Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Mon, 10 Dec 2018 08:44:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 ‘Beggar’s Banquet’, o disco que salvou os Stones, faz 50 anos http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/10/beggars-banquet-o-disco-que-salvou-os-stones-faz-50-anos/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/10/beggars-banquet-o-disco-que-salvou-os-stones-faz-50-anos/#respond Mon, 10 Dec 2018 08:44:21 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24028 Marcelo Moreira

O blues e o álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” salvaram a carreira dos Rolling Stones, e nos deram aquele que está sempre na lista dos melhores discos de todos os tempos e o maior do quinteto britânico: “Beggar’s Banquet”, que foi lançado há 50 anos.

Se 1967 foi um ano de ouro para o rock e para os Beatles, foi ruim para os Stones, que praticamente não subiram aos palcos, entraram pouco no estúdio para gravar e teve a sua linha de frente – o cantor Mick Jagger e os guitarristas Keith Richards e Brian Jones – presos ou envolvidos com a Justiça inglesa.

O período conturbado se refletiu no irregular álbum “Their Satanic Majesties Request”, gravado às pressas e lançado no final de 1967. Ficou claro que, a despeito de algumas boas ideias e canções, teve como conceito uma “resposta” à obra-prima “Sgt. Pepper’s”, dos Beatles. Não deu certo. Ficou parecendo uma cópia de qualidade inferior.

O fiasco foi decisivo para que a banda tomasse a decisão mais importante de sua carreira no começo do ano seguinte: voltar ao blues e às raízes.

Capa censurada de ‘Beggar’s Banquet’

A segunda decisão mais importante viria dois meses depois: isolar e depois demitir Jones, que estava se transformando um estorvo por conta do abuso de álcool e drogas. Não compunha e aparecia cada vez menos nas sessões de gravação.

O afastamento definitivo da banda que criara viria em junho de 1968, quando seu substituto, Mick Taylor, da banda de John Mayall, já trabalhava nas gravações do que viria ser “Beggar’s Banquet”, no final daquele ano.

E Taylor revelou-se o cara certo para duelar com Richards e solar nas belas canções que viriam a ser compostas. Havia muito blues, muito country e muito folk americano, em uma coleção de canções que representou o resgate dos Rolling Stones após o mergulho lisérgico e psicodélico no álbum anterior.

Os Beatles apostavam cada vez mais na ousadia e na psicodelia? O Who, o Cream e Jimi Hendrix caíam cada vez mais no rock pesado? Então os Stones contra-atacariam com o blues e o rock’n’roll furioso.

E nada representa mais a fúria e a rebeldia do que “Street Fighting Man”, um dos hinos de todos os tempos do rock. “O que mais pode fazer um garoto pobre a não ser cantar em uma banda de rock?”, bradava Mick Jagger conclamando à revolução?

Isso para não falar da abertura, que é uma verdadeira declaração de guerra e de intenções: “Sympathy for the Devil”, com suas inserções de samba e batucadas tipicamente brasileiras, cortesia das viagens de Jagger e Richards ao Brasil naquele período.

E o que dizer da épica “Salth of the Earth”, com o dueto Jagger e Richards, que seria uma prévia da não menos épica e grandiosa “You Can’t Always Get What You Want”, que surgiria no álbum “Let It Bleed”, de 1969?

O blues rock safado e sacana de “Stray Cat Blues” é um dos pontos altos, em contraponto com as belas “No Expectations” e “Factory Girl”, além da urgente “Jigsaw Puzzle”.

Há divergências sobre qual seria o melhor disco da banda e qual seria o mais importante. O melhor talvez seja “Exile on Main Street”, de 1972, mas certamente o cinquentenário “Beggar’s Banquet” é o mais importante.

Nova capa do álbum. Essa foi a arte das edições posteriores de ‘Beggar’s Banquet’, inclusive vendida no Brasil

‘Sgt. Pepper’s” salva a carreira dos Stones

Os Rolling Stones foram sábios em não tentar bater de frente com os Beatles e tentar competir de igual para igual, especialmente na época de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

Os integrantes das duas bandas eram bons amigos desde 1963 e frequentavam as casas de uns e outros, e a turma de Mick Jagger preferiu não participar da batalha intelectual entre Liverpool e Califórnia – os Beach Boys eram os maiores rivais artísticos dos Beatles.

Em público, Stones e Beatles estimulavam a rivalidade entre os fãs, mas nos bastidores combinavam as datas de lançamentos de compactos (singles) para que não houvesse uma concorrência predatória.

Hoje desbocados e desdenhosos a respeito dos então concorrentes, Mick Jagger e Keith Richards eram reverentes a John Lennon e Paul McCartney na época.

A dupla cerebral dos Beatles ofereceu uma música aos Stones depois que a estreia deles em compacto, uma versão do rock americano “Come On”, não decolou.

“I Wanna Be Your Man” era só um esboço de canção quando Lennon McCartney foram visitar os Stones no estúdio, no centro de Londres, em meados de 1963. O clima era de marasmo total, com falta de ideias e a busca incessante de versões de blues americanos para o próximo compacto.

