe para a versão da clássica “Symptom of the Universe” (Black Sabbath) em https://youtu.be/yzgfvKrdvC8

– A banda Manuche lança no próximo dia 26 de maio em todas as plataformas digitais o segundo álbum da carreira. “Mantenha a Fé” marca o início de um novo ciclo para a banda, com uma sonoridade mais madura. O disco traz um repertório diferente do primeiro trabalho, “Livre”, com um rock mais pesado. À frente da banda estão os músicos Tom Gil, que também é empresário do Sepultura, e Feeu Moucachen. São nove singles, sendo oito em português e um instrumental: “Pressa de Você” (faixa com videoclipe : https://www.youtube.com/watch?v=M_uWNLGHpdw), “Na Mira do Inimigo”, “Revolução”, “Do Lado de Fora” (participação especial Dani Mônaco), “Procure Saber”, “Mantenha a Fé”, “Superstar”, “Fuga” (instrumental) e “Balada do Louco”. As letras das músicas são de Tom Gil, exceto “Revolução” (dividida com Feeu Moucachen) e “Balada do Louco” (Rita Lee e Arnaldo Dias Baptista), que é regravação e também ganhará um videoclipe. Os singles retratam temas atuais e trazem a inspiração do rock nacional. O disco será vendido fisicamente, através das redes sociais da banda, e também estará disponível nas principais plataformas digitais.  Além de Tom Gil (gaita e voz) e Feeu Moucachen (guitarra), Manuche traz as atuações de Luis Capano (bateria), Fábio Sá (contrabaixo), Gustavo Barros (guitarra e cordas na faixa “Do Lado de Fora”), Renato Zanuto (hammonds e minimoogs), Jamah, Éricka Nascimento e Rodrigo Mozart (backing vocal).
“Mantenha a Fé” foi produzido e arranjado por Gustavo Barros e coproduzido por Alexandre Fontanetti, que também colaborou com a edição e gravação junto com Leandro Henrique no estúdio Space Blues. A mixagem ficou a cargo de Alberto Vaz e Jordan Reed no The Castle Recording Studios, em Nashville (Tennessee). A masterização foi feita por Richard Dodd e músicas editadas por Wharner Chappell.

– Em atividade desde 2018, a banda sorocabana Wolf Among Us – formada por Robin Ortiz (Voz e baixo) e Alê Cruz (bateria, backing vocal e programações) – vem construindo uma carreira muito prolífica na cena autoral do interior paulista, com composições que evocam a reflexão e o confronto entre a moral e o instinto do indivíduo. A banda possui uma roupagem sonora que traz o stoner rock em contato também com vertentes mais modernas do rock. Com os singles “Who are You”, “EROS” e “Hardcore” já lançados nas principais plataformas de streaming, a banda anuncia o lançamento da música “Draw Me” por meio da Abraxas Records no dia 31 de maio. É uma das novas bandas do selo. Será o último single da banda antes do lançamento do EP “Soul Shard”. “Draw me” fara parte do primeiro EP da Banda, Soul Shard, com mais outras cinco músicas.

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Whistesnake entrega o de sempre, mas com certo requinte http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/22/whistesnake-entrega-o-de-sempre-mas-com-certo-requinte/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/22/whistesnake-entrega-o-de-sempre-mas-com-certo-requinte/#respond Wed, 22 May 2019 10:00:07 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26140 Marcelo Moreira

Quando quer, David Coverdale faz o que for preciso para voltar ao topo. Esse é, em linhas gerais, o comportamento do grande cantor inglês que fez parte do Deep Purple e que comanda o Whitesnake há mais de 40 anos.

Os guitarristas atuais da banda, Joel Hoekstra e Reb Beach, foram bem francos na entrevista que concederam à revista Roadie Crew, na edução de abril de 2019, sobre como funciona o Whitesnake.

“Coverdale é ma usina de ideias, mas também é imprevisível. Faz tempo que lançamos o último álbum autoral e nada indicava que comproíamos e gravaríamos tão cedo. E eis que temos em mãos ‘Flesh and Blood'”, disse Beach.

Entre vários hiatos nma carreira, David Coverdale tem se especializado em manter o suspense. O ritmo de shoiws deu uma desacelarada, e o próprio cantor vive dizendo, ao final de cada turnê, que precisa reavaliar várias coisas. Sorte que desta vez o período sabático deu certo.

“Flesh and Blood” é o novo álbum da banda, que vai dar suporte para a turnê mundial que está em andamento e que passará pelo Brasil em setembro.

Além disso, chegou ao mercado um presentão para os fãs: uma versão de “Slide It In”, talvez o melhor álbum já gravado pelo Whitesnake.

É uma edição comemorativa de 35 anos do lançamento, ocorrido em 1984. São seis CDs e um DVD, com preço bem salgado, é claro, mas com muito material para enlouquecer colecionadores.

No material de áudio temos o CD original remixado e remasterizado e mais uma série de faixas com mixagens diferentes, gravações demo e ao vivo, entre outras preciosidades.

Quanto ao novo CD, é um trabalho de fôlego, que parece seguir a mesma onda de “Forevermore”, de 2011, em relação à produção.

O som hard aindas está grandioso, com uma produsão de guitarras altas e teclados estrondosos, mas com menos excesso do que pudemos observar em “The Purple Album”, o trabalho anterior, de 2015, com releituras desnecessárias de clássicos do Deep Purple da época em que Coverdale cantou lá.

