Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Thu, 09 Apr 2020 00:00:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Notas roqueiras: King Diamond, Justabeli, Final Disaster… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/notas-roqueiras-king-diamond-justabeli-final-disaster/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/notas-roqueiras-king-diamond-justabeli-final-disaster/#respond Thu, 09 Apr 2020 00:00:04 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31994

King Diamond (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Devido a pandemia do novo coronavírus Covid-19, a Liberation MC confirma oficialmente o cancelamento da única apresentação de King Diamond no Brasil. O show aconteceria no próximo dia 3 de maio, no Espaço das Américas, em São Paulo. Os fãs que já haviam adquirido ingresso para este evento devem entrar em contato com  aTicket360 (https://www.ticket360.com.br) para solicitar reembolso.

.- O Final Disaster lançou mais um single; trata-se de “Quiet Now”, música que estará em seu primeiro álbum, que tem previsão para ser lançado no segundo semestre de 2020. O álbum será conceitual, dentro desse universo de “horror Metal”, estilo que a banda tem difundido aqui no Brasil. “Quiet Now” se encontra em diversas plataformas digitais como por exemplo no Spotify e YouTube. Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=iCMbArEzHUw

– Após anunciar oficialmente a saída do guitarrista Ammonoch, a banda de death/black metal Justabeli anuncia o novo instrumentista. Blasphemer retorna ao posto de guitarrista oficial da banda. Ele integrou a banda entre março de 2015 até março de 2019 e gravou os discos “Blast The Defector” e “Intense Heavy Clash”.

]]>
0
Produtores de eventos acertam medidas para ressarcir consumidores http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/produtores-de-eventos-acertam-medidas-para-ressarcir-consumidores/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/produtores-de-eventos-acertam-medidas-para-ressarcir-consumidores/#respond Wed, 08 Apr 2020 20:03:36 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31986 Marcelo Moreira

O setor de entretenimento e cultura começa a respirar com as primeiras medidas de alívio para enfrentar a paralisação da economia devido ao covid 19-coronavírus.

Várias entidades de defesa do consumidor e do Ministério Público acertaram com os empresários do setor um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para garantir os direitos de quem comprou ingressos ou pagou por espetáculos com antecedência, além de dar um fôlego a mais para as empresas que se viram sem condições imediatas de cumprir seus compromissos.

A iniciativa envolve a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, o Ministério Público do Distrito Federal e a Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), entidade que reúne cerca de 200 empresas e empresários.

O documento define, também, a política para a restituição de valores, em caso de necessidade. “A iniciativa tem o objetivo garantir os direitos do consumidores, sem desconsiderar os efeitos provocados pelos cancelamentos de eventos e shows no país”, explica o presidente da Abrape, Doreni Caramori.

O TAC é um acordo que merece elogios por conta da serenidade e do bom senso que prevaleceram. Em que pese as consequências econômicas para promotores de shows, músicos e artistas, o consumidor foi privilegiado, atendendo a legislação vigente.

Roça’n’Roll, em Minas Gerais (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os benefícios financeiros para as empresas, que podem ser conferidos ao final do texto, amenizam, mas estão longe de ao menos dar alguma segurança ao setor, que foi o primeiro a ser afetado pelo isolamento social e, certamente, em termos proporcionais, foi o mais impactado.

A cadeia produtiva está sem perspectivas no curto prazo, já que não tem alternativas de faturar qualquer coisa. Músicos, atores, artistas em geral e funcionários de infraestrutura de espetáculos perderam de uma hora para outra a renda mensal, já que a maioria é informal e recebe por trabalho realizado. Sua proteção social é praticamente nenhuma.

Para piorar, são poucos os dessas categorias que se enquadram nos programas do governo federal que pagam benefícios temporários por conta da interrupção dos negócios por conta do vírus. Esse pessoal ainda aguarda algum tipo de auxílio.

Não ignoramos a devastação que a pandemia vai causar na economia mundial e na área do entretenimento. Entretanto, criticamos a condução de algumas negociações e revindicações que vinham com uma espécie de espada na cabeça de algumas partes, já que não foram poucos os que bradaram as estimativas de demissões no setor para pressionar por benefícios, legítimos ou não.

Na gastronomia, por exemplo, os empresários de bares e restaurantes, por meio de sua associação nacional, não pensou duas vezes em espalhar que a crise vai ceifar 6 milhões de empregos no setor. A própria Abrape rapidamente encomendou um estudo que estima um corte de, ao menos, 580 mil postos de trabalho.

Tais números, da forma como foram divulgados e usados, demonstraram uma certa insensibilidade em momento tão crítico vivido por nossa sociedade, onde a preservação da vida é a prioridade. Serviram como argumentos para muita gente defender o fim do isolamento social e o fim da quarentena, medidas que se mostraram eficazes na diminuição da velocidade da contaminação.