A conversa acabou amenizando o clima e Lennon desatou a falar sobre a turnê inglesa que fizeram naquele ano. Quando iam embora, Jagger brincou: “Vocês vieram, tomaram o nosso chá e comeram nossos biscoitos. Será que não têm uma música aí no bolso para nos ajudar?”

A surpresa veio com a resposta de McCartney: “Temos sim, mas ainda não está pronta. Vamos dá-la a vocês, certo, John?”, perguntou ao companheiro, que concordou. “Ligamos nesta semana e mandamos.”

Não se passaram 20 minutos e Lennon e McCartney voltaram ao estúdio, no meio de uma tentativa de solo de Richards. “Esqueceram algo?”, perguntou Jagger. “Não, terminamos a música no elevador.”

“I Wanna Be Your Man” se tornou o cartão de visitas de verdade dos Stones para a Inglaterra, com bom desempenho nas paradas. A música também foi incluída no segundo LP dos Beatles, “With the Beatles”, cantada por Ringo Starr.

Quatro anos depois, a amizade estava cada vez mais estreita. Era comum ver Jagger, Richards e Brian Jones nos estúdios de Abbey Road durante a gravação de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

Nem mesmo um desabafo de John Lennon em 1966 azedou a amizade. “Tudo o que nós fazemos os Stones copiam seis meses depois”. Ele se referia à cítara da música “Paint It Black”, que Jagger e Jones decidiram incluir após ouvir “Norwegian Wood”, faixa do álbum “Rubber Soul”, lançado seis meses antes.

Fascinados com o resultado de “Sgt. Peppers”, os Stones não se importaram em passar recibo e decidiram que iriam gravar o seu próprio “Sgt. Peppers” assim que o álbum dos Beatles chegou às lojas.

Sem qualquer planejamento, foram para o estúdio e mergulharam fundo na psicodelia e nas invencionices para produzir o esquisito “Their Satanic Majesties Request”, lançado em dezembro de 1967 (capa no começo do texto).

Caótico, desconjuntado e sem foco, o álbum fracassou nas paradas e foi duramente criticado. Ficou claro que era uma tentativa de copiar o álbum dos Beatles, mas sem imaginação e com canções infinitamente mais fracas.

Os próprios Stones declararam anos depois que aquele foi um grande erro na carreira, mas que foi necessário para recolocar a banda nos trilhos, de volta ao blues e ao rock visceral, sem se preocupar em ombrear os rivais. Foi a maior decisão que eles tomaram em sua carreira.

O resultado foi uma quadra de ouro, de tirar o fôlego: “Beggar’s Banquet” (1968), “Let It Bleed” (1969), “Sticky Fingers” (1971) e o álbum duplo “Exile on Main Street” (1972), os melhores trabalhos dos Rolling Stones. Não consta que até hoje Jagger e Richards tenham agradecido a McCartney pelo empurrãozinho.

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Notas roqueiras: Supersonic Brewer, Agony Voices, Saves the Day… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/notas-roqueiras-supersonic-brewer-agony-voices-saves-the-day/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/notas-roqueiras-supersonic-brewer-agony-voices-saves-the-day/#respond Sun, 09 Dec 2018 18:00:57 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=23951

SuperSonic Brewer (FOTO: DIVULGAÇÃO)personic

– O SuperSonic Brewer disponibilizou no Spotify o seu último registro de estúdio, “3rd Chapter One More Binge” para audição dos fãs e seguidores do grupo de Thrash/Southern Metal. O terceiro registro de estúdio do SuperSonic Brewer, é uma compilação que possui como objetivo, reajustar, regravar e reinventar o próprio trabalho da banda. Explicando melhor, as músicas presentes em “3rd Chapter One More Binge” (2015), são regravações de algumas músicas presentes no primeiro disco “Broken Bones” (2011). Escute em https://open.spotify.com/album/716Iw0NoHuOgQ78ds9dWdC?si=MXz9QrLiTQy8UuqbJB_8ug

– O Agony Voices, banda de death metal, disponibiliza o álbum “Mankind’s Glory”, que fora lançado oficialmente em 2015, nas plataformas digitais. A obra foi lançada em formato físico por um selo mexicano que distribuiu o álbum por toda a América do Norte, Europa e Ásia. Escute em Spotify: https://open.spotify.com/album/48fkSV0doMnqdpt05BC5Ug?si=6ULPRrkhSLuVND_I_Tatqw e Deezer: https://www.deezer.com/br/album/78568042

– A banda Saves the Day, importante nome do rock alternativo americano, fará show único no Brasil no dia 14 de abril de 2019 em São Paulo (Fabrique Club). A realização é da Powerline. A inédita turnê latino-americana passa, antes, pela Costa Rica (San José, 10/4), Chile (Santiago, 12/4) e Argentina (Buenos Aires, 13/4). O grupo lançou em 2018 o autobiográfico “9”, o nono álbum da carreira que ainda funciona como uma espécie de rock ópera da banda. A tour pela América Latina também celebra os 20 anos do clássico Through Being Cool, considerado pela Rolling Stone como o 18º mais importante disco emo de todos os tempos (de 40 listados). De acordo com a influente publicação, o disco – gravado em apenas 11 dias – apresenta riffs hardcore/punk rock com a assinatura cuidadosa de Chris Conley, cujas músicas “inspiraram incontáveis tatuagens da estrela náutica”, em alusão ao símbolo da banda. “É mais do que um importante álbum”, completa a Rolling Stone, “é um rito de passagem”.

