Combate Rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Sat, 21 Sep 2019 19:00:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Notas roqueiras: Torture Squad, Warleggion… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/notas-roqueiras-torture-squad-warleggion/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/notas-roqueiras-torture-squad-warleggion/#respond Sat, 21 Sep 2019 19:00:05 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28091

Torture Squad (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– O Torture Squad apresenta o novo videoclipe oficial. A música “Blood Sacrifice”, presente no álbum “Far Beyond Existence”, é a faixa escolhida e já pode ser conferido no canal oficial da banda no YouTube. As imagens recriam uma encenação da invocação de uma das divindades do hinduísmo. A deusa “Kali” é representada pela dançarina Aline Madelon, que encena juntamente com a vocalista May Undead, sua invocação. “Kali” representa a Mãe Natureza e a esposa de Shiva. Seus quatro braços evocam a criação, a preservação, a destruição e o dom da salvação para aqueles que vão além da natureza em busca do âmago infinito. Claro que na música “Blood Sacrifice”, a sugestão é de Kali sendo evocada para a destruição total da raça humana. Veja em https://www.youtube.com/watch?v=4O1glUhx978. O vídeo foi dirigido e filmado por XTudo Obze, Fifas e Eduardo Souza. A maquiagem da atriz ficou a cargo de “EFX Makeup by Niége e Ana Lina Makeup.

– A banda Warleggion continua trabalhando pesado na criação e divulgação das novas músicas de seu CD que está gradativamente sendo apresentados aos fãs. Após liberar os dois primeiros singles do novo álbum, a banda acaba de apresentar seu videoclipe oficial de “Crunched Earth”. A música inédita pode ser conferida em um clipe muito bem produzido, onde a banda executa a música em estúdio. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=NE38OM5WYHQ

– Um dos maiores festivais de metal do sul do país, o “Metal Sul 2019”, acaba de oficializar os nomes que foram aprovados por sua curadoria e estarão se apresentando no evento que será realizado no início de novembro nas cidades de Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Um dos nomes confirmados para a atual edição é dos pesos pesados do crossoover/Thrash brasileiro e com mais de 20 anos de história, o Ossos de Caxias do Sul. Outros nomes aprovados pela curadoria são: Atropina (Teutônia), Bloody Violence (Porto Alegre), Burn the Mankind (Porto Alegre), Finita (Santa Maria), Hollow (Garibaldi), It’s All Red (Porto Alegre), Postmortem (Pelotas), Supersonic Brewer (Bento Gonçalves), Torvo (Porto Alegre) e Southern (Caxias do Sul).

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Wire, ‘154’: um dos trípticos mais fascinantes do rock completa 40 anos http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/wire-154-um-dos-tripticos-mais-fascinantes-do-rock-completa-40-anos/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/wire-154-um-dos-tripticos-mais-fascinantes-do-rock-completa-40-anos/#respond Sat, 21 Sep 2019 09:48:05 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=27994  Caio de Mello Martins – publicado originalmente no site Roque Reverso

Em setembro de 1979, um quarteto punk inglês concluía, com o lançamento de um trio de álbuns em três anos, uma das transformações estilísticas mais radicais da história do rock n’ roll.

Estreando no fatídico ano de 1977 com um disco de 22 faixas comprimidas em 35 minutos – “Pink Flag”, tão conciso e brutal que fizeram os Ramones parecerem eloquentes, prenunciando o hardcore – a banda Wire soava irreconhecível dois anos depois.

Terceiro álbum dos caras, “154” seria o último disco da primeira fase do grupo (após um hiato de sete anos que seguiu ao colapso do Wire em 1980, os membros colocaram as diferenças de lado e reformaram a banda).

Nomeado em referência ao número de shows realizados pela banda até então, “154” apresenta um extenso uso de pedais de guitarra que adicionam camadas entremeadas de texturas exóticas. Violinos, flautas, sintetizadores e o uso consciente de microfonia e distorção conferem às canções de “154” uma densidade e um efeito poético arrebatadores, situando-o a anos-luz de distância da banda que havia iniciado a jornada apenas dois anos antes.

Precedentes na história do rock são poucos, o mais famoso sendo a incrível evolução dos Beatles: de “reis do iê-iê-iê” em 1964 aos inovadores ouvidos no álbum “Revolver”, de 1966 – prova inequívoca de que uma banda era capaz, com um simples álbum de canções pop, apontar os mais diversos caminhos para a evolução do rock, elevando-o ao status de música atemporal.

O grupo já havia posto em prática uma dramática transformação em seu segundo álbum, “Chairs Missing”, de 1978 – considerados por alguns críticos como o primeiro álbum pós-punk, escolha justificada por suas composições mais complexas, sonoridade eletrônica, postura introspectiva e uma fascinação pelo uso de ironia e jogos ardilosos de palavras para tratar temas mórbidos como suicídio e auto-alienação. No álbum seguinte, o Wire estreita sua parceria com o produtor Mike Thorne, espécie de integrante oculto da banda, e vê a diversificação de seu som ganhar confiança e desenvoltura.

Faixas como “Two People in a Room”, “On Returning” e “Once is Enough” mantêm a brevidade e a fúria do punk, mas evitam clichês mesclando eletrônica, dissonâncias e doses de musique concrète.