“Good to See You” abre o trabalho e dá uma amostra do que vem por aí: guitarras fortes e frenéticas, com aquela pegada hard “estradeira”, boa para ouvir em festas e viagens, bem na linha da faixa “Shut Up & Kiss Me”, o primeiro single, que é versátil, pesado, rápido e pegajoso, lembrando o hard rock californiano oitentista.

Mais do mesmo? Ok, é às vezes repetitivo e sme muita originalidade, mas o que poderíamos esperar de diferente do Whitesnake desde que deixou o blues de lado na época do primeiro Rock in Rio para investir naquele tipo de som mais americanizado dos anos 80?

Coverdale nunca se esforçou para querer mudar o que sempre deu certo e nunca escondeu isso. As letras melosas falando de amor sempre vão predominar, por mais sutil e elegante que, às vezes, a banda soe.

O blues também não sumiu, mas de vez em quando fica soterrado por camadas de guitarras pesadas e teclados berrantes. É um padrão que a banda vem mantendo desde o álbum “Good to Be Bad”, de 2008, que foi o retorno os estúdios da banda depois de 11 anos.

A faixa-título tenta resgatar aquele tipo de hard rock arrasa-quarteirão dos anos 70, com muita ênfase em riffs de guitarra, e o resultado é interessante,

O grupo também soa mais inspirados nas baladas, que misturam blues e country music em doses certas em uma tentativa de escapar das músicas românticas à la Wando.

“Heart of Stone” resvala um pouco na breguice, mas tem um trabalho de violões elogiável. “After All” vai na mesma linha, com uma letra um pouco mais trabalhada e nem tanto melosa.

“When I Think of You (Color Me Blue)” é a escorregada feira, mas não seria um disco do Whitesnake se não houvesse a balada “xaroposa”. Surpreendente, no entanto, é uma das faixas bônus de uma edição de luxo, “Can’t Do Right For Doing Wrong”, uma canção forte e emotiva, que passa longe de ser uma baba.

Para mostrar que a mesmice nem é tão mesmice assim, duas músicas se destacam como grandes trunfos roqueiros, “Sands of Time” e “Always & Forever”, que remetem a um rock mais pesado e direto, com direito a solos de bom gosto e riffs ligeiros e certeiros, le própria banda no comecinho, com todo o tempero bluesy.

“Flesh and Blood” é um álbum interessante diante de um panorama em que o rock e o hard rock estão cada vez menos em destaque. O Whitesnake mostra que está vivo e que pode oferecer bom divertimento sem tanto compromisso com a novidade. Resta saber até quando a fórmula vai funcionar.

 

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Bon Jovi fará shows em Recife, SP e Curitiba em setembro http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/bon-jov-fara-shows-em-recife-sp-e-curitiba-em-setembro/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/bon-jov-fara-shows-em-recife-sp-e-curitiba-em-setembro/#respond Tue, 21 May 2019 20:00:36 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26106 Do site Roque Reverso

Mais duas atrações que participarão do Rock in Rio anunciaram shows extras para outras capitais brasileiras. Na segunda-feira, 13 de maio, Bon Jovi e Goo Goo Dolls confirmaram apresentações em Recife, São Paulo e Curitiba.

Os shows em Recife serão no dia 22 de setembro no Estádio do Arruda, do Santa Cruz. Em São Paulo, as apresentações serão no dia 25 no Allianz Parque, a Arena do Palmeiras. Em Curitiba, as bandas tocam no dia 27 na Pedreira Paulo Leminski.

Em todas as situações, o Goo Goo Dolls abrirá para o Bon Jovi.

Todas estas datas antecedem a participações dos dois grupos no Rock in Rio, já que os dois tocarão no dia 29 no festival, já com ingressos esgotados.

Clientes cartão Elo terão pré-venda exclusiva do dia 15 a 16 de maio, começando dia 15,  às 10 horas pela internet e às 12 horas nas bilheterias oficiais.

Para o público geral, a venda começa no dia 17 de maio, às 10 horas pela internet e às 12 horas nas bilheterias oficiais.

Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 6 vezes para os clientes cartão Elo e 4 vezes para os outros cartões, estarão disponíveis online nos site da Eventim.

As bilheterias oficiais, onde não há cobrança da taxa de conveniência, são o TicketFolia do Shopping RioMar, em Recife; o Allianz Parque, em São Paulo; e a Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.

Para os shows de Recife os ingressos inteiros têm os seguintes valores: Pista (R$ 360,00), Pista Premium (R$ 640,00), Arquibancada Superior (R$ 260,00), Cadeira Superior (R$ 480,00), Inferior Frontal (R$ 320,00), Inferior Lateral A e B (R$ 390,00).

Quanto às apresentações de São Paulo, as entradas inteiras têm os seguintes valores: Pista (R$ 420,00), Pista Premium (R$ 780,00), Cadeira Superior (R$ 360,00) e Cadeira Inferior (R$ 560,00).

Para os shows de Curitiba, os ingressos inteiros têm os seguintes preços: Pista (R$ 540,00), Pista Premium e Camarote (R$ 920,00).

Especificamente sobre São Paulo, as mais recentes apresentações do grupo na capital paulista têm surpreendido até mesmo quem não é fã, tamanha a catarse coletiva presenciada por quem fez a cobertura do show.