A proliferação de estudos com estimativas de demissões e quedas vertiginosas de faturamento ainda no início do agravamento da epidemia soou como uma espécie de chantagem, tão comum em crises graves – é bem verdade que esse tipo de informação e esse tipo de atitude foi a tônica em praticamente todos os segmentos econômicos, todos em busca de um naco de dinheiro púbico ou benefícios fiscais além da conta para suportar as consequências do isolamento social.

Veja o que o TAC estabelece:

1- Quais as regras para remarcação de eventos?

De acordo com o TAC, a produtora terá até seis meses, a contar do final da pandemia, para remarcar os eventos cancelados e até 12 meses para realizá-los. A programação deve contar com as mesmas atrações principais previstas inicialmente e, em caso de ausência justificada, devem ser substituídas por outras do mesmo estilo musical e reconhecimento.

2- Quais as opções do cliente em caso de evento remarcado?

O TAC estabelece as seguintes opções para o cliente que já havia comprado ingressos para eventos cancelados:

● usar o ingresso na nova data;

● transferir para terceiros (a produtora do evento terá que aceitar, mesmo que seja nominal);

● pedir, no prazo de 60 dias da data da assinatura do TAC, para trocar por outro evento realizado pela mesma produtora, não pagando diferença de preço caso a diferença seja de até 10%;

● solicitar a conversão do valor em crédito pela produtora, para utilização em outro evento no prazo de 12 meses;

● caso comprove que não pode ir na nova data, pedir a restituição dos valores pagos.

3- O que acontece se evento for cancelado?

Caso o evento seja cancelado, a única opção é a restituição dos valores.

4 – Como deve ser realizada a restituição de valores dos ingressos?

O TAC estabelece que os valores dos ingressos devem ser restituídos, descontando-se eventual taxa de conveniência (quando houver), bem como sendo permitida ao produtor o desconto de até 20% para abater as despesas não recuperáveis do promotor do evento . A devolução deve ocorrer no prazo de seis meses a contar da confirmação do cancelamento definitivo e/ou do final do prazo de seis meses para remarcação, em até seis parcelas.

5 – Como uma empresa pode aderir ao TAC?

Todos os associados da Abrape podem aderir ao TAC. Para isso, basta uma assinatura do Termo de Adesão, em modelo próprio fornecido pela associação.

6 – O que acontece com a empresa que não aderir ao TAC?

Ao não aderir ao TAC, a empresa fica sujeita às regras gerais de trâmite de reclamações administrativas e/ou entendimento das entidades regionais de defesa dos consumidores. Importante destacar que, quem adotar o TAC e não cumprir as disposições, está sujeito a multa diária no valor de R$ 1 mil até a regularização.

]]>
0
Notas roqueiras: SuperSonic Brewer, Justabeli, Maua… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/notas-roqueiras-supersonic-brewer-justabeli-maua/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/notas-roqueiras-supersonic-brewer-justabeli-maua/#respond Wed, 08 Apr 2020 15:00:49 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31809

Uma das formações do SuperSonic Brewer (FOTO: DIVUGAÇÃO)

– Passados pouco mais de três meses do lançamento do CD “in Blackness”, os músicos Vinícius Durli (Vocal/Baixo), Jovani Fracasso (Guitarra), Felipe Carlesso (Guitarra) e Evandro da Silva (Bateria) oficialmente estão se retirando da banda e não fazem mais parte do núcleo criativo e musical da SuperSonic Brewer. Rodrigo Fiorini, por enquanto, é o único integrante da banda. Não foram revelados os motivos da saída de todos os músicos. Devido a compromissos assinados anteriormente, a banda irá gravar uma música do Iron Maiden, que será lançada em um  em tributo ao grupo inglês.

– O Justabeli informa aos fãs que o guitarrista Ammonoch não é mais integrante da banda. O músico esteve à frente das guitarras por um ano, sendo responsável pelas apresentações ao vivo realizadas durante este período. O vocalista e baixista, War Pherys, em conjunto com o baterista, Morbus Deimos, desejam sucesso na nova empreitada do músico, ressaltando que sua saída ocorreu de forma amigável.