Em outro extremo, “A Mutual Friend” e “A Touching Display” são longas incursões nos experimentalismos de, respectivamente, Syd Barrett e John Cale – faixas que tecem uma polifonia incidental de sons e texturas para revelar afinal uma fortuita e resplandecente explosão sonora.

Na mesma veia do álbum anterior, músicas como “Indirect Enquiries” e “The Other Window” representam um rompimento tão radical com qualquer noção convencional de ritmo ou instrumentação convencional – guitarras e teclados são perfeitamente intercambiáveis – que não devem ser apreciadas como canções pop, mas sim por suas qualidades cinefílicas, responsáveis por acompanhar e produzir ambientações às narrativas carregadas de fragmentos simbolistas.

A dieta da banda não era restrita a experimentalismos, contudo. O vocalista e guitarrista Colin Newman era um compositor de mão cheia e, com a mesma destreza que sabotava lugares-comuns, era capaz de assinar singelas e charmosas canções pop que não soariam fora do lugar em algum álbum dos Beach Boys ou dos Byrds.

Maior joia do álbum, “Map Ref. 41°N 93°W” exibe o equilíbrio ótimo entre os arranjos inovadores do grupo e certas concessões ao gosto popular, como harmonizações vocais bem construídas e um andamento médio padrão. (Colin, num gesto perverso, deita versos com reflexões abstratas de semiótica tendo cartografia como pano de fundo, contrariando a expectativa do público de encontrar conforto e respostas no contato com a figura fetichizada do pop star – o toque de niilismo fica claro quando se revela o nome do lugar localizado nas coordenadas que dão o título à música: Zero, Iowa…).

O outro trabalho de ourivesaria pop fica por conta de “The 15th”, com suas melodias delicadas, que nos anos 2000 se tornaria hit nas mãos do grupo eletrônico Fischerspooner.

O álbum reflete o trabalho maduro de uma banda que apontava novos rumos para o rock em uma época crítica. Após a explosão punk que decretou a decadência de estilos ligados aos anos 1970, como o progressivo, o hard/arena rock e o glam, formou-se um vácuo que convidava ao desenho de uma nova identidade para a década que se aproximava.

Os Sex Pistols não sobreviveram ao hype e ao circo autodestrutivo criado em torno deles. The Clash e The Damned se voltavam ao passado para resgatar raízes. Os Ramones não queriam mais ser vistos como uma banda punk e começavam a massificar seu som, em busca do reconhecimento comercial que nunca viria.

Enquanto isso, nas fileiras do punk o conservadorismo recrudescia – grupos como The Exploited e Sham 69 rapidamente transformavam o punk em uma caricatura de si próprio. Nas rádios, bandas bem-sucedidas como Cars, Blondie e Police já estavam associadas a grandes produtores e mantinham a pantomima da descartabilidade pop intocada.

Jogando à margem, o Wire trazia uma lufada de ar fresco com sua aura sombria, sua postura irônica, seus discos imprevisíveis e o conceitualismo austero que aplicavam em todas as frentes – basta bater os olhos na capa de “154” e seu elegante minimalismo geométrico.

Um de seus mais ardorosos fãs era Robert Smith. Líder do The Cure e já com um álbum debaixo do braço (“Three Imaginary Boys”, de 1979), Smith chegou a declarar que, caso o Wire se juntasse novamente, não teria saída senão acabar com o Cure pois a banda perderia a razão de existir (!).

A introspecção do som do Wire, junto com seu approach heterodoxo às guitarras, se provaria essencial nas décadas seguintes, com a profusão de bandas de college rock/noise como Minutemen, Sonic Youth, Mission of Burma e R.E.M. e além – como mostra o cover de “Map Ref. 41°N 93°W” feito pelo grupo de shoegaze My Bloody Valentine.

A estatura do Wire no panteão do rock poderia fazer jus ao legado de sua obra, não fosse o fato de que as excentricidades da banda não ficavam restritas ao estúdio.

Assim que um álbum era concluído, a banda perdia interesse no material; entediados com a perspectiva de terem que excursionar e repetir as mesmas canções ad nauseam, os músicos usavam o tempo passado na estrada para compor novo material e testá-lo já durante as turnês – para desespero da EMI, a gravadora, já que a banda desperdiçava todas as chances possíveis de divulgar as canções recém-lançadas. Na turnê do álbum “154”, os atritos entre a banda e o público começou a aumentar, pois as hostes punks ali presentes para ouvir músicas do “Pink Flag” eram solenemente ignoradas.

No ano seguinte ao lançamento de “154”, o grupo já estava sem gravadora e decidiu por bem aplicar um golpe de misericórdia punindo a si próprio, ao público e ao “esquemão” da indústria ao mesmo tempo.