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Notas roqueiras: Shadowside, TS5, Velho Buffalo Ruffus… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/notas-roqueiras-shadowside-ts5-velho-buffalo-ruffus/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/notas-roqueiras-shadowside-ts5-velho-buffalo-ruffus/#respond Tue, 21 May 2019 15:08:55 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26060

– Shadowside acaba de lançar um lyric video da música “The Fall”, faixa que abre o seu quarto álbum de estúdio “Shades of Humanity”. O vídeo foi produzido por Tiago Lima, que assina a direção de videoclipes e lyric videos de artistas de outros estilos musicais e realizou com maestria o seu primeiro trabalho para uma banda de heavy metal.
O lyric video de “The Fall” também traz imagens da tour norte-americana que o quarteto formado por Dani Nolden (vocal), Magnus Rosén (baixo), Raphael Mattos (guitarra) e Fabio Buitvidas (bateria) realizou ao lado do Anvil em 2018. Foi a maior turnê da banda já realizada em solo americano até então, com 29 shows por 20 Estados, percorrendo mais de 22.000 km em 46 dias de viagem. Assista em https://youtu.be/DFApa9aQ2rQ 

– O TS5 colocou seu mais recente álbum nas plataformas digfitais e faz um resgate ao icônico gênero brasileiro que viveu seu auge entre os anos 80 e início dos anos 90. Se você é fã de bandas como Titãs, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, irá encontrar na proposta dessa banda, todas as nuances e riquezas que esse movimento trouxe culturalmente para a música brasileiro. O novo álbum do TS5 está disponível no Deezer, ITunes, Google Play, Napster, Tidal, Amazon, Music.Amazon, 7 Digital e no link abaixo do Spotify. Confira: https://open.spotify.com/album/0AY3XZYUY8BClL5jLGd1ru?si=2u55lyqJQ4moL77JB4cVSQ

– Dia 26 de maio a avenida Paulista recebe o “Biombo Fest”, que irá reunir quatro bandas. Uma das bandas confirmadas é o Velho Buffalo Ruffus que leva toda sua força e som alcoolizado, onde a fonte do grupo é criar uma cadência com riffs pesados e precisos. Outras importantes atrações estão confirmadas para o evento, as bandas Eletrone, Flakes e Suburbia, garantem um domingo agitado e de boa música para aqueles que comparecerem na avenida paulista dia 26 de maio.

Serviço:

Evento: Biombo Fest

Atrações: Velho Buffalo Ruffus – Eletrone – Flakes – Suburbia

Data: 26 de maio de 2019

Local: Av Paulista, 2200, Consolação, São Paulo/SP

Horário: 10h00

Entrada gratuita

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Delicado e sutil, Jon Anderson ‘abre as portas do mundo’ em novo CD http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/delicado-e-sutil-jon-anderson-abre-as-portas-do-mundo-em-novo-cd/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/delicado-e-sutil-jon-anderson-abre-as-portas-do-mundo-em-novo-cd/#respond Tue, 21 May 2019 09:35:43 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=25691 Marcelo Moreira

Enquanto muita gente caiu na pegadinha de 1º de abril dando conta da reunião de todos os membros e ex-membros do Yes vivos em um álbum de “despedida”, o cantor Jon Anderson, ex-vocalista da banda, lançava sem muito alarde seu novo trabalho, “1.000 Hands: Chapter One”.

Às vésperas de completar 75 anos, o cantor de voz aguda, fina e delicada mergulha novamente em um de seus prazeres, a música do mundo.

Se em muitos de seus trabalhos solo predominavam sons étnicos árabes e asiáticos, notadamente os de inspiração indiana, no mais recente CD a ideia é escancarar as portas para o mundo, com toneladas de referências que viajam pela África, pelas raízes da América do Norte, pelo Brasil e muito mais.

Curiosamente, a ideia do álbum recém-lançado remete a sobras de um projeto abortado em 1990 pelo próprio cantor. Ele queria retomar a parceria com os então ex-companheiros de Yes Chris Squire (baixo) e Alan White (bateria) para crciar uma música que fugisse do rótulo de rock progressivo. Como Anderson sempre brinca, queria fazer a “música do mundo”.

O projeto seria chamado de Uzlot, mas foi abandonado devido a um projeto muito maior, que era o retorno do Yes com oito integrantes. Anderson não teve como recusar.

Para relembrar: o Yes tinha acabado em 1981 e Squire e White quase se uniram a Jimmy Page e Robert Plant na banda XYZ. Não deu certo e começaram outro projeto, o Cinema, ao lado do ex-tecladista do Yes Tony Kaye e do guitarrista novato sul-africano Trevor Rabin.

Um dia Anderson vitisou os ensaios da nova banda e adorou o que ouviu. Ofereceu-se para fazer alguns arranjos de músicas e vocais de apoio. Duas semanas depois foi convidado a entrar na banda, que voltaria a se chamar Yes, nome de propriedade de Squire.

Deu tão certo que o disco “90125”, de 1983, vendeu horrores e se tornou o maior sucesso do grupo. Quando o grupo se reuniu para trabalhar no álbum seguinte, “Big Generator”, de 1987, velhos problemas surgiram, como as divergências musicais, e o álbum, que era ruim, fracassou. No ano seguinte, Anderson saiu e montou o Anderson, Bruford, Wakeman & Howe, com ex-membros do Yes.

Em 1990, quando o projeto Uzlor foi ventilado, Squire e seu empresário vieram com a ideia de unir o Yes da época com o Anderson, Bruford, Wakeman & Howe naquilo que veio a se tornar o álbum “Union”, com uma turnê subsequente, entre 1900 e 1991. Eram oito integrantes, todos com passagem pela banda.

O projeto foi um sucesso de vendas e público nos shows, mas acabou sme deixar saudades, já que as brigas e desavenças nunca foram sanadas.