SERVIÇO
Saves the Day dia 14/4 em São Paulo
Evento: https://www.facebook.com/events/568643750249351/
Data: 14 de abril de 2019
Horário: 18 horas
Local: Fabrique Club
Endereço: Rua Barra Funda, 1075 (Barra Funda – São Paulo/SP)
Ingresso: https://pixelticket.com.br/eventos/2915/saves-the-day-em-sp
Pista 1º lote: R$ 110,00 (promocional/meia entrada/estudante)

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The Who gravou Stones, que gravaram Beatles, que tocaram The Who… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/the-who-gravou-stones-que-gravaram-beatles-que-tocaram-the-who/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/the-who-gravou-stones-que-gravaram-beatles-que-tocaram-the-who/#respond Sun, 09 Dec 2018 08:43:31 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24002 Marcelo Moreira

Uma pequena ajudinha dos amigos. A famosa frase que intitula um dos grandes clássicos dos Beatles, “With a Littler Help From My Friends”, cantada por Ringo Starr em 1967 no melhor de todos os álbuns, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, sempre é usada de forma irônica por Keith Richards quando é perguntado sobre a música que deu o impulso à carreira dos Rolling Stones – “I Wanna Be Your Man”, de John Lennon e Paul McCartney. Antes comentado de forma prazerosa, o assunto passou a azedar as entrevistas concedidas pelo guitarrista dos Rolling Stones e por Mick Jagger.

Por muito tempo, “I Wanna Be Your Man” foi considerada, de forma errônea, como a única gravação entre gigantes do rock, ou seja, de uma banda do tamanho dos Stones gravar algo de um artista do mesmo tamanho. De forma estranha, algumas gravações de músicas de gigantes feitas por gigantes foram escanteadas ou ignoradas ao longo dos anos, escondendo o que um dia foi uma camaradagem entre  grandes estrelas.

O segundo single dos Rolling Stones é o caso mais famoso, embora o quinteto não chegasse aos pés dos amigos de Liverpool quando gravaram “I Wanna Be Your Man”, em 1963. Os quatro beatles já moravam em Londres naquele ano, que marcou 0 início da beatlemania, mas estavam bem antenados sobre possíveis concorrentes. Gostavam de checar in loco o poder das novas bandas que eles mesmo estavam “puxando”, ao mostrar que a música jovem poderia fazer sucesso an Inglaterra.

Numa das visitas ao Marquee Club numa quarta-feira à noite, os Beatles foram ver o Stones e cumprimentá-los no camarim, ao final do show. A empatia foi imediata, e muito mais forte do que qualquer concorrência. Mick Jagger, Paul McCartney e John Lennon  logo ficaram bastante chegados, com Richards mantendo certa distância, e bebendo de vez em quando com George Harrison. A amizade entre os dois guitarristas rendeu a indicação dos Stones`, por parte de Harrison, à Decca Records, famosa por ter recusado os Beatles em 1962. Sem pestanejar, Dick Rowe, o responsável pela imensa “cagada”, contratou o quinteto.

A capa do primeiro álbum

A capa do primeiro álbum dos Stones, de 1964: eles nunca consideraram incluir nele ‘I Wanna Be Your Man’, apesar da sugestão do empresário Andrew Loog-Oldham

O primeiro single dos Stones foi gravado e lançado em meados de 1963. “Come On” era uma versão fraquinha de um clássico de Chuck Berry e passou quase despercebido. Eles ainda não compunham e estavam em um beco sem saída no estúdio, olhando para o teto. Os amigos Lennon e McCartney tinham finalizado as gravações de algumas músicas do que viria ser o segundo álbum dos Beatles, “With the Beatles”, nos estúdios Abbey Road, da EMI. No meio do caminho, lembraram que o Stones estavam em um estúdio acanhado no centro e foram até lá.

Percebendo a encrenca dos amigos, John e Paul disseram que tinham uma canção que poderiam cedê-la, mas que precisavam finalizá-la. Prometeram que o fariam dois dias depois. No entanto, meia hora depois que saíram para casa, a dupla dos Beatles voltou. “Esqueceram alguma coisa?”, perguntou Jagger. “Terminamos a música no táxi. Podem gravá-la”, disse John sorrindo. “I Wanna Be Your Man”, com os Stones, foi o primeiro sucesso da banda, chegando ao 12º lugar nas paradas britânicas. Acabou sendo grava um mês depois pelos Beatles, com Ringo cantando, e entrou no lado B das “With the Beatles”.

Já os Stones foram homenageados por outros amigos amigos, rendendo a eterna gratidão de Jagger e Richards. Os dois foram condenados à prisão em 29 de junho de 1967 no condado de Chichester por posse de drogas, em uma mal explicada batida policial induzida por jornalistas de um jornal sensacionalista de Londres.