O livro do crítico inglês Simon Reynolds “Rip It Up And Start Again” descreve os detalhes da turnê que marcou o fim do Wire justamente quando a nova década se iniciava:

“Porém em um último e impressionante ato de perversidade, em vez de usar o show para assegurar um novo contrato, o Wire decidiu organizar uma apresentação extravagante e absurdista que evocava os shows de cabaré dadaístas entre os anos 1916 e 1919. Cada uma das canções deste repertório totalmente inédito era acompanhada por um espetáculo insano. Para ‘Everything’s Going To Be Nice’, dois homens amarrados a um avião inflável de plástico eram arrastados por uma mulher. Newman cantava ‘We Meet Under Tables’ vestido um véu negro que ia até os joelhos. [Graham] Lewis [baixista do Wire] berrava em ‘Eels Sang Lino’ ao lado de um poste de luz tipo pescoço de ganso. Durante ‘Piano Tuner (Keep Strumming Those Guitars)’ alguém depredava um fogão a gás, enquanto que ‘ZEGK HOQP’ incluía doze pessoas com cocares feitos de jornal tocando percussão. A plateia […] permaneceu desconcertada ou atirou garrafas ao palco. Foi o último show do Wire em cinco anos” (REYNOLDS, Simon, “Rip It Up And Start Again: Post-Punk 1978-1984”, p. 149, Faber and Faber, 2005 – o registro destes shows pode ser encontrado no live album “Document and Eyewitness”, de 1981.)

Todo gênio tem um pouco de louco, mas, no caso do Wire, o fascinante legado de “154” e seus contrastes em luz e contorno só poderiam existir graças ao desprendimento e à paixão suicida de artistas que investiram todo seu talento em busca de uma arte viva, múltipla, mutante.

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O piano comanda o blues na última semana de setembro no Bourbon Street http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/o-piano-comanda-o-blues-na-ultima-semana-de-setembro-no-bourbon-street/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/o-piano-comanda-o-blues-na-ultima-semana-de-setembro-no-bourbon-street/#respond Fri, 20 Sep 2019 19:44:13 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28188 Eugênio Martis Júnior – do blog Mannish Blog

Tom Worrell (FOTO: PABLITO DIEGO/DIVULGAÇÃO)

Duas atrações que dão destaque ao piano chegam ao Bourbon Street nos dias 24 e 25 de setembro. Tom Worrell, de New Orleans e Trítono Blues, de São Paulo.

O pianista Tom Worrell carrega o peso da tradição da big easy nas costas, pois é de lá que vem Dr John, Professor Longhair, Allen Toussaint, Henry Butler e Fats Domino e tantos outros.

Musicalmente educado na universidade do Iowa o destino, o levou à New Orleans após passar algum tempo na estrada com a banda de Solomon Burke. Foi com Sammy Mayfield, integrante da banda de Solomon, que Worrell teve contato com a música de Professor Longhair e James Booker.

Esse “despertar” mudou sua trajetória artística e seu jeito de tocar: “Depois de ouvi-los, decidi que precisaria aprender a tocar daquele modo, ou pelo menos tentar. Desde então trabalho no estilo do piano de New Orleans e continuo nesse caminho até hoje”, revela o músico.

Na cidade mais musical dos Estados Unidos, Worrell trabalhou com personagens importantes da cena local: Jumpin’ Johnny Sansone, JMonque’D, Mem Shannon & The Wild Magnolias (Bo Dollis Sr e Bo Dollis Jr), Marva Wright, John Fohl, Shebe Kimbrough, Brother Tyrone, Walter Wolfman Washington, 101Runners, Big Chief Monk Boudreaux, entre outros.

Na banda, figuras carimbadas do blues brasileiro, Humberto Zigler (bateria) e Luciano Leães órgão Hammond).

Trítono Blues (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Já o Trítono Blues apresenta “Ray Charles on My Mind”, que é uma emocionante homenagem ao grande Ray Charles, um dos maiores gênios da música mundial.

Compositor, cantor e multi-instrumentista, imortalizou sucessos como “Hit the Road Jack”, “Unchain My Heart”, “Georgia On My Mind”, “I Can’t Stop Loving You”, “What’d I Say”, “Bye Bye Love e muitas outras. Sintetizou, de maneira única, elementos de R&B, gospel, country, jazz, e abriu o caminho para a Soul Music dos anos 60, tornando-se grande referência da música norte americana.

O show “Ray Charles on My Mind” terá, além das músicas já citadas, outros grandes temas, todos com arranjos inéditos que transitam entre a inovação e a reverência, marcas da Trítono Blues.

Com seu astral contagiante e sua potente voz, Bruno Sant’anna, cantor e percussionista, assume a responsabilidade de transmitir toda emoção que o repertório exige.

André Youssef, além de ser um craque no piano e no órgão Hammond, também assume o vocal e defende com muito swing várias músicas, trazendo um colorido a mais na dinâmica do show.

O gaitista André Carlini é um show à parte. Conhecido como um dos grandes da cena, esbanja energia no palco. Edu Malta é o responsável pelo baixo, pela direção musical e pelos arranjos apresentados no show. A formação ainda conta com um baterista e um trio de sopros.  O show ainda recebe como convidado o pianista Edu Camargo.