 – Após disponibilizar o vídeo ao vivo “Nothing is Like the Same” exclusivamente em seu Instagram, a banda Maua acaba por liberar no YouTube após pedidos de fãs e usuários da plataforma de vídeo. As imagens captadas ao vivo, foram feitas no dia 10 de dezembro de 2019 em apresentação da banda no show do dia internacional dos direitos humanos. Confira a performance da música em destaque – https://youtu.be/JGgrzVb9zSg

]]>
0
Um retrato de um artista enquanto independente, na visão de Fabiano Negri http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/um-retrato-de-um-artista-enquanto-independente-na-visao-de-fabiano-negri/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/08/um-retrato-de-um-artista-enquanto-independente-na-visao-de-fabiano-negri/#respond Wed, 08 Apr 2020 09:24:58 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31629 Marcelo Moreira

Fabiano Negri (FOTO: DIVULGAÇÃO/DIEGO RODRIGUES)

As crises renovam muitas esperanças, inspiram protestos e obras e rejuvenescem a alma, segundo filósofos e pensadores modernos, especialmente quando se referem à arte. Quantas obras, de todos os calibres, não saíram de mentes e espíritos atormentados por crises pessoais e existenciais?

“The Fool’s Path”, o novo trabalho do multi-instrumentista e cantor Fabiano Negri, de Campinas (SP) – que tem longa carreira desde os 90, quando integrava a boa banda Rei Lagarto – é um artista que expõe alma em quase todos os seus trabalhos e pode perfeitamente ser incluída no rol de álbuns pungentes e paridos de uma série de crises.

Foi composto e gravado antes do recrudescimento das sucessivas crises político-sociais-econômicas do lamentável (des)governo Jair Bolsonaro, mas isso parece ser apenas um detalhe: parece totalmente inspirado nas crises mais recentes.

Com uma frequência impressionante pra os dias de hoje – raramente fica dois anos sem lançar alguma coisa -, Negri olha bastante para o passado, suga o máximo de referências possíveis e aponta para um futuro onde o classic rock e o hard rock dão as mãos e apontam caminhos alternativos para a próxima década.

O medley das músicas “Voiceless-The Wicked” abre “The Fool’s Path” e mais uma vez surpreende vindo de um músico que já flertou com o rock setentista, soul music, o mais genuíno folk acústico, classic rock e blues.

Com seus mais de oito minutos de duração, evoca o melhor do rock progressivo dos anos 70 sem o abuso dos teclados, mas com pianos em profusão e arranjos de muito bom gosto.

Para aqueles que buscam originalidade, o trabalho de Negri é ousado, mas não inovador. É possível identificar milhares de referências, de Procol Harum a Strawbs, de Moody Blues a Yes, de Pink Floyd da fase “Meedle” e “Atom Heart Mother” a Renaissance.

Portanto, não é original, mas é instigante. Quem é que hoje em dia se preocupa com Procol Harum? Quem é que hoje em dia sabe quem é Gary Brooker, o mágico tecladista e vocalista desta banda inglesa importante?

A voz de Negri também soa diferente dessa vez, mais contida e aveludada, sem os arroubos verificados em trabalhos interessantes.

A canção assume toda a importância, com o predomínio de guitarras em tons mais altos e pesados, soando mais climática e menos invasiva. O piano ganga proeminência, especialmente na primeira parte.


O mergulho no rock progressivo clássico cede espaço para a psicodelia e o hard rock setentista na bela e radical “The Last Man on Earth”, com uma guitarra nervosa e um teclado bem timbrado.

“Blind Superman” é uma das pérolas do álbum, uma balada densa, pesada e tocante que emula o auge do Queen e de Elton John, com uma interpretação dramática e angustiada.

Um das qualidades de Negri é atingir o grau exato entre a energia do rock pesado e a densidade climática pra “ambientar” a obra e dotá-la de um nexo lógico.

Não é a primeira vez que incursiona pelos caminhos conceituais e a experiência de 25 anos como músico é bem aplicada na narrativa de um artista talentoso, mas underground, que precisa provar todos os dias que a arte é essencial, que ele é bom e que merece sobreviver de seu ofício.

O título do álbum é pessimista – “o caminho do tolo” -, como se todos aqueles independentes que penam no underground fossem masoquistas ou discípulos de Dom Quixote para persistir em um árduo caminho para a satisfação e o bem-estar.

“O ‘tolo’ tem dois significados”, explica o autor. “Fala do tolo que insistiu 25 anos numa missão praticamente impossível e o tolo da carta do tarô, que indica uma guinada na vida, abandonando um caminho para recomeçar de forma diferente, mas sem saber se é certo ou errado.”

O tema é fascinante, mas não é novo. Pete Townshend, líder e guitarrista do Who, abordou os dilemas de um artista decadente e independente pelas circunstâncias. “Psychoderelict”, de 1993, é o último álbum solo de Townshend e descortina a sordidez e a total falta de solidariedade e precariedade de um mercado musical predatório e decepcionante.

Negri começa pessimista, mas consegue enxergar luz adiante. A jornada é frustrante, pesada e cansativa, como ele descreve nas tensas “Lies Behind the Mask” e “No One Gets Here Alive”, em as dificuldades são pontuadas e estigmatizadas, servindo de trampolim para uma espécie de redenção, que é esboçada em “Changing Times”, que tem linha melódica e estrutura que remetem novamente a por Elton John. 