Uma onda de indignação tomou conta dos fãs e até mesmo da mídia “séria”, que nunca tinha dado muita atenção aos Rolling Stones. Após muita crítica, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal britânico para novo julgamento. Houve ainda uma grande manifestação de apoio e simpatia de colegas músicos, e mesmo celebridades de várias áreas se posicionaram diante do que consideraram um excesso diante da quantidade mínima de substâncias ilegais encontradas.

Enquanto havia a perspectiva real de prisão prolongada para os dois Stones, a banda The Who, então os concorrentes mais ameaçadores desde o afastamento dos Beatles dos palcos, resolveu protestar de forma inusitada: gravando canções dos amigos, uma por mês, até que houvesse uma decisão favorável á dupla de roqueiros.

Embora concorrentes, Pete Townshend (guitarra) e John Entwistle (baixo) eram admiradores dos Rolling Stones e ficaram amigos de Jagger, Richards e Brian Jones (guitarrista dos Stones, morto em 1969) no começo de 1966, após um concerto das duas bandas em Londres. Enquanto o julgamento estava em andamento, The Who gravou versões  duas canções de Jagger e Richards, “The Last Time” e “Under My Thumb”, que foram lançadas às pressas por sua própria editora com todos os lucros sendo doados para a caridade.

Townshend já era em 1967 um dos mais articulados e inteligentes artistas do rock aos 22 anos, muito ligado às artes plásticas, literatura e movimentos de vanguarda. Foi dele a ideia de publicar anúncios de página inteira nos dois jornais da tarde de Londres, o Standard e o News, com o seguinte texto: “Os integrantes do The Who acreditam que Mick Jagger e Keith Richards foram tratados como bodes expiatórios para o problema das drogas, e em sinal de protesto contra as graves sentenças impostas em Chichester, estão lançando hoje a primeira de uma série de músicas para manter o trabalho dos dois em alta perante o público até que eles estejam em liberdade e possam voltar a gravar.”

Formação original do Who: da esq. para a dir., Roger Daltrey, Keith Moon, John Entwistle e Pete Townshend (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Formação original do Who, em foto de 1965: da esq. para a dir., Roger Daltrey, Keith Moon, John Entwistle e Pete Townshend (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Liberados pela corte suprema britânica, que atenuou as sentenças, os dois músicos dos Stones agradeceram publicamente o apoio generalizado que receberam e imediatamente gravaram às pressas e lançaram a música “We Love You”, que irônica em relação aos seus algozes, ao mesmo tempo em que agradeciam a todos os amigos.

Nunca houve um agradecimento público ao Who pela iniciativa, mas sabe-se que Jagger em pelo menos duas ocasiões demonstrou sua gratidão pessoalmente aos quatro amigos daquela banda – o Who inclusive foi o convidado de honra, ao lado de John Lennon, do especial de TV “Rock’n’Roll Circus”, dos Stones, gravado em dezembro de 1968, mas que nunca foi ao ar.

Para finalizar, o Who quase foi homenageado pelos Beatles em 1968. Durante as sessões de gravação do “White Album”, os músicos de Liverpool fizeram diversas jam sessions, algumas com a participação de Brian Jones, dos Stones, e de Eric Clapton. Brincavam com várias músicas dos anos 50, dos ídolos Elvis Presley, Eddie Cochrane, Gene Vincent, Chuck Berry e muitos outros, e gostavam de tocar “A Quick One, While He’s Away”, uma mini-ópera de Pete Townshend grava no então mais recente álbum do Who, “A Quick One”.

Lennon gostava da música, e chegou a sugerir gravá-la, junto com outros tantos “covers”, para ser usada no futuro. Isso nunca ocorreu. Trechos dessas jam sessions e ensaios acabaram surgindo nos anos 70 em um bootleg (LP pirata) chamado “Black Album”, cujas poucas cópias em vinil tornaram o produto um dos dez mais cobiçados da história. São gravações de ensaios realizados em 1968 e 1969, nas gravações do “White Album” e do que viria a ser “Let It Be”. Trechos de  “A Quick One” podem ser ouvidos em duas passagens ao longo do LP pirata triplo.

 

 

 

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Notas roqueiras: Apto Vulgar, Tór Sakata, Final Disaster… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/notas-roqueiras-apto-vulgar-tor-sakata-final-disaster/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/notas-roqueiras-apto-vulgar-tor-sakata-final-disaster/#respond Sat, 08 Dec 2018 18:00:55 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=23948

Apto Vulgar (FOTO: DIIVULGAÇÃO)

– O hardcore metalizado do quarteto paulista Apto Vulgar segue direto e reto no novo single ‘Inimigo’, lançado nesta sexta-feira nas principais plataformas de streaming pela Electric Funeral Records. Confira aqui: https://onerpm.lnk.to/AptoVulgar. ‘Inimigo’ é a primeira amostra do que a Apto Vulgar soará no EP O Inimigo, que lançará ainda em dezembro deste ano. Será o sucessor do disco de estreia, Sistema Operacional, um petardo de oito faixas lançado em 2017. O single também ganhou videoclipe: https://youtu.be/YRvbg1vivJI. De Jacareí, interior de São Paulo, a Apto Vulgar existe desde 2012. Assim como o material do debut, ‘Inimigo’ aposta no peso e na agressividade, tanto dos riffs quanto nas letras que refletem sobre questões políticas e sociais num Brasil polarizado e mal tratado. Quem assina a arte da capa do EP, divulgada junto ao lançamento deste single, é Powterghost.