Serviço:
Local: Bourbon Street
Endereço: Rua Dos Chanés, 127 – Moema – SP
Bilheteria: Rua dos Chanés 194 – de 2ªf.a 6ª.f das 9h às 20h, sábado e feriado das 14h às 20h
Fone para reserva: (11) 5095-6100 (Seg. a sexta) das 10h às 18h – sem taxa de conveniência

Show: Tom Worrell
Data : 24/09/2019 – 3ª.feira
Horário: 21h30
Abertura da casa: 20h
Duração: 80 min. aproximadamente
Couvert Artístico: R$ 60,00

Show: Ray Charles On My Mind
Data : 25/09/2019 – 4ª.feira
Horário: 22h
Abertura da casa: 21h
Duração: 80 min. aproximadamente
Couvert Artístico: R$ 50,00

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Rockfest reforça o Brasil como a terra do classic rock http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/rockfest-reforca-o-brasil-como-a-terra-do-classic-rock/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/rockfest-reforca-o-brasil-como-a-terra-do-classic-rock/#respond Fri, 20 Sep 2019 17:48:20 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28249 Marcelo Moreira

A sensação é antiga, mas ninguém ousava verbalizar para evitar ser ridicularizado. Na verdade, ninguém fala publicamente que o Brasil é o país do classic rock: qualquer banda antiga que tenha sido gigante no passado arrebenta de vender ingressos no Brasil. E o Rockfest, que acontece neste final de semana, é o melhor exemplo disso.

Um festival que reunirá Scorpions (mais de 50 anos de carreira), Whitesnake (mais de 40), Helloween (mais de 35) e Europe (mais de 35) talvez nem chame a atenção na Europa, embora venda uma boa quantidade de ingressos, mas no Brasil é certeza de casa cheia.

“Trazer Scorpions e Whitesnake ao Brasil é certeza de bons ganhos. Essas bandas são idolatradas, assim como Metallica, Iron Maiden, Guns N’Roses, U2 e algumas outras. Dessas, talvez somente U2 e Guns encham rapidament estádios na Europa e nos Estados Unidos”, afirma um executivo da área de entretenimento em conversa informal com a reportagem do Combate Rock – pediu sigilo de sua identidade durante a conversa.

Não há nada de errado em ser o paraíso das bandas de classic rock, mesmo em época de crise econômica e ingressos a custo médio de R$ 500. O que talvez mereça uma série de reflexões é o fato de que o classic é que vem predominando por aqui em relação aos grandes shows .

Teremos em breve por aqui Iron Maiden, Metallica, Kiss, King Crimson, Uriah Heep, Nazareth e mais algumsa atrações qye beiram os 30 ou mais anos de carreira e que já vieram várias vezes ao Brasil. Será que não falta um pouco mais de ousadia para as grandes empresas de entretenimento da América Latina?

O Rockfest é um evento bem legal, mas representa mais do mesmo. Scorpions e Whitesnake, por exemplo, já ganharam “vistos de residentes” no Brasil – é difícil ficarem dois ou três anos sem passar por aqui.

Helloween, com sua formação nova (os ex-integrantes Kai Hansen e Michael Kiske foram reincorporados) praticamente inauguraram a nova fase no Brasil dois anos atrás.

Os suecos do Europe, que frequentam menos as nossas praias, estiveram nas cidades brasileiras há não mais do que cinco anos. E não precisamos nem falar de outras bandas que adoram tocar por aqui e lotar os shows, como os assíduos Saxon e Grave Digger.

A predominância dos mesmos de sempre revela que são os preferidos dos nossos roqueiros, mas também evidencia um conservadorismo excessivo para quem curte rock, e também uma resistência a aceitar nomes diferentes e menos grandiosos em festivais.

E o maior festival de todos, o Rock in Rio, é o sintoma mais evidente disso. Se por um lado já tivemos The Who, Neil Young e Bruce Springsteen, é certeza que a edição brasileira, seja em que ano for, sempre terá ou Iron Maiden, ou Guns N’Roses (queridinhos dos promotores do festival) ou Metallica.

“São esses nomes que garantem a bilheteria antecipada para que seja possível investir em novidades, como foi o caso de The Who em 2017. Pode não ser muito legal ou entusiasmante, mas é assim que funciona. O Rock in Rio só se tornou o que é hoje, referência mundial, graças à perseguição ao risco quase zero, o que inclui a ampliação do elenco e outros estilos musicais”, diz o executivo consultado pelo Combate Rock.

Queixas e constatações à parte, o Rockfest é um evento com a cara dos grandes encontros musicais das antigas em São Paulo. Lembra um pouco o conceito do Solid Rock, que teve duas edições recentemente na cidade. Dependo do ponto de vista, é quase uma emulação do Monsters of Rock.

Os alemães dos Scorpions, cujas origens remontam a 1965, ainda são relevantes por fazerem um grande show. Septuagenários (ou quase), entregam xatamente o que prometem, uma profusão de hits de hard rock pegajosos e eternos, entremeados por baladas pop de alto quilate.

O memso pode ser dito do Whitesnake, do também quase septuagenário David Coverdale: sucessos aos montes e baladas melosas, mas eficientes, distribuídas por todo o shows.

São 41 anos de carreira mudaram a vida do ex-vovcalista do Deep Purple – não seria nenhum exagero dizer que nos anos 80 e 90 o Whitesnake foi maior e até mais relevante do que o próprio Purple, que retomou as atividades em 1984.