“Cursed Artist tem alguns toques de progressivo e letra bastante reflexiva, enquanto que”Dying City” é mais um tema pesado, que remete ao Rei Lagarto e tem refrão grudento, que segue a linha da faixa-título, que divide com “The Wicked” o posto de melhor do trabalho.

Gravado no Estúdio Minster e com produção do próprio Fabiano, o álbum traz Cesar Pinheiro na bateria e Ricardo Palma no baixo – que também responde pela mixagem e masterização. 

Não é uma obra fácil, mas é rica em sutilezas e detalhes, embalada por um trabalho exímio de guitarras em todo o álbum.

Exigente e detalhista, Negri não é um artista que facilita as coisas – ainda bem, pois é a sua forma instigante de compor e cantar que tornam “The Fool’s Path” o seu melhor trabalho entre os 30 que já lançou solo ou com outras bandas. Um disco de tamanha qualidade e excelência traz esperanças diante de um panorama sombrio e de poucas perspectivas em um ano pavoroso que apenas se inicia.

]]>
0
Pandemia atrasará lançamento de álbum do Deep Purple http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/pandemia-atrasara-lancamento-de-album-do-deep-purple/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/pandemia-atrasara-lancamento-de-album-do-deep-purple/#respond Tue, 07 Apr 2020 21:30:03 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31925 Do site Roque Reverso

O Deep Purple anunciou na sexta-feira, 3 de abril, que a pandemia do novo coronavírus vai atrasar o lançamento do álbum, que a lendária banda britânica entregaria aos fãs ainda no primeiro semestre de 2020. Segundo o grupo, o lançamento, que aconteceria no dia 12 de junho, agora ficou para agosto, ainda sem uma data exata definida.

Segundo a banda, a pandemia atrasa todo o processo, já que tudo está paralisado.

“As linhas de distribuição – vendas físicas de CDs, vinil, cassetes (?) etc – e os pontos de venda estão fechados”, lembrou o vocalista Ian Gillan, em texto publicado nos canais oficiais do Deep Purple.

“Whoosh!”, que será lançado pela earMUSIC, será o 21º álbum de estúdio do grupo britânico.

A produção do disco será de Bob Ezrin, que já havia ficado responsável pelos álbuns anteriores.

“Infinite”, de 2017, e “Now What!?”, de 2013, trouxeram a banda em boa forma, deixando uma pulga atrás da orelha de quem pensava no fim do grupo, que completou 50 anos de carreira em 2018.

Em 2017, o Purple trouxe ao Brasil shows da “The Long Goodbye Tour”. A passagem marcou a turnê de despedida da banda e que também a turnê de divulgação do “Infinite”.

Na ocasião, o grupo tocou no festival Solid Rock, que passou por capitais no País. Em São Paulo, o show digno do Purple na Arena do Palmeiras contou com cobertura do Roque Reverso e ficou nítido que o Purple ainda tem muita lenha para queimar.

Para quem não sabe, o grupo continua com boa parte de sua formação clássica e com composição estável há quase duas décadas, algo raro para uma banda que passou por diversas trocas de formação ao longo da carreira.

O Purple conta com Ian Gillan nos vocais, Roger Glover no baixo, Ian Paice na bateria, Steve Morse na guitarra e Don Airey nos teclados.

Enquanto o álbum novo não vem, os fãs têm à disposição um clipe novo do grupo para assistir desde o fim de fevereiro.

É o vídeo da música “Throw My Bones”, que traz um astronauta (o mesmo da capa do novo álbum) passeando por vários pontos do planeta Terra.

]]>
0
O falso dilema entre isolamento social e direito de ir e vir http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/o-falso-dilema-entre-isolamento-social-e-direito-de-ir-e-vir/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/o-falso-dilema-entre-isolamento-social-e-direito-de-ir-e-vir/#respond Tue, 07 Apr 2020 18:00:41 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31970 Marcelo Moreira

A desfaçatez e a desonestidade intelectual contaminaram a sociedade brasileira de tal forma que estão conseguindo colocar em campos opostos a democracia, bom senso e direitos civis – e justamente quem patrocina essa velhacaria são os mesmos dejetos humanos que estão atentando contra a própria democracia e a liberdade de expressão desde que o lamentável Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República.

Já era esperado que as medidas de restrição de movimentos e isolamento social provocaria reclamações contundentes de empresários, comerciantes e mesmo de entidades trabalhistas preocupadas com o aumento do desemprego. Certamente é uma consequência desagradável e preocupante da pandemia de coronavírus que atinge o mundo inteiro.