– O guitarrista, cantor, compositor e professor de música Tor Sákata acaba de lançar videoclipe inédito de seu mais novo projeto e música instrumental intitulada “Adrenaline”, que também foi divulgada nas plataformas digitais por todo planeta. Esse é um videoclipe e projeto realizado em parceria com a maior escola de música e tecnologia da América Latina, o EM&T. Assista o videoclipe de “Adrenaline”: https://youtu.be/vBPRNoA-9xc

– O Final Disaster lançou o videoclipe de “The Dark Passenger”, música de seu EP de estreia, “The Darkest Path”. A superprodução macabra foi dirigida por Thiago Almeida. Assista: https://www.youtube.com/watch?v=CwFom1RE2O4

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New Order em São Paulo: uma viagem lisérgica, mas sem ácido http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/new-order-em-sao-paulo-uma-viagem-lisergica-mas-sem-acido/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/08/new-order-em-sao-paulo-uma-viagem-lisergica-mas-sem-acido/#respond Sat, 08 Dec 2018 08:59:57 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=23918 Nelson Souza Lima – especial para o Combate Rock

New Order em São Paulo (FOTO: NELSON SOUZA LIMA)

Ah, os anos 80 que tantas saudades deixou. Quer seja pelo momento político já que o Brasil voltava a respirar os ares da liberdade após 21 anos de ditadura, por sua música ou ainda pela estética comportamental.

Raul Seixas dizia ser a charrete que perdeu o condutor, mas quem viveu aquela década sabe o quanto foi importante para a cultura pop. Entre tanta coisa boa que os oitenta produziram se encontra o New Order.

A banda surgida exatamente em 1980 das cinzas do Joy Division e do suicídio do vocalista Ian Curtis é um dos grupos mais influentes do pós-punk e sua mistura com dance music, eletrônico e synthpop virou a cabeça de milhares de fãs ao redor do mundo. Durante muitos anos quem empunhou o contrabaixo do grupo foi o lendário Peter Hook.

O cara que se apresentou recentemente na capital paulista deixou o grupo em 2007 e desde então vem trilhando brilhante carreira solo. Atualmente integram o New Order Bernard Summer (voz/guitarra), Gillian Gilbert (teclados/sintetizadores), Stephen Morris (bateria), Phil Cunnigham (teclados) e Tom Chapman (baixo).

Um dos maiores sucessos do grupo é “Blue Monday”.O single lançado em 1983 é considerado um clássico pop sendo exemplo claro da tendência vigente naquela década com os grupos explorando elementos eletrônicos em consonância com o rock, resultando num gênero conhecido como Dance Alternativo ou Dance Rock.

Ao longo da carreira a banda vendeu mais de 20 milhões de discos e a já citada “Blue Monday” ostenta a primeira posição entre os singles de 12 polegadas mais vendidos de todos os tempos. Em 2005 a banda foi incluída ao lado do Joy Division no UK Music Hall of Fame, além de receber o prêmio “Godlike Genius” no NME Awards pelo conjunto da obra.

Com todo esse know how o quinteto se apresentou na última quarta-feira, 28, no Espaço das Américas, trazendo na bagagem um caminhão de hits, além das músicas do novo álbum, já não tão novo assim, “Music Complete”, de 2015.

A casa lotou e como sempre causou congestionamento na hora da saída. Coisas que envolvem uma grande banda. Demonstrando uma pontualidade mais que britânica o show começou dois minutos antes do início marcado pras 22 horas.

Coisas que já nos acostumamos a ver: luzes apagam, galera grita e prepara os celulares. Ai vem uma combinação insana de luzes com cores e flashs, no telão imagens de atletas de salto ornamental e de fundo a magnífica obra erudita “Das Rheingold; Vorspiel”, do compositor alemão Richard Wagner. A tensão pra entrada da banda se desfaz quando um a um entram no palco, ovacionados por uma plateia ávida pra curtir o show.

Bernard Summer cumprimentou o público com um simples good evening e de cara mandaram “Singularity’, do Music Complete. O set list abrangeu os principais trabalhos da banda que conta com uma discografia de dez álbuns de estúdio.

A primeira parte do set se concentrou majoritariamente entre o já mencionado “Music Complete” e “Power, Corruption e Lies”, de 1983. Rolaram, entre outras, “Ages Of Consent”, “Ultraviolence”, “Academic” e “Your Silent Face”. Desnecessário dizer que público formado por fãs veteranos e novatos vibrava a cada música. Alguns mais empolgados que outros curtindo cada um à sua maneira.

Nessa primeira metade rolou apenas uma do Joy Division. Enquanto tocavam “Decades” no telão imagens de Ian Curtis se sucediam.