O Helloween ganhou fôlego novo com a boa ideia de chamar dois dos antigos integrantes para uma turnê comemorativae, quem sabe, um álbum novo de inéditas.

Hansen e Kiske saíram atritados do grupo entre 1989 e 1993 e garantiram por anos que uma reunião era impossível. Queimaram a língua e apararam as arestas há dois anos para embarcar no nostálgico – e lucrativo – projeto. Nome importante da históriua do heavy metal, o Helloween também é garantia de um bom espetáculo, sejam quais forem as circustâncias.

Em relação ao Europe, dá para dizer que recuperou parte do prestígio atingido nos anos 20 nos anos 80. De volta às atividades nos anos 2000, transformou seu hard rock cheio de excessos em algo mais palatável e bluesy com uma sequência de álbuns muito bons.

A abertura dos trabalhos ficará a cargo dos brasileiros do Armored Dawn, banda nova formada por veteranos da cena nacional que apostam em um heavy metal tradicional/power metal. Com massivo apoio de uma equipe competente, a banda mostra qualidade e ambição para se tornar um nome internacionalmente importante dentro de pouco tempo.

O Rockfest acontecerá no dia 21 de setembro, um sábado, no Allianz Parque, a Arena do Palmeiras. Os horários dos shows são conhecidos: Scorpions (22 horas), Whitesnake (20h15), Megadeth (18h45), Europe (17h15) e Armored Dawn (16h15).

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Notas roqueiras: Grinding Reaction, Sacrificed, Alto Voltaje… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/notas-roqueiras-grinding-reaction-sacrificed-alto-voltaje/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/notas-roqueiras-grinding-reaction-sacrificed-alto-voltaje/#respond Fri, 20 Sep 2019 15:00:15 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28093

– Um dos nomes fortes do hardcore brasileiro, o Grinding Reaction está presente em vários eventos na região de São Paulo e entorno. No ano de 2018, a banda liberou o álbum “O Caos Será a Tua Herança”, disco esse extremamente elogiado pela crítica e público do país. Após liberar esse álbum em versão física e digital, o grupo vai disponibilizando gradativamente os singles do álbum para audição na íntegra no canal de YouTube do grupo. Escute o single “Flagelo” em https://www.youtube.com/watch?v=FcmQswUh28Y&feature=youtu.be

– A banda de Belo Horizonte Sacrificed fará duas apresentações em setembro no estado de São Paulo. A primeira será no dia 27 de setembro, às 17h, no programa de You Tube “Showlivre” (www.showlivre.com). No dia seguinte, a banda se apresentará no show de lançamento do novo álbum do Hazy, intitulado “VX”, no JAI CLUB (Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana) e começará às 18h. Também fará parte do evento a banda Wolfeart and The Ravens. Os ingressos já estão à venda através do link https://bit.ly/33E3myA. O mais rece te álbum, “Enraged”, foi lançado no ano passado em parceria com a Shinigami Records.

– A banda venezuelana Alto Voltaje encara todos os problemas vividos atualmente por seu país, arregaça as mangas e lança mais um CD, agora pelo selo brasileiro Roadie Metal. “Incombustible” já pode ser conferido em todas as plataformas digitais e usuários de Spotify, Deezer, ITunes, Google Play, Naspter, Tidal, Amazon, Music Amazon e várias outras. Escute em https://open.spotify.com/album/3Nk1DHMfUIYsSmdYTNjOb0?si=lxTBptrsRBSnS2ut4nXQrg

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Matanza Inc. supera as incetezas e projeta grandes esperanças http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/matanza-inc-supera-as-incetezas-e-projeta-grandes-esperancas/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/20/matanza-inc-supera-as-incetezas-e-projeta-grandes-esperancas/#respond Fri, 20 Sep 2019 09:45:24 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28181 Marcelo Moreira

Novos desafios, grandes esperanças. Quando o Matanza anunciou o encerramento da atividades, dois anos atrás, havia uma clima de desalento por conta dos mais de 20 anos de estrada de uma das bandas independentes mais bem sucedidas do rock nacional.

Realmente, não dava para disfarçar o fato de que realmente houve um “climão”, especialmente quando o vocalista Jimmy London logo caiu de cabeça em seu novo projeto, Jimmy and the Rats.

Só que os desaos logo surgiram para Marco Donida, o guitarrista e um dos cérebros do Matanza. A galera sentia muito a falta do Matanza, sentia falta de tocar junto. Então o que fazer? Como reunir a galera espalhada por São Paulo, Santos e Rio de Janeiro?

Vencidas as distâncias e superado o alívio por estarem juntos de novo, o que faltava para o Matanza retornar menso de um ano após o fim? Um novo nome que remetesse ao passado glorioso. E eis que surgiu o Matanza Inc., impondo um novo desafio e resgatando as enormes esperanças de uma base iemsna de fãs.

“É a mesma banda, com a mesma sonoridade, mas de uma forma diferente. Não se trata de resgatar o passado. Queremos fazer a música que gostamos partindo de uma história bem legal”, diz Donida.