O Yes continuou como um quinteto com a formação clássica (com idas e vindas do tecladista Rick Wakeman) até que, em 2007, Jon Anderson ficou seriamente doente às vésperas da turnê de 40 anos de criação do grupo. Teve problemas respiratórios e na coluna.

Com o apoio do guitarrista Steve Howe, Chris Squire decidiu manter a turnê e demitir o velho amigo vocalista, contratando em seu lugar Benoit David, um cantor de banda cover do próprio Yes. Curiosamente, anos depois David ficaria doente antes de uma turnê da banda e seria substituído por Jon Davison, outro músico com passagens em bandas cover do Yes.

O resgate das músicas do Uzlot surpreendeu, já que Anderson é um compositor prolífico. Muita gente imaginava que ele fosse retomar a parceria com o guitarrista sueco Roine Stolt, líder da banda Flower Kings, que rendeu um ótimo CD há três anos, onde o rock progressivo predominou.

Com as portas abertas para o mundo, o cantor contou com um time estrelado para gravar as canções multifacetadas e diversificadas. Quem mais aparece é o violinista francês Jean-Luc Ponty, um amigo antigo que deu uma “cara” de world music para várias canções.

Outro Anderson brilha em pelo menos três canções. Contemporâneo do rock progressivo setentista, o líder do hoje encerrado Jethro Tull, Ian Anderson, tocou flauta e violão, além de outros amigos, como o tecladista Jonathan Cain (ex-Journey),  Carmine Appice (ex-Vanilla Fudge e Beck, Bogert and Appice) e o guitarrista Rick Derringer.

Das gravações mais antigas foram aproveitadas performances de outros artistas importantes, como Bobby Kimball (vocais, ex-Toto), Billy Cobham (bateria), os jazzista Larry Corryel (guitarra) e Chick Corea (teclados), além do baixo de Squire e da bateria de White.

As canções mantêm um astral bem positivo, como “Where Does Music Come From?”  e a oriental “Ramalama”, além da dançante e festiva “Make Me Happy”. As mensagens de esperança e de teor ecológico permeiam quase todas as letras, mas longe da pregação e de tornar o CD enfadonho.

Ponty vai muito bem em “First Born Letters” e “Activate”, enquanto que Ian Anderson acrescenta sons interessantes em “Make me Happy” e “Now Variations”

É difícil encarar o Yes sem Jon Anderson, e fica complicado ouvir Jon Anderson sem o Yes neste século. Só que este álbum é muito bom, uma espécie de resumo da carreira solo do grande cantor de rock progressivo. É delicado, sutil e emocionante, reunindo muitas influências de world music e música erudita. Não é o seu melhor trabalho solo, mas é muito prazeroso ouvi-lo.

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Odin’s Krieger Fest faz a festa do mundo celta em São Paulo http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/odins-krieger-fest-faz-a-festa-do-mundo-celta-em-sao-paulo/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/odins-krieger-fest-faz-a-festa-do-mundo-celta-em-sao-paulo/#respond Mon, 20 May 2019 20:00:11 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=25860

Hugin Munin (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Com quatro grandes nomes da cena folk e medieval do Brasil, a nova edição do Odin’s Krieger Fest já é no dia 25 de maio (um sábado), em São Paulo.

No Fabrique Club, Terra Celta, Hugin Munin, Confraria da Costa e Taberna Folk, cada banda com uma sonoridade única, demonstrará porque este universo é tão carismático e musicalmente rico em detalhes. O evento, como já é tradição, também abriga exposições, vendas de produtos medievais e muito hidromel.

A edição de 2019, assim como aquelas entre 2011 e 2016, tem no line up apenas bandas nacionais com passagens de sucesso pelo evento.

Com 14 anos de estrada e participações vitoriosas em festivais do Brasil e Europa (tocou no Rock in Rio Lisboa), a Terra Celta retorna ao OKF para mais uma vez mostrar o impecável e cristalino trabalho autoral influenciado por música folk, especialmente da Irlanda, Escócia e Bretanha (região norte da França).

O sexteto de Londrina é conhecido por apresentações explosivas, com interação constante com o público e um alto-astral ímpar, a partir de ritmos dançantes e pitadas de rock n’ roll em algumas canções.

Representante da música pesada nesta edição, a banda paulista Hugin Mugin pertence ao alto escalão do folk metal da América Latina e também tem trajetória de sucesso além-mar.

Os vikings brasileiros, como são conhecidos, têm uma discografia de respeito: são quatro discos completos, Eps e um ao vivo, sempre enaltecendo a fúria e os vocais guturais, que muito lembram o monumental Amon Amarth.

Devido à relação da banda com o Odin’s Krieger, o Hugin Mugin gravará um videoclipe com imagens captadas neste show do dia 25 de maio.

Outra sexteto do OKF 2019 vem de Curitiba, a Confraria da Costa e seu rock pirata, uma sonoridade envolvente e divertida com elementos de folk, blues e música cigana, com letras em português.

A banda existe desde 2010 e o último lançamento é o elogiadíssimo Motim, uma aventura por meio de ritmos e experimentos sonoros com muita poética e sarcasmo.

Taberna Folk é o representante máximo da cena medieval brasileira, que muito ajudou no crescimento deste gênero em nosso país. O grupo está há mais de uma década na ativa e frequentemente participa de eventos temáticos, requisitados pelo profundo conhecimento de sonoridades e timbres de instrumentos típicos medievais.

O repertório consiste em temas tradicionais medievais, célticos, germânicos, nórdicos e até mesmo temas de filmes épicos, assim como músicas autorais.