Após tocarem “Subculture”, do disco “Low-Life”, de 1985 mandaram uma das mais aguardadas. “Bizarre Love Triangle”, do bacanudo “Brotherhood”, de 1985. Galera delirando.

Na segunda metade do set incluídas as obrigatórias “The Perfect Kiss”, também do “Low-Life” e a já comentada “Blue Monday”. Não poderiam ficar de fora de jeito algum.

Os músicos são competentes. O baixista Tom Chapman tem a mesma pegada de seu antecessor. Dá umas palhetas bem legais no baixo e se movimenta de lá pra cá sem parar. Os demais são bem discretos, mas tocam muito. Bernard Summer trocou poucas palavras com o público, além de agradecer o tradicional papo de que é muito bom tocar no Brasil. Enfim o que vale é a música.

Ás 23h51 o quinteto deixou o palco. Voltaram um minuto depois para encerrar com três do Joy Division: “Disorder”, “Atmosphere” e, um doce pra quem adivinhar.

Claro. “Love Will Tear Us Apart”. O clássico joydivisiniano encerrou essa viagem lisérgica de sons, cores e imagens. A madrugada de quinta já se anunciava sendo hora de deixar os anos 80 e voltar pra 2018 e suas bizarrices.

SET LIST – NEW ORDER – ESPAÇO DAS AMÉRICAS – 28/11/18

Intro – Das Rheingold: Vorspiel – Richard Wagner song

1- Singularity

2- Age Of Consent

3- Ultraviolence

4- Academic

5- Your Silent Face

6-Decades – Joy Division cover

7- Superheated

8- Tutti Frutti

9- Subculture

10- Bizarre Love Triangle

11- Vanishing Point

12- Waiting for the Siren’s Call

13- Plastic

14- The Perfect Kiss

15- True Fatih

16- Blue Monday

17- Temptation
Encore

Disorder – Joy Division cover

Atmosphere – Joy Division Cover

Love Will Tear Us Apart – Joy Division Cover

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Notas roqueiras: Extreme Noise Festival, Unleashed, Psychotic Eyes… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/notas-roqueiras-extreme-noise-festival-unleashed-psychotic-eyes/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/notas-roqueiras-extreme-noise-festival-unleashed-psychotic-eyes/#respond Fri, 07 Dec 2018 19:00:26 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24036

Unleashed (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– A 6ª edição do Extreme Hate Festival ocorrerá no dia 9 de dezembro, no Carioca Club, em São Paulo, promoverá a estreia da lendária banda sueca Unleashed, um dos grandes nomes da escola do death metal europeu, no Brasil, após 29 anos de carreira. Johnny Hedlund (vocal/baixo), Anders Schultz (bateria), Tomas Olsson (guitarra) e Fredrik Folkare (guitarra) vem promover o novo álbum “The Hunt for White Christ”. No entanto, como esta é a primeira passagem deles no País, os fãs esperam que o setlist da apresentação na capital paulista seja um verdadeiro best of dos seus 13 discos. Para este ano, a programação que traz também Carach Angren (Holanda), Abysmal Dawn (EUA), o retorno do lendário Master (EUA), além de Nervochaos e Gutted Souls como representantes da música pesada nacional, promete atrair fãs do metal extremo de diversas regiões já que o line-up conta com diversas atrações especiais. Os ingressos continuam à venda pelo site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/extremehatefestival6) e pontos autorizados em Barueri, Belo Horizonte, Curitiba, Guarulhos, Osasco, Rio de Janeiro, Santo André, São Caetano do Sul, entre outros pontos na capital paulista (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar).

SERVIÇO SÃO PAULO

Bandas: Unleashed (Suécia), Carach Angren (Holanda), Abysmal Dawn (EUA), Master (EUA), Nervochaos (Brasil) e Gutted Souls (Brasil)
Data: domingo, 9 de dezembro de 2018
Local: Carioca Club – ww.cariocaclub.com.br
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Abertura da casa: 13h
Imprensa: press@theultimatemusic.com
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/118837772288477
Infoline: (11) 3813-8598
Classificação etária: 16 anos. 14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal, mediante apresentação de documento
Estacionamento: locais próximos sem convênio
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

# SETORES/VALORES
– Pista: R$ 150,00 (meia-entrada/promocional*)
– Camarote: R$ 200,00 (meia-entrada/promocional*)
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

# COMPRA PELA INTERNET – http://www.clubedoingresso.com/extremehatefestival6
Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito Visa, MasterCard, American Express e Diners Club
# PONTO DE VENDA OFICIAL: bilheteria Carioca Club
# PONTOS AUTORIZADOS em Barueri, Belo Horizonte, Curitiba, Guarulhos, Osasco, Rio de Janeiro, Santo André, São Caetano do Sul, entre outros pontos na capita paulista (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar)

– Violões e vocais guturais! Essa é a receita minimalista, porém ousada, de “Olhos Vermelhos”, o primeiro disco acústico de death metal da história que o Psychotic Eyes lança no próximo dia 13 de Dezembro, aniversário de 17 anos da morte de Chuck Schuldiner. “Olhos Vermelhos” foi gravado, mixado e masterizado no estúdio HBC Records em Guarulhos/SP por Humberto Belozupko. O trabalho reunirá a faixa inédita “Olhos Vermelhos” – baseado num poema de Luiz Carlos Barata Cichetto – e também farão parte do álbum, em novos arranjos, “The Hand of Fate” – música presente no álbum de estreia – além de “Life” e “Dying Grief”, ambas de  “I Only Smile Behind The Mask” (2011). A capa de “Olhos Vermelhos” é assinada pela artista plástica gaúcha Nua Estrela.