Empolgado com a nova fase, derrama-se em elogios ao novo vocalista, Vital Cavalcante, que imprimiu uma personalidade própria em músicas novas e antigas. Dá para dizer que foi um “gás” que colou as demais partes do Matanza Inc. e apresentou novas possibilidades a uma banda conhecida pela energia no palco e pelas letras afiadas e bem sacadas.

“Crônicas do Post Mortem – Guia Para Demônios & Espíritos Possessores” é o primeiro resultado dessa nova fase. O álbum traz uma banda revigorada, com mais peso nas guitarras, mas agressividade na performance e um espectro mais ampliado na busca por sonoridades um pouco diferentes.

O sarcasmo e a ironia continuam sendo a tônica das músicas, que tiveram alguns element os novos agregados – o countrycore/hardcore e o metal estão mais ferozes e com mensagens contundentes. Mais do mesmo? Nem de longe.

É o caso da porrada “Seja o que Satan Quiser”, com um belo trabalho de guitrras e um vocal forte e insidioso. “pode Ser Que Eu Me Atrase” é puro rock’n’roll acelerado, onde o sarcasmo dá lugar à crônica melancólica, de certa forma.

“Para o Inferno” e “O Elo Mais Fraco da Corrente” apelam ara um pouco mais de seriedade, só que com as guitarras no tale e arranjos diferentes do usual. Tem até um pouco de poesia (ainda que seja de boteco) na bem sacada “As Muitas Maneiras de Arruinar a Sua Vida”.

“As coisas estão funcionando e temos uma nova perspectiva”, afirma Donida. “Descobrimos que temos prazer em tocar e prazer em tocar juntos. Com os problemas superados, encaramos de novo a estrada e a vida musical. Continuamos com o apoio de muitos parceiros. Com os pés no chão e em mirar o passado, mesmo quando lotávamos casas grandes, temos boas expectativas.”

A serenidade do guitarrista contrasta com a empolgação dos fãs. Era de se supor que alguns torcessem o nariz pela ausência de Jimmy London, mas a boa receptividade do trabalho incentivou o Matanza Inc. a retornar com tudo.

“Claro que ainda estamos em um cenário de crise econômica severa, que impede quaisquer planos mais robustos, mas ainda temos aquela garra de fazer música e mostrar que a arte é fascinante.” Para Donida, as perspectivas boas são um combustível necessário para empurrar a banda e desbravar novos territórios.

Mas é possível ainda usufruir da invejável estrutura que o Matanza teve no passado, quando era a mais bem-sucedida banda independente do país, ao lado dos Autoramas e dos Boogarins?

Marco Donida procura não pensar nisso. Os mais de 20 anos de banda fazem diferença, e muita, assim como a experiência no gerenciamento dos negócios, capaz de criar um concorrido festival próprio, o Matanza Fest.

“Não dá para escapar disso, é obvio, temos um respaldo de ações bem-sucedidas no passado e a experiência conta. Espero que consigamos utilizar esse legado com base nos esquemas que deram certo”, pondera com cautela.

O fim do Matanza causou consternação, e a volta (mesmo com outro nome), por outro lado, foi vista com certa desconfiança.

“Crônicas do Post Mortem” foi crucial para restaurar a força bruta de uma banda que ousou fazer o diferente e a buscar novos caminhos. O Matanza Inc. é/continua a ser uma referência e esta é uma notícia mito importante para o rock nacional.

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Sammy Hagar & the Circle vem ao Brasil em março de 2020 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/sammy-hagar-the-circle-vem-ao-brasil-em-marco-de-2020/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/sammy-hagar-the-circle-vem-ao-brasil-em-marco-de-2020/#respond Thu, 19 Sep 2019 20:00:33 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28167 Do site Roque Reverso

Os fãs do bom e velho rock n’ roll vibraram nesta terça-feira, 17 de setembro, depois que a Free Pass Entretenimento confirmou a vinda do supergrupo Sammy Hagar & The Circle ao Brasil em 2020. A banda tocará no Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo no primeiro trimestre do ano que vem.

Na capital fluminense, o show será no dia 18 março no Vivo Rio. Na capital gaúcha, a apresentação será no dia 20 março no Pepsi on Stage. Na capital paulista, o evento será no dia 22 de março no Espaço das Américas.

Formado em 2014, o supergrupo conta com os respeitados membros do Rock & Roll Hall of Fame (pelo Van Halen) Sammy Hagar e o baixista Michael Anthony, o baterista Jason Bonham e o guitarrista Vic Johnson.

Segundo os produtores, o set list abrangerá quatro décadas dos hits de Hagar no Montrose, na sua carreira solo, além de muita coisa da passagem dele e de Michael Anthony pelo Van Halen, como também algo do Led Zeppelin, banda do pai de Jason Bonham, o lendário John Bonham.

Recém formada por um dream-team de consagrados músicos brasileiros, a banda Sinistra é a convidada especial que abrirá os três shows no Brasil. Formada pelo vocalista Nando Fernandes (ex-Hangar – Cavalo Vapor), o guitarrista Eduardo Ardanuy (ex-Dr. Sin), o baixista Luis Mariutti (ex-Angra – Shaman), e o baterista Rafael Rosa (ex-André Matos), a banda tem influência de bandas como Black Sabbath, Deep Purple e Dio.