SERVIÇO 

Odin’s Krieger Fest 2019 
Evento: https://www.facebook.com/events/392409464850293 
Data: 25 de maio de 2019 
Horário: das 14 às 22 horas 
Local: Fabrique Club 
Endereço: Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda/SP 
Ingressos: R$ 60 (3º lote limitado) 
Online: https://pixelticket.com.br/eventos/3241/odin-s-krieger-fest-2019 
Físico: Riot Store (Galeria do Rock – pagamento somente em dinheiro) 
Censura: 16 anos

]]> 0 Comentários aleatórios: Virada Cultural, música do Oscar…. http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/comentarios-aleatorios-virada-cultural-musica-do-oscar/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/comentarios-aleatorios-virada-cultural-musica-do-oscar/#respond Mon, 20 May 2019 14:47:03 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26129 Marcelo Moreira

Sepultura na Virada Cultural (FOTO: INSTAGRAM OFICIAL/SEPULTURA)

– Sem invencionices, com foco nos artistas e nas atrações multiculturais. A Virada Cultural de São Paulo foi bem-sucedida em 2019, com infraestrutura e condições geraois melhores do que as do ano anterior. A disposição dos palcos foi bem feita e as atrações principais deram conta do recado, atraindo multidões, como era o grande objetivo dessa administração. Não foram 5 milhões de pessoas, mas 4,6 milhões, um número ainda assim muito expressivo. Até mesmo as atrações não musicais tiveram bom público, no centro e na periferia. A Virada é um evento complexo e de logística cara, que necessita de um planejamento eficiente e uma coordenação quase impossível entre vários agentes públicos, municipais e estaduais. Aparentemente, a última edição agradou.

– Uma questão que anualmente irrita muita gente e causa protestos meio sem sentido são as supostas listas de cachês pagos as principais artistas, aquelas estrelas responsáveis por atrair as multidões. As listas são supostas porque nunca vêm com a fonte da informação, portanto não temos como saber se são verdadeiras, ao menos nos primeiros momentos, antes e durante os espetáculos da Virada Cutural. Admitindo que sejam verdadeiras, ainda assim discuti-las é ma enorme perda de tempo. Se é que podemos criticar a curadoria do evento, temos a lamentar que a intenção inicial da administração atual era encher as ruas e mostrar uma capacidade de organização que rendesse elogios – e esses objetivo foram cumpridos. Querer inovação e ousadia é um sonho – a não ser que a criação de um palco só para as excrescências sertanejas seja considerado um ato ousado. Contratar gente como Anitta e Caetano Veloso só reforça a tendência do evento de ter como um objetivo maior encher as ruas – e não há nada de errado nisso. Muitos músicos preteridos reclamaram nas redes sociais que, com um terço do cachê pago a a algumas atrações que supostamente não seriam merecedoras do valor fariam shows muito melhores e com muitos músicos no palco. É uma conversa estranha e sem sentido, pois esse raciocínio vale também para o Rock in Rio. E não vejo esses mesmos caras reclamando do Roberto Medina. Acho que cabe uma discussão mais séria e relevante sobre a curadoria e critérios de escolha de atrações musicais, além da criação de palcos de jazz e blues com artistas nacionais, mas não nos iludamos a respeito das intenções prementes dos organizadores da Virada, que é trazer o povo para a rua com atrações megapopulares.

– “Juntos e Shallow Now”, a versão brasileira oportunista de “Shallow”, a canção vencedora do Oscar deste ano nas vozes de Luan Santana e Paula Fernandes, é uma das coisas mais constrangedoras que arte brasileira já produziu. Se a música oiginal, interpretada por Lady Gaga e Bradley Cooper, já não é lá essas coisas, imagine então uma versão feita por artistas que não são os melhores de seus gêneros. Pela rapidez de sua “confecção” e pela “mobilização” que causou antes do lançamento, estava claro que a intenção era “causar”, fazer barulho, sendo que a qualidade não necessariamente era uma preocupação, a julgar pelo resultado final. É um fiel retrato dos estratos mais populares do que se convencionou chamar de “cultura” em tempos de trevas em todos os sentidos na vida brasileira. Uma marola nas redes sociais é muito mais importante do que trabalho duro e competência em tempos bolsonarianos. A dupla brasileira até pode ter competência em seu ramo (algo que, sinceramente, não creio), mas a versão brasileira que cometeram é um vexame, que extrapola qualquer boa vontade em relação a esse oportunismo.

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Ecos de sucessos do passado embaralham a realidade http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/ecos-de-sucessos-do-passado-embaralham-a-realidade/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/20/ecos-de-sucessos-do-passado-embaralham-a-realidade/#respond Mon, 20 May 2019 09:46:27 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26116 Marcelo Moreira

Quanto dura um sonho? Qual o máximo de sua duração? Ou melhor: qual o limite da “negação” da realidade que insiste em nos assombrar? Não está errado quem chuta “25 anos” ou até mais.

Com a onda de “revivals” que temos observado, poderemos ver gente até mesmo com saudade dos tempos do governo de Ferando Collor de Mello, a julgar ela tragédia (anunciada, diga-se de passagem) que é a a dministração Jair Bolsonaro.

Em tempos em que são muito poucos os artistas de rock que ainda conseguem lotar casas de shows com no máximo 4 mil pessoas, surpreende que uma banda como Los Hermanos, que está cada vez mais ausente, consiga encher estádios como o Maracanã e o Allianz Parque, em mais uma turnê de “retorno”.