O que não dá é para suportar imbecis invocarem o direito de ir e vir e de abrir o comércio alegando que a economia vai parar e que o país vai desabar. São os mesmos lixos humanos que apoia a excrescência que preside o país e que atentam contra a democracia sempre quer podem, apoiando um governo autoritário de inspiração fascista. Não são só irresponsáveis e inconsequentes – são criminosos e patifes.

Quem brada pela reabertura do comércio e fim da quarentena mergulha fundo no asco, resvalando na patifaria. E está cheio desse tipo de gente dentro do rock e da música, gente que pode estar sendo movida pelo desespero da falta de rendimento, mas também muitos pela irresponsabilidade, pelo egoísmo e pela desumanidade.

Da mesma forma que os fascistas subvertem a questão e acusam de nazismo as medidas de restrição social, a parte saudável e racional da sociedade vê com preocupação a possível captura por parte de gente nociva dos “conceitos” de combate à pandemia – a guerra contra o vírus – para atacar a própria democracia.

Esse dilema sempre existiu entre as autoridades e os grupo políticos que prezam a democracia. A urgência no tratamento de choque para restringir o avanço da doença requer, temporariamente, que deixemos de lado os pruridos filosóficos e teóricos para que possamos lutar pela vida – e nem entramos ainda no pico da doença no Brasil, já que as periferias e favelas foram pouco afetadas até agora.

Chegamos ao ponto em que a irresponsabilidade se tornou contravenção e crime, obrigando a Polícia Militar a intervir e até a prender quem desrespeitar o isolamento social e abrir estabelecimentos comerciais proibidos de operar. Essa falta de solidariedade é desumana e criminosa, ensejando medidas duras.

E não adianta espernear e estrebuchar, como têm feito empresários insanos e bolsonaristas acéfalos. A quarentena foi estendida e provavelmente será novamente, para além do dia 22 de abril, ao menos no Estado de São Paulo. E que assim seja, pois é necessário para frear a velocidade de disseminação da doença e aliviar a superlotação dos hospitais.

O covid 19 mata, e a economia deve ficar em segundo plano. Haverá recessão e desemprego? Sim. Não há o que fazer a respeito. Governos competentes estão buscando formas de auxiliar principalmente a população carente e as empresas mais vulneráveis. Como isso não existe no Brasil, as consequências serão mais graves. Paciência…

O isolamento social está tendo resultados, segundo as maiores autoridades nacionais e mundiais em saúde. Sua continuidade é fundamental para a luta contra a doença. Recuos no convívio social e restrições de ações e movimentos são imperativos neste momento. Desrespeitar essas normas é um atentado contra a civilização.

]]>
0
Notas roqueiras: Frejat, Vodu, Justabeli, Genocídio… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/notas-roqueiras-frejat-vodu/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/notas-roqueiras-frejat-vodu/#respond Tue, 07 Apr 2020 15:00:39 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31622

Frejat (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– O cantor e compositor Frejat lançou em todas as plataformas digitais pela ONErpm sua nova música, “Pergunta Urgente”, primeiro single de seu mais novo álbum, que será lançado em maio. O single apresenta o álbum “Ao Redor do Precipício”, que terá 13 faixas inéditas com produção musical de Kassin, Humberto Barros, Maurício Negão e o próprio Frejat. Veja o vídeo em https://youtu.be/FpFH3DFRDKM.

– Vodu, uma das bandas pioneiras de heavy metal brasileiro, lança o videoclipe “Say My Name”, primeiro single do novo álbum, “Walking With Fire”, que será lançado este ano. “‘Say My Name’ fala sobre um ritual de invocação, sob a ótica da entidade, que diz o que precisa ser feito para que a presença dela se manifeste efetivamente: ‘Desenhe meu símbolo, cante minha canção e diga meu nome três vezes'”, explicou o vocalista André Gois, compositor da música.  
Veja o clipe de “Say My Name” em https://youtu.be/0GLWfyJzcs0André Góis (vocal), J. Luis “Xinho” Gemignani e Paulo Lanfranchi (guitarras), André “Pomba” Cagni (baixo) e Sergio Facci (bateria) retomaram as atividades trinta anos após a estreia com “The Final Conflict” (1986), relançado em CD pela Classic Metal em 2017. “A intenção sempre foi lançar coisas novas para incorporar no repertório dos shows, como fizemos com ‘Voodoo Doll – Demo’. Continuamos fiéis ao heavy metal raiz, com pegada atual”, observou o baixista André “Pomba” Cagni, um dos fundadores do Vodu, que comemora 35 anos de carreira este ano. “Gravamos a bateria e vocais de ‘Walking With Fire’ no estúdio Orra Meu, com auxílio de Andre Miskalo e Gustavo Barcellos, e agora estamos nos ajustes finais da mixagem do álbum”, concluiu André Góis.