A venda de ingressos online terá início no dia 18 de setembro de 2019 a partir das 12 horas (de Brasília). Para os shows do Rio e de São Paulo, o site oficial é o da Ticket 360. Para a apresentação em Porto Alegre, o site é o do Sympla.

As bilheterias oficiais, onde não são cobradas as taxas de conveniência são o Vivo Rio (na capital fluminense), o Espaço das Américas (capital paulista) e a Multisom Iguatemi (capital gaúcha), onde só é aceito pagamento em dinheiro.

Para o show no Rio de Janeiro, os valores dos ingressos inteiros por setor são os seguintes: Camarote A (R$ 400,00); Camarote B (R$ 360,00); Balcão (R$ 300,00); Frisa (R$ 340,00); Pista Premium (R$ 440,00) e Pista (R$ 290,00).

Quanto à apresentação em Porto Alegre, os valores das entradas por setor são os seguintes: Pista Premium Solidário (R$ 270,00) e Pista Premium Meia (R$ 250,00); Mezanino Solidário (R$ 200,00) e Mezanino Meia (R$ 180,00); Pista Solidário em Primeiro Lote (R$ 130,00), Pista Meia em Primeiro Lote (R$ 120,00); Pista Solidário em Segundo Lote (R$ 140,00), Pista Meia em Segundo Lote (R$ 130,00); Pista Solidário em Terceiro Lote (R$ 150,00), Pista Meia em Terceiro Lote (R$ 140,00). Ingresso solidário significa valor reduzido mediante doação de 1 quilo de alimento não perecível.

Para o show em São Paulo, os valores dos ingressos inteiros por setor são os seguintes: Pista Premium (R$ 420,00); Pista Comum em Primeiro Lote (R$ 230,00); Pista Comum em Segundo Lote (R$ 240,00); Pista Comum em Terceiro Lote (R$ 250,00); e Mezanino Open Bar&Food +18 (R$ 520,00), que dá direito a 1 ingresso para entrada no evento, acesso à todas as áreas publicas do evento (Mezanino, Premium e Pista), e serviços de open bar e open food.

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Notas roqueiras: Lúcio Maia, Teorias do Amor Moderno, Vinces… http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/notas-roqueiras-lucio-maia-teorias-do-amor-moderno-vinces/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/notas-roqueiras-lucio-maia-teorias-do-amor-moderno-vinces/#respond Thu, 19 Sep 2019 15:00:59 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28089 Lúcio Maia vai lançar um disco solo no dia 20 de setembro. Desta vez solo e homônimo, já que o guitarrista possui outros projetos musicais além da Nação Zumbi. O que tem feito a cabeça de Lúcio ultimamente é a música caribenha, a guitarrada paraense, acordes quentes e bailantes. Uma pista de sua nova sonoridade latino-americana – e muito brasileira – é o clipe de “A Melhor de Todas”. A música foi composta para ser uma trilha incidental da vida, uma companhia agradável para os momentos corriqueiros. Assista “A Melhor de Todas”: https://youtu.be/bgtmDAERDXc

– ‘Ansiedade’ é o segundo single do EP “Trilátero” (fevereiro, 2019) que a Teorias do Amor Moderno transforma em videoclipe. Em sintonia com a campanha do Setembro Amarelo (contra a depressão e suicídio), a produção traz um recorte no cotidiano de uma pessoa que sofre de ansiedade junto a uma mensagem de apoio e alerta quanto à saúde mental. Assista aqui: https://youtu.be/OSfjAUUrwyY. O vídeo, com sonorização especial em determinados momentos, tem direção de Acácio Costa. Entre imagens da banda em uma casa de show e o protagonista (interpretado pelo ator Rafael Botas) em sua luta diária para controlar a ansiedade, o clipe tem roteiro adaptado de vivências da vocalista/guitarrista Larissa Alves. “A música é uma das mais autobiográficas que já escrevi. Tive grande ajuda da minha companheira em como era ver essas crises do lado de fora. Sentamos e, juntas, colocamos as crises que já tive pela minha perspectiva e da dela. O Costa lapidou e ordenou todas as cenas”, ela conta.

– Misturar estilos musicais distintos é um processo que demanda criatividade, paciência e um quê de minimalismo, para que ritmos, batidas e melodias figurem, no resultado final, num mesmo contexto. A Vinces, ainda que num segundo lançamento e no segundo ano de existência, foi ousada o bastante para colocar rock, música eletrônica e samba numa só música e moldar uma sonoridade única em “Deixa Ela Sambar”, single recém-lançado nas plataformas de streaming. Ouça aqui: https://sl.onerpm.com/7451786298.

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The Who lança música ‘Ball and Chain’ e libera detalhes de disco novo http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/the-who-lanca-musica-ball-and-chain-e-libera-detalhes-de-disco-novo/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/19/the-who-lanca-musica-ball-and-chain-e-libera-detalhes-de-disco-novo/#respond Thu, 19 Sep 2019 10:00:43 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28108 Do site Roque Reverso

O The Who lançou na sexta-feira, 13 de setembro, a música “Ball and Chain”. É a primeira amostra do novo disco, que a lendária banda britânica trará aos fãs ainda em 2019, no último bimestre.