E o que dizer do sucesso absoluto da dupla outra sertaneja-infantil Sandy e Júnior, com sua profusão de shows extras por conta do esgotamento de ingressos em tempo recorde? Igualmente podemos dizer do sucesso  inacreditável dos sertanejos reunidos dentro da coisa absurda chamada “turnê dos amigos”…

Fugir da realidade costuma ser uma especialidade do povo brasileiro, especialmente quando os “mitos” caem dos pedestais e ameaçam a vida real.

Os mesmos valentes que foram às ruas contra Collor em 1992 e contra Dilma 21 anos depois agora estão amortecdos e entorpecidos (ou seriam envergonhados e acovardados?) diante de tamanho fiasco do governo Jair Bolsonao. O que restou para essa gente, em grande parte identificada (ou abduzida?) pelo ideário conservador? Infelizmente, restou o déja vu, clamar pelo retorno dos “bons tempos”…

Los Hermanos (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Só isso para explicar a suposta devoção a uma banda que se tornou bissexta e que sempre esteve longe da qualidade musical de bandas clássicas do rock nacional, como Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira! e Barão Vermelho, que ainda estão na ativa e que há um bom tempo não enchem estádios.

Esse saudosimo tem uma conexão com uma realidade difusa e perversa, que explicita, de certa forma, parte de um fracasso da sociedade nos últimos 25 ou 30 anos.

Evoca um sentimento de que não houve evolução em quase todos os sentidos e que os ecos do passado ainda são fortes demais diante da paralisia e do entorpecimento que os enormes obstáculos nos impingem.

Se por um lado Os Tribalistas, outra banda bissexta, fez apenas uns poucos shows recentemente apenas para encerrar as atividades e por um ponto final em uma trajetória bem-sucedida, mas muito focada como projeto paralelo, a ressurreição de outrora projetos principais esgotados e fora de propósito às vésperas da terceira década do século XXI demonstram que a realidade incomoda.

No desespero de encontrar caminhos e soluções para os problemas de uma era agitada e de demolição de muitas certezas, a resposta, inacreditavelmente, está no passado, na fuga para um tempo em q ue a infância, supostamente, era feliz e sem responsabilidade, sempre com a trilha sonora de Sandy e Júnior ao fundo, ali nos anos 80.

Ou então com as músicas dos Los Hermanos tocando em festinhas de ginásio ou início de faculdade, mesmo que. no final dos anos 90, o Plano Real estivesse ameaçado.

Eram épocas em que, com profundos problemas econômicos e caos político, havia uma esperança no ar, com uma explosão de ideias e debates, com genuínas preocupações com evolução e progresso.

Épocas em que os sertanejos rivais se juntavam para ganhar dinheiro juntos e difundir a deia de “união faz a força”, em que as músicas infantis da dupla infantil espalhava um clima positivo de otimismo; e em que uma banda de rock carioca que sonhava com a bossa nova e com a estética da melancolia contemplativa indicava os caminhos da música pop.

A procura desenfreada por ingressos dos três eventos revivalistas escancaram a busca por uma busca por uma realidade paralela com dos dois pés encravados no passado, uma fuga de um momento delicado em que há déficit de otimismo e de esperança.

Os sertanejos e os sertanejos infantis, de certa forma, oferecem tais coisas de forma parcial, enquanto queo roquismo carioca com verniz bossanovista oferece um tipo de conforto entorpecido e contemplativo, ainda que por motivos diversos.

Em termos mercadológicos, haverá quem fique feliz com esse sopro de vitalidade, que chacoalhou o público do showbiz e dos eventos de arena, mesmo que a realidade, algum tempo depois do final de tais eventos, os jogue no mesmo cenário difícil de antes.

Será que estes otimistas com os ecos do passado poderão sonhar com o Maracanã lotado em um show dos Paralamas do Sucesso, do Jota Quest ou do Skank? Será que o Ira!, que conseguiu encher o Carioca Club, terá capacidade para colocar muita gente no Pacaembu ou no Canindé? E o que dizer de um Sepultura? Teria condições de colocar 10 mil pessoas em algum lugar com ingressos a R$ 100, por exemplo?

Tempos estranhos e extraordinários em que vivemos atualmente, parafraseando o historiador inglês Eric Hobsbawn. Regressamos a uma era que julgávamos sepultada, mas que o bolsonarismo fez questão de exumar, e da pior forma possível, com toda a sorte de retrocessos.

Entretanto, muita gente acredita que na adversidade extrema é que a criatividade ressurge e aponta caminhos e soluções para enfrentar os retrocessos, as arbitrariedades e os autoritarismos, sendo que os ecos do passado, ainda que tenham sido bem-sucedidos, nos lembram que é possível desembaralhar a realidade do presente. Que pelos para isso Los Hermanos, Sandi e Júnior e os sertanejos amigos sirvam.

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Notas roqueiras: Flowerleaf, Kryour, The Vibrators… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/notas-roqueiras-flowerleaf-kryour-the-vibrators/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/notas-roqueiras-flowerleaf-kryour-the-vibrators/#respond Sun, 19 May 2019 19:00:49 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26047