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Livro ‘Blues The Backseat Music’ será lançado em Santos e em São Paulo http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/livro-blues-the-backseat-music-sera-lancado-em-santos-e-em-sao-paulo/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/livro-blues-the-backseat-music-sera-lancado-em-santos-e-em-sao-paulo/#respond Fri, 07 Dec 2018 14:00:01 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24021 Do blog Mannish Blog

Criado pelos negros nos grandes latifúndios dos estados do sul dos Estados Unidos, o Blues migrou para as grandes cidades e se tornou um fenômeno sociológico, dando origem ao Rock and Roll, Soul Music, Funk e Rap.

Nos anos 60 chegou na Europa com força e nos 80 no Brasil. Com – The Backseat Music – As Origens no Brasil, pretendo contar essa história que já tem 30 anos.

O texto introdutório coloca o leitor dentro da cena nacional dos anos 80 até os dias atuais e vai ser o tema da oficina que vou fazer no dia do lançamento entre 16 e 17h45. às 18h é a vez do multi-instrumentista Vasco Faé mostrar do que é feito o Blues no Brasa.

Editado pela editora Realejo, com a capa do Digo Maransaldi, baterista da banda Dog Joe, ambos de Santos, meu livro reúne 40 entrevistas de músicos daqui e dos Estados Unidos. Material exclusivo coletado em anos de trabalho na estrada com esses artistas.

Assim como o primeiro livro, o formato escolhido para contar essa saga foi o de entrevistas, dando voz aos protagonistas. Quem melhor do que eles para contar a própria história, não é verdade?

Quem acompanha o Mannish Blog sabe que as entrevistas já estão por aqui, mas nada como um livro físico reunindo esse pessoal da pesada.
Entre os entrevistados, Blues Etílicos, Paulo Meyer, Duca Belintani, Lancaster, Márcio Abdo, Maurício Sahady, Fred Sun Walk, Dave Specter, Adam Gussow, Pierre Lacocque, Phil Wiggins, Bruce Iglauer (dono da Alligator Records) e muitos outros.

Serviço:
Lançamento: Blues The Backseat Music – As Origens no Brasil

Santos:
Data: Sábado, 08 de dezembro
Oficina com o autor: A partir da 16h, na sala 1
Show: Vasco Faé, às 18h, comedoria do Sesc
Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 139 – Aparecida – Santos

São Paulo:
Data: Sábado, 15 de dezembro
Tarde de autógrafo a partir das 14h
Endereço: Livraria Freebook – Rua Barão de Capanema, 199 – Jardins – São Paulo

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Trinta anos sem o talento de Roy Orbison http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/trinta-anos-sem-o-talento-de-roy-orbison/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/07/trinta-anos-sem-o-talento-de-roy-orbison/#respond Fri, 07 Dec 2018 08:48:31 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24024 Marcelo Moreira

Roy Orbison (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O amigo George Harrison gostava de dizer que o mundo parava quando Roy Orbison começava a cantar. Já na parte das lendas, muita gente afirmava que Elvis Presley parava o que estivesse fazendo para ouvi-lo cantar.

Trinta anos atrás, quando tinha se reunido com os amigos para gravar aquele que viria a ser o primeiro álbum dos Traveling wilburys, Orbison morria vítima de ataque cardíaco – justamente no momento em que estava sendo redescoberto.

Para muita gente naquele final dos anos 80, os Wilburys foram a porta de entrada para conhecer a música de um dos pioneiros do rock, contemporâneo de gente como Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Elvis Presley, Little Richard e muitos outros.

Os Wilburys surgiram da fértil mente do workaholic Jeff Lynne, produtor e músico inglês responsável pela Electric Light Orchestra. Amigo de todo mundo, forçou a barra até criar um supergrupo – talvez o maior de todos – ao juntar ele mesmo, Bob Dylan, George Harrison e Tom Petty. Orbison entraria um pouquinho depois por sugestão de Harrison.

E foi ouvindo aquela voz macia, aveludada, afinadíssima e bela que muitos descobriram sua interpretação magistral do clássico “Oh, Pretty Woman”, que os metaleiros conheceram com o Van Halen. Foi também ali, no fim dos anos 80, que muitos se deliciaram com o hit  “We Got It” e com a fantástica “I Drove All Night”.

A morte de Orbison em 1988, em pleno momento de mais uma ressurreição foi apenas mais um capítulo da trágica vida que teve em seus 52 anos de vida.

Sempre vestido de preto, com óculos escuros e optando por canções melancólicas, tinha dificuldade de lidar com a timidez. E tudo ficou mais complicado com a sequência de tragédias pessoais nos anos 60.