– Os organizadores do Extreme Hate Festival acabam de anunciar parte do elenco da sétima edição, que será realizado em São Paulo, no Carioca Club, em 13 de dezembro de 2020. Ao todo serão 10 bandas de death, black e thrash metal. Um dos nomes confirmados para a atual edição e que irá se apresentar pela segunda vez no Extreme Hate Festival é o Justabeli. As principais bandas serão Impaled Nazarene (Finlândia), Necrophobic (Suécia), Asgraum (Holanda), Azarath (Polônia) e Devasted (Equador). Outras bandas brasileiras serão Genocídio, Fabio Jhasko e Impacto Profano.

]]>
0
Com Bolsonaro ou militares, o pessimismo será a tônica para a cultura http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/com-bolsonaro-ou-militares-o-pessimismo-sera-a-tonica-para-a-cultura/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/07/com-bolsonaro-ou-militares-o-pessimismo-sera-a-tonica-para-a-cultura/#respond Tue, 07 Apr 2020 09:30:07 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31950 Marcelo Moreira

O cartaz deveria ilustrar a passagem da banda Dead Kennedys pelo Brasil em 2019. Diante da repercussão do cartaz, de autoria de Cristiano Suarez, a banda punk norte-americana, de forma nojenta, desistiu do show, reclamando que não queriam politizar a situação – logo ela, uma das bandas mais politicas, contundentes e incisivas da história

As especulações dominaram a tarde de segunda-feira (6) a respeito da eventual demissão do ministro da Saúde, Luiz Mandetta, em plena guerra contra o coronavírus. Havia forte vento soprando na direção da saída, mas que teria sido revertida à noitinha: militares que têm cargos e trabalham no Palácio do Planalto convenceram o incompetente presidente da República a não tirá-lo do cargo, ao menos por enquanto.

Sem apoio no próprio Planalto – e menos ainda no Congresso -, Jair Bolsonaro tornou-se refém de auxiliares próximos, mas de uniforme e com ascendência, da opinião pública, que aprova o trabalho de Mandetta, e de um Congresso hostil, que não tolera mais seus ataques às instituições, sua falta de capacidade, de inteligência e de educação.

Estabanado e abandonado, espezinhado por boatos fortes de que teria sido forçado a aceitar o ministro da Casa Civil, general Braga Neto, como o presidente de fato, ou “operacional”, Bolsonaro parece decidido a forçar a barra e subverter toda a lógica da bem sucedida campanha contra a pandemia. Operacional ou não, o fato é que Bolsonaro é cada vez menos presidente, ou seja, manda cada vez menos, se é que ainda manda.

Na hipótese de ter perdido as condições de governo e ter de aceitar um general como “presidente em exercício”, ou até mesmo de perder rapidamente o cargo para o vice-presidente, general Hamilton Mourão, o que muda para a política cultural do país?

No curto prazo, nada – ainda é cedo para dizer se é bom ou ruim. A melhor notícia que poderia ocorrer na Secretaria de Cultura do Ministério do Turismo é o silêncio sepulcral que domina a repartição.

O mutismo de Regina Duarte, a secretária, e de qualquer funcionário da pasta é um bom sinal. Significa que há uma tentativa, ao menos, de ela tomar as rédeas e impor algum tipo de austeridade e de racionalidade após uma sucessão de patetas que paralisaram as políticas culturais do país.

Mas há um lado ruim também neste curto prazo: com a “oportuna” luta contra o coronavírus, tudo parou no setor, o que enseja uma revisão completa da orientação do governo para área de cultura.

Além disso, o setor está completamente no escuro porque a nova secretária mantém em segredo o que pretende e quais as orientações que recebeu de um presidente da República abilolado e nulo, cada vez mais fraco e destituído de autoridade.

Em um cenário mais extremo, com a predominância de militares suplantando o presidente nulo – ou mesmo sob as ordens de um vice militar que assuma plenamente o comando -, o que se espera é, em um primeiro momento, uma gestão mais técnica, até porque não será prioridade de um governo envolto em grave crise institucional.

Aqui também há dois cenários diante de incertezas. No primeiro, predominará um certo alívio pelo segmento não estar sob os olhares da prioridade. Será possível preservar certa liberdade de ação e gestão para retomar projetos culturais tradicionais e desde sempre sem o ranço ideológico lesivo e burro que vinha predominando.

No segundo, vem a preocupação: no escruto e no silêncio, uma presidência militarizada pode, sem alarde, ampliar a ideologização e o aparelhamento conservador da área cultural, travando projetos importantes e asfixiando financeiramente áreas que dependem decisivamente de dinheiro público.