Flowerleaf (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Com experiências anteriores em bandas-tributo, Vivs Takahashi (vocal) e Marcelo Kaczorowsky (baixo) resolveram montar a FlowerLeaf e o resultado foi o álbum “Stronger”, lançado em novembro de 2018 e que rapidamente destacou o single “Firesoul”, o single/clipe “Girl in Pearls” e o lyric video de “Tupana”. Agora é a vez do lyric video de “Grain of Sand”, que, curiosamente, foi a primeira música composta pela dupla, em abril de 2017. “Esta foi a primeira música escrita pela FlowerLeaf. Marcelo tocou alguns acordes no violão e pedi para que ele ficasse repetindo-os, então rapidamente criei a melodia e a letra. Foi aí que pensamos: ‘OK, a gente consegue fazer isso! O título do álbum, ‘Stronger’, é por causa dessa música”, contou Vivs Takahashi. “Ela fala sobre como podemos mudar o mundo mesmo que sejamos apenas um grão de areia. Para isso, precisamos ser cada vez mais fortes”, acrescentou a vocalista, que figura na seção “Profile” da edição de abril (#242) da revista Roadie Crew. Veja o lyric video de “Grain of Sand” em https://youtu.be/9mvvBgjcJxcAlém do produtor e guitarrista Raphael Gazal (Pastore, Bulletback), “Stronger”, que está disponível no Spotify, iTunes e outros serviços de streaming, conta com participações especiais de Mylena Monaco (Sinaya) e Marina La Torraca (Exit Eden, Phantom Elite). Também é possível adquirir o CD na loja oficial hsmerch.com.

– “Restless Silence”, primeiro single extraído de “Where Treasures Are Nothing”, álbum de estreia do quarteto paulistano Kryour, acaba de ganhar um videoclipe dirigido por Mess Santos. Além de retratar levemente seu conceito a partir das cores predominantes e até a locação, o vídeo foca a performance dos músicos. Já a letra retrata a visão de uma pessoa cuja mente é acelerada e pensativa. “Por tamanha inquietação interna, ela não consegue se expressar direito e, então, vem a angústia. A falta de controle de seus pensamentos ocasiona impactos em sua vida e em seu comportamento, pois a ansiedade passa a pressionar respostas precipitadas sobre os objetivos e os planos de vida”, explica Gustavo Iandoli, vocalista e guitarrista. 
Veja o clipe de “Restless Silence” em https://youtu.be/Z9iertirMwM

– A lendária banda The Vibrators, uma das mais influentes da história do punk rock mundial, anunciou recentemente importante e longa turnê pela Améca do Sul. Donos de clássicos como “Baby  Baby”, “Automatic Lover” “Yeah, Yeah, Yeah”, “Pure Mania”, “Destroy”, entre outros, os incansáveis Eddie (bateria), Pete (baixo), Nigel (guitarra) prometem uma noite história, no dia 8 de junho, no palco da Jai Club, em São Paulo.  O evento ainda terá como representantes nacionais nomes como Flicts, Lixomania, Corazones Muertos, Rejeitados e Os Brutus. Os ingressos já estão à venda pela internet (https://pixelticket.com.br/eventos/3374/the-vibrators-uk) e na Galeria do Rock (Consulado do Rock e Stardust Rock Wear). 

SERVIÇO SÃO PAULO

Data: sábado, 8 de junho de 2019 
Local: Jai Club
End: Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana (próximo ao Metrô Ana Rosa) 
Horário: 19h (open doors)
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206 
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/415442612549434 
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-15 anos somente acompanhados por pai ou mãe munidos de documentos 

# SETORES / PREÇOS (2º lote) 
– Pista meia/promocional*: R$80 
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento. 

# COMPRA PELA INTERNET – pixelticket.com.br/eventos/3374/the-vibrators-uk
PONTOS AUTORIZADOS: Galeria do Rock (Consulado do Rock  e Stardust Rock Wear) e Jai Club

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Rick Wakeman, 70 anos: os extremos do rock progressivo nos teclados http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/rick-wakeman-70-anos-os-extremos-do-rock-progressivo-nos-teclados/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/rick-wakeman-70-anos-os-extremos-do-rock-progressivo-nos-teclados/#respond Sun, 19 May 2019 09:55:44 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=26121 Marcelo Moreira

Rick Wakman (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Ninguém estava entendendo muito bem quando aqueles caras estavam montando o palco. Para que tanto “piano”? O cara iria tocar ou pilotar um avião com tanto equipamento?

E aí aquele “bruxo” sobe ao palco e começa a tocar TODOS os teclados e a preencher o ginásio com aquela música maravilhosa.

E então o inglês Rick Wakeman, que não era mais tecladista do Yes, fazia sozinho o que uma orquestra fazia no ginásio do Canindé, em São Paulo. Era o terceiro astro do rock que vinha ao Brasil, depois de Carlos Santana e Alice Cooper e deixou os brasileiros paulistas e cariocas de queixo caído.

Wakeman completa 70 anos de idade neste final de semana e compõe a trilogia dos “magos do teclado” ao lado dos amigos Keth Emerson (Emerson, Lake & Palmer) e Jon Lord (Deep Purple), ambos ingleses e já mortos.

É o menos inglês dos astros ingleses de rock. Espalhafatoso, gozador, simpático e brincalhão, fazia questão de não se levar a sério – e muito menos a sua banda principal, o pomposo e aspirante a erudito Yes.

Achava os colegas de Yes tão chatos que cotumava viajar no ônibus dos amigos,  do Black Sabbath quando as bandas faziam turnês em conjunto, no início dos anos 70.

“As cervejas deles eram mais geladas e a conversa era mais animada. Eles entendiam de futebol e falavam muita besteira. Adoravam sacanear todo mundo no ônibus. Isso era rock and roll. Já o pessoal do Yes levava horas para decidir qual nota seria tocada em seguida e ouvir música ambiente e indiana no ônibus. Era muuuuito animado…”, disse uma tecladista uma vez em conversa com este jornalista.