Em 1966, sua mulher Claudette Frady morreu num acidente ao cair do banco traseiro de sua moto; em 1968, quando um incêndio destruiu sua casa, matando dois de seus três filhos (Roy Duwayne Orbison e Anthony King Orbison).

Foi difícil se reerguer, mas o cantor seguiu em frente, mas não chegou nem perto do sucesso que obteve entre 1956 e 1965 com clássicos do country rock norte-americano, entre eles “Oh, Pretty Woman”, “Blue Angel”, “Running Scared”, “Crying”, “Dream Baby”, “Blue Bayou” e “In Dreams”, entre outras canções.

Houve alguns momentos em que o sucesso pareceu que voltaria nos anos 70, como no dueto com Emmylou Harris em “That Lovin’ You Fellin’ Again”, mas foi mesmo com os Traveling Wilburys que tudo parecia estar voltando ao normal.

Orbison se destacou no maior hit da banda, “Handle With Care”, um country pop de inspiração rockabilly, e espalhou sua voz em pontos estratégicos no primeiro álbum da banda, que não viu sair das fábricas, já que morreu antes.

Provavelmente foi um dos maiores cantores de todos os tempos. Tragado pelas tragédias pessoais e por uma dinâmica artística que lhe tolheu o sucesso gigante a partir dos anos 70, teve dificuldades para lidar com certo ostracismo.

Os Wilburys o jogaram de volta à luz, pena que por pouco tempo. É um artista que merece ser revisitado para que tenha seu talento e versatilidade constatados.

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Morre Pete Shelley, líder dos Buzzcocks http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/morre-pete-shelley-lider-dos-buzzcocks/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/morre-pete-shelley-lider-dos-buzzcocks/#respond Thu, 06 Dec 2018 21:51:47 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=24038 Marcelo Moreira

Uma das formações do Buzzcocks: Shelley é o primeiro à direita, em primeiro plano (FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

Pete Shelley nunca ligou para rótulos, nem se incomodava em ser chamado de punk, mas abria um sorriso quando alguém aludia ao fato de ele ser um “punk guitar hero”. Ele sabia que tocava bem e que tinha muitos admiradores.

Nome fundamental do rock de Manchester, na Inglaterra, Shelley fundou a banda Buzzcocks com o vocalista Howard Devoto e morreu nesta quinta-feira, 6 de dezembro, me sua cidade natal. Segundo a BBC, emissora de TV inglesa, ele tinha 63 anos de idade e sofreu um ataque cardíaco.

Mesclando canções pesadas com algumas de inspiração mais pop, o Buzzcocks seguia por uma linha mais melódica, fato que mais tarde inspiraria bandas como Husker Dü, Bad Religion, R.E.M. e até mesmo o Nirvana.

Único membro original, Shelley continuava carregando a banda em intermináveis turnês, que passaram algumas vezes pelo Brasil. Em 2016, o Buzzcocks fez\ uma turnê mundial para comemorar os seus 40 anos de fundação.

 

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Peter Baltes, baixista fundador do Accept, deixa a banda http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/peter-baltes-baixista-fundador-do-accept-deixa-a-banda/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/peter-baltes-baixista-fundador-do-accept-deixa-a-banda/#respond Thu, 06 Dec 2018 19:00:24 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=23933 Do site Roque Reverso

Peter Baltes (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O Accept contou com uma baixa importante. O baixista Peter Baltes anunciou sua saída do grupo alemão. Baltes é membro fundador do Accept, que começou em 1976.

“Eu estive com a banda desde o começo. Muitos de vocês também estiveram lá”, escreveu Baltes aos fãs. “Eu gostaria de agradecer a todos pelos grandes anos que compartilhamos juntos.”

Não foi divulgada a razão exata da saída de Baltes, mas o grupo, na sequência, também divulgou um comunicado, agradecendo Baltes.

“Estamos todos com o coração partido! Peter precisava de uma mudança em sua vida e desejamos a ele tudo de bom. Ele sempre fará parte da Família Accept e para homenagear sua passagem na história da música, todos nós deveríamos desejar o melhor a ele”, destacaram os músicos.

Ainda na sequência, o guitarrista Wolf Hoffman também lamentou a saída de Baltes.

“Ver Peter deixar o Accept agora me entristece imensamente, mas não há nada que eu possa fazer além de desejar que ele esteja bem – esperando que esta seja a decisão certa para ele e que ele encontre o que ele está procurando… Eu certamente sentirei falta do meu irmão musical!”, escreveu Hoffman, deixando claro que a banda seguirá “a todo vapor”.

A mais recente passagem do Accept pelo Brasil foi em outubro deste ano, com shows realizados em Belém, Fortaleza, São Paulo e Belo Horizonte.

Foi nada menos que o quarto ano consecutivo de vinda do Accept ao Brasil. A banda alemã veio para o País em 2015, quando foi uma das principais atrações do Monster of Rock, em 2016 e, em 2017, quando veio tocar em algumas capitais e quando passou por São Paulo com o Anthrax numa noite de celebração ao heavy metal e ao thrash que contou com cobertura do Roque Reverso.

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