Há também o perigo de mudanças drásticas e lesivas na publicação de editais federais e de autarquias, o que pode contaminar também os necessários e fundamentais editais culturais de cidades e governos estaduais.

Muita gente está afirmando por aí que pior do que esteve e do que está não dá para ficar. É um pensamento perigoso. Sempre é possível piorar, ainda mais se estivermos sob um governo militar para valer sob inspiração do Exército, uma arma historicamente hostil às liberdades civis e de expressão.

A cultura sempre esteve na mira dos militares, muitos deles inconformados com iniciativas de “revisionismo”, digamos assim, na questão de investigações históricas e jornalísticas a respeito dos abjetos crimes cometidos durante a ditadura militar nojenta que empesteou este país.

Democracia sempre esteve a milhões de anos-luz de distância de qualquer cartilha de atuação das Forças Armadas dentro do escopo civil.

Democracia, pluralidade e liberdade são conceitos abstratos demais para as estreitas mentes uniformizadas e desacostumadas ao debate e à troca de ideias.

Portanto, o simples fato não temos mais situações estapafúrdias e ridículas na Secretaria de Cultura não é salvaguarda para uma suposta normalidade, seja sob as ordens do lunático presidente, seja sob a tutela de militares ultraconservadores e antidemocráticos. As perspectivas são as piores possíveis, infelizmente.

]]>
0
Entre demissões em massa e quebradeira, a insensibilidade que incomoda http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/06/entre-demissoes-em-massa-e-quebradeira-a-insensibilidade-que-incomoda/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/06/entre-demissoes-em-massa-e-quebradeira-a-insensibilidade-que-incomoda/#respond Tue, 07 Apr 2020 00:00:38 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31937 Marcelo Moreira

FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

Uma conta que não fecha, e alternativas que não existem. As entidades que representam trabalhadores e empresas dos setores de gastronomia e entretenimento continuam esbravejando contra o isolamento social e a quarentena por conta do coronavírus, o que mantém comércio  serviços não essenciais fechados em quase todo o país.

Primeiros segmentos a serem afetados e provavelmente os últimos a terem alguma esperança de recuperação, já são os menos essenciais entre os essenciais em termos econômicos, seu representantes demonstraram extrema insensibilidade ao espalhar previsões e estimativas de prejuízos e demissões na vã esperança de que isso sensibilizasse as autoridades para afrouxar o isolamento social. Para esse gente vil e inacreditável, o lucro e o faturamento estão acima da saúde púbica.

Dependendo da entidade de trabalhadores ou de empresas, as estimativa de demissões variam de 580 mil a 6 milhões, envolvendo gente da cadeia produtiva da cultura/entretenimento e gastronomia.

Agora é a vez dos produtores de eventos, reunidos na Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), que alega reunir 200 empresários/empresas associados de vários portes.

Engrossando o coro dos descontentes com a quarentena, cada vez mais necessária, aderiu às táticas terroristas de alardear perdas milionárias e possibilidade de cortes de empregos formais e informais.

Em comunicado à imprensa, a associação informa que 51% dos eventos programados entre abril e dezembro foram cancelados ou adiados, “colocando um manto de incerteza em todos os níveis a respeito do funcionamento do setor até o ano que vem”.

As estimativas de perdas estão em R$ 290 milhões, de acordo com a pesquisa “Impactos da Pandemia na Cultura e no Entretenimento”, que sugere o sumiço de ao menos 580 mil vagas formais e informais, atingindo funcionários contratados, músicos e colaboradores em geral.

“Esse novo cenário, que a cadeia produtiva do setor de entretenimento está experimentando amargamente, é algo sem precedentes. Estamos falando de aproximadamente 300 mil eventos que deixarão de acontecer e milhares de empresas que apresentarão prejuízos financeiros”, ressalta o presidente da entidade, Doreni Caramori.

Entre as propostas que estão sendo debatidas está a tentativa de regulamentação de regime temporário extraordinário simplificado para a suspensão de trabalho por falta de recursos financeiros às empresas que apresentem uma queda de receita igual ou maior do que 30%.

A associação também está pleiteando carência de 180 dias para os tributos que estão sendo pagos (ou parcelados) oriundos de acordos pregressos.

Outra ideia é a criação, junto ao sistema financeiro oficial, de linhas de créditos para concessão de capital de giro, com carências, prazo dilatado e condições subsidiadas, como forma de suprir o fluxo de caixa necessário aos cancelamentos/transferências de eventos.

Infelizmente não há o que fazer. A entidade até tem o direito de fazer alguns pleitos, como isenções de impostos, suspensão temporária de pagamentos diversos e outras tentativas. Mas não vai rolar. Outros segmentos da economia, mais importantes e necessários, chegaram na frente.