Wakeman é um cara bacana, uma conversa extraordinária e um profisisonal inquieto. Adora flar de sua carreira e tem opinião sobre tudo. Bem informado, gozador e curioso, tem uma abordagem lúdica da vida, mas detesta sabotagem e sacanagem.

“Algumas posturas me entristecem no mundo do rock e estou cada vez menos inclinado a participar de bandas naAs quais eu não estou no controle”, afirmou na mesma conversa, em alfinetadas ao Yes, que estão tinha demitido Jon Anderson, o vocalista, por conta de problemas de saúde deste.

Como era a turnê de 40 anos de criação da banda, Wakeman decidiu não participar em solidariedade ao amigo cantor. Isso foi no final de 2007. Quase três anos depois, Wakeman e Anderson formaram um duo que gerou duas turnês, um CD de estúdio e outro ao vivo. Estão junto de novo em formação “alternativa” do Yes, que se chamou ARW e agora é o Yes featuring Jon Anderson, Rick Wakeman e Trevor Rabin (guitarrista do Yes entre 1982 e 1994).

Pianista genial de formação erudita, Wakeman apaixonou-se pelos teclados eletrônicos e sintetizadores por volta de 1967 e caiu de vez no rock da época.

Dois anos depois era membro do The Strawbs, um grupo de rock progressivo que tinha inspiração em The Nice (primeira banda de Keith Emerson) e Procol Harum (do ótimo pianista e cantor Gary Brooker).

Rick Wakewman nos tempos de Yes, nos anos 70 (FOTO: DIVULGAÇÃO/FACEBOOK)

Admirador dos trabalhos eruditos de Jon Lord no Deep Purpl e encantado com o sucesso de Emerson no Emerson, Lake & Palmer, aproveitou a primeira oportunidade que teve para açar voos maiores e aceitou o convite para substituir Tony Kaye no Yes, no comecinho de 1971.

Sua estreia em “Fragile”, o quarto disco da banda, o tornou celebridade e um músico concorrido, fato que extrapolou as melhores expectativas com o álbum seguinte, “Close to the Edge”, de 1972, que seria o último com o baterista Bill Bruford, outro crítico do ambiente e dos métodos de trabalho dentro do Yes.

Inquieto, bocudo e às vezes briguento, por mais boa praça e gozador qwe fosse, ficou entediado com aquele rock progressivo certinho e enquadrado. Queria mais espaço para brilhar e criar, coisa que seria difícil na música formata e ambiciosa do Yes.

Já tinha um trabalho solo em gestação enuanto estava na banda e as tensões internas anteciparam a sua saída no final de 1973, logo depois do lançamento de “Tales from Topographic Oceans”.

Em carreira solo, voou com grandes, mas também pretensiosas, obras como “The Six Wives of Henry VIII”, “Journey of he Centre of the Earth” e trilhas sonoras para filmes e músicas que seriam temas de eventos, como “Gol’é”, da Copa do Mundo de Futebol de 1982.

Sua passagem pelo Brasil em 1975 foi muito celebrada e comentada. Wakeman se esbaldou jogando futebol, tomando caipirinha na praia e tentando sambar na quadra da Mangueira, no Rio de Janeiro, além de torrar nas areias de Copacabana. Leia um pouco dessa passagem clicando aqui.

Apesar da rusgas com os músicos do Yes, voltou à banda no final de 1976 depois que seu sucessor, o suíço Patrick Moraz, encontrou problemas legais na Inglaterra para tocar com a banda – que também não se importou muio quando ele resolveu sair e morar no Rio de Janeiro com a então esposa brasileira.

Essa fase só durou até o final de 1979, quando acompanhou Jon Anderson e saiu novamente. Milionártio e bem- sucedido nos anos 80, compondo trilhas sonoras e bons álbuns solo, caiu de cabeça de novco no rock em 1989 quando Jon Anderson o chamou para compor o “verdadeiro Yes”.

O vocalista tinha voltad para a banda em 1983, na fase mais pop e de maior sucesso, mas siu de novo em 1988 por divergências musicais. Queria reviver o passado e os bons tempos dos anos 70 e chamou Wakeman, Bill Bruford e o guitarrista Steve Howe para uma nova formação do Yes.

Ingenuamente, acharam que Chris Squire, dono do nome e que mantinha a banda na ativa, concordaria. Não teve jeito e o grupo se chamou “Anderson, Brufoird, Wakeman & Howe”, que lançou um CD e um DVD ao vivo ainda em 1989. No ano seguinte, as duas bandas se fundiriam no projeto CD/DVD “Union”, de 1991, que só durou ano.

Nos ano.s 90, Wakeman tocou de forma intermitentemente com o Yes, e isso duraria até 2007, sendo que ele seria substituído ora pelo produtor e multi-instrumentista Billy Sherwood, ora pelo tecladista russo Igor Khoroshev.

Quando se recusou a tovcar na turnê dos 40 anos, em 2008, por conta da demissão de Anderson, curiosamente foi substituído temporariamente por Oliver Wakeman, eu filho mais velho.

Oliver é um músico conhecido na Europa pela qualidade das trilhs sonoras de filmes e peças de teatro e manteve por anos uma parceria com Clive Nolan, multi-instrumentista e líder da banda de rock progressivo Pendragon.

Outro filho dele, Adam, o mais novo, é um tecladista muito requisitado no rock e foi músico de apoio do Black Sabbath e da banda de Ozzy Osbourne neste século. Gravou ainda dois álbuns e,m dueto com o pai, além de várias turnês pelo mundo. Passaram pelo Brasil no começo do século XXI e fizeram uma divertida apresentação no programa de Jô Soares, na TV Globo

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