Não se trata de ignorar a devastação que as medidas de confinamento social estão causando no setor. Por enquanto, não há solução exequível para tentar amenizar as graves perdas para a gastronomia e o entretenimento.

Incomoda, no entanto, as ameaças de cunho terrorista a respeito de quebradeira geral e demissões em massa tendo como pano de fundo a preocupação egoísta de um setor não essencial com seu faturamento e seu lucro diante de uma emergência sanitária mundial de proporções catastróficas.

O comércio e os serviços não voltarão às atividades até pelo menos 23 de abril na maior parte do Brasil. Como o pico da doença deve ocorrer no final do mês, as chances de extensão das medidas de isolamento social e proibições devem entrar pelo mês de maio, de forma correta e necessária.

Não é a coisa mais fácil do mundo admitir que a Galeria do Rock, que tanto amamos e que tem importância fundamental para os fãs de música brasileiros e para o turismo paulistano, corre riscos imensos – de reabrir de forma muito diferente e de ter parte expressiva de suas lojas fechadas definitivamente – do total 215 estabelecimentos, menos de 40 se dedicam ainda à música.

Somos obrigado a reconhecer que não há uma solução que ao menos amenize um pouco os sofrimentos de empresários e trabalhadores destes setores. É bem possível que paguem um preço altíssimo, proporcionalmente muito maior do que outros segmentos econômicos. E as ameaças de demissão em massa e de “quebradeira” geral e caos não ajudam em nada.

]]>
0
Roger Waters canta música com críticas a Bolsonaro e Trump http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/06/roger-waters-canta-musica-com-criticas-a-bolsonaro-e-trump/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2020/04/06/roger-waters-canta-musica-com-criticas-a-bolsonaro-e-trump/#respond Mon, 06 Apr 2020 20:00:48 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=31858 Do site Roque Reverso

Roger Waters em show no Allianz Parque, em São Paulo (Foto: Divulgação/Camila Cara/T4F)

Roger Waters divulgou vídeo nas redes sociais no qual traz uma música cuja letra concentra críticas a diversos políticos, entre eles os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald Trump. A música é uma versão para a canção “El Derecho de Vivir en Paz”,  lançada originalmente em 1971 pelo professor, artista, poeta, cantor e compositor chileno Víctor Jara.

Na música, Bolsonaro, Trump e outros políticos são chamados de “ratos”. No vídeo, após citar o nome do presidente do Brasil. o ex-Pink Floyd cospe no chão, num sinal tradicional de repúdio.

Na descrição do vídeo, Waters diz que a gravação é dedicada “às pessoas de Santiago, Quito, Jaffa, Rio, La Paz, Nova York, Bagdá, Budapeste e todos os outros lugares onde o homem tenta nos ferir”.

O músico também agradece a edição de vídeo feita por outro chileno: Dr. Pablo López.

Escrita por Victor Jara em 1969 e lançada em 1971, a música original foi feita como protesto às ações dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

Mais tarde, ela se transformou num famoso hit de protesto no próprio Chile, que viveu a ditadura sangrenta imposta pelo General Augusto Pinochet entre 1973 e 1989. Foi justamente durante este período, dias depois do golpe de 11 de setembro de 1973, que Jara foi perseguido, preso, torturado e fuzilado, com o seu corpo sendo abandonado numa rua de uma favela de Santiago.

Importante destacar que a perseguição a Jara foi muito mais pelas suas atividades de professor de universidade e seu trabalho de conscientização das classes menos favorecidas.

A música ganhou corpo e projeção com mais intensidade exatamente após a sua morte e nos anos seguintes de ditadura. Já no século XXI, voltou a ser usada em protestos no Chile em 2019 contra o presidente Sebastián Piñera, que também é citado de maneira pejorativa na canção de Waters como Pinero.

“Da minha cela na cidade de Nova York. Eu posso ouvir os panelaços. Eu sinto o seu cheiro, Pinero. Todos os ratos malditos têm o mesmo cheiro”, canta Roger Waters, pouco antes de falar para Bolsonaro e Trump tomarem cuidado, já que o “panelaço é mais alto que todas as suas armas”.

O posicionamento de Waters em relação a Trump e Bolsonaro não é algo novo. Especificamente em relação ao presidente brasileiro, a passagem do ex-Pink Floyd pelo País em 2018, durante as eleições presidenciais, gerou grande repercussão.

A turnê chegou a criar polêmica com alguns “fãs” que, infelizmente, nunca entenderam as letras do Pink Floyd e a proposta da banda.

Especificamente em São Paulo, ele chegou a ser vaiado por uma parte do público, ao mesmo tempo que foi apoiado pelos fãs de verdade.

Confira abaixo o vídeo que Waters postou no Facebook com a versão para a música de Jara e a letra que traz trechos em espanhol e inglês.

]]>
0