“Who” é o nome do álbum, que chegará ao público no dia 22 de novembro e traz uma capa de classe, como pode ser conferido na imagem que acompanha este texto.

Será o primeiro disco do grupo em 13 anos.

O último de inéditas foi “Endless Wire”, de 2006.

Além de “Ball and Chain”, outras dez faixas fazem parte do álbum, que contou com gravações realizadas em Londres e Los Angeles.

“Who” foi co-produzido pelo guitarrista Pete Townshend e por  Dave Sardy.

Dave Eringa participou da produção vocal.

Além do disco, a banda já anunciou datas de turnê para 2020, inicialmente no Reino Unido.

O The Who passou pelo Brasil pela primeira vez em sua longa carreira apenas em 2017. Na ocasião, a banda foi uma das principais atrações no Rock in Rio e no São Paulo Trip, cujo show histórico, o primeiro no País, contou com cobertura especial do Roque Reverso.

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Shaman e DVD solo coroam o grande ano de Alírio Netto http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/shaman-e-dvd-solo-coroam-o-grande-ano-de-alirio-netto/ http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/shaman-e-dvd-solo-coroam-o-grande-ano-de-alirio-netto/#respond Thu, 19 Sep 2019 01:47:33 +0000 http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/?p=28176 Marcelo Moreira

Alírio Netto (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O rapaz cantava em uma promissora banda de heavy metal brasileira, mas perseguia um sonho antigo: participar de grandes produções. E lá foi o talentoso Alírio Netto se arriscar na areia movediça dos musicais.

O risco valeu a pena: o rapaz atrevido e ousado se tornou um requisitado ator de grandes produções e um dos melhores cantores do rock atual, no Brasil e no exterior.

Quando a banda Shaman anunciou, de forma surpreendente, que Alírio fora o escolhido para completar o projeto de retorno do quarteto, todo mundo se perguntou: “Como esse workaholic vai dar conta? Vai ficar na ponte aérea São Paulo -Londres?

“Foi um convite daqueles impossíveis de recusar. Os caras e o empresário me perguntaram se eu toparia. Tinha como recusar? A reunião durou apenas cinco minutos e o sim foi inevitável”, dise o cantor em rápida entrevista ao Combate Rock prestes a embarcar para os Estados Unidos na noite de quarta-feira, 18 de setembro.

O Shaman fez alguns shows de retorno da formação clássica e original entre o final do ano passado e o primeiro semestre deste ano.

Havia projetos grandiosos e ambiciosos para uma daquelas bandas icônicas do heavy metal nacional. O que ninguém contava era o ataque cardíaco que matou o vocalista André Matos no dia 8 de junho passado.

Para muita gente, era meio que inevitável que, se um dia o Shaman continuasse, Alírio Netto seria a primeira opção, sendo que alguns outros fãs e jornalistas ventilaram o nome de Bruno Sutter, do Massacration.

“É uma honra enorme e uma responsabilidade idem cantar as músicas que foram criadas pela banda e por André Matos, uma de minhas grandes influências como músico e artista”, diz Alírio. “Quero dizer, para todos os fãs do André, que farei o meu melhor, cantando as músicas da maneira mais honesta possível e sempre respeitando o artista que ele era. A melhor maneira de fazer isso é colocar a minha digital na obra que ele deixou. A turnê será completada cvom muito carinho e muito respeito.”

Pelo acordo com o Shaman, Alírio Netto fará o restante dos shows que estavam programados paa este ano e, eventualmente, para o ano que vem. Entretanto, o cantor não escondeu a empolgação diante de novo desafio. “Não discutimos o futuro, creio que haverá o momento certo para essa definição. O que quero é curtir ao máximo essa possibilidade e honrar o legado que André Matos deixou.”

Amante do rock, não deixa de ser contagiante a forma como Alírio conduz sua carreira e curte as chances que lhe aparecem, ainda que consumam de forma vertiginosa o seu tempo.

Ele é o atual vocalista da banda Queen Extravaganza, um tributo ao Queen criado em Londres e endossado pelos membros originais da banda Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria e vocais).

Não se trata de um artista contratado por tempo determinado – Alírio Netto é integrante fixo e em tempo integral daquele que é considerado um dos grupos que fazem tributo mais prestigiados do mundo, equiparando-se, por exemplo, ao Australian Pink Floyd, que já impressionou o guitarrista David Gilmour.

O cantor brasileiro garante que será possível conciliar as agendas das duas bandas. “Quando se trata de bandas desse porte, o planejamento é antecipado, o que torna possível marcar os compromissos. Com o Extravaganza terei algumas datas em breve nos Estados Unidos, Ásia e Oceania, mas não haverá conflito de datas.”

O ano mágico do ex-vocalista do Age of Artemis terá outro fato importante: o lançamento de seu primeiro DVD solo em outubro. É uma espécie de documentário e cenas de um show gravado em 2018 em São Paulo, que contou com muitos amigos de várias bandas – Angra, Khallice, Noturnall e Age of Artemis -, além da esposa, a também cantora e atriz Lívia Dabarian.

É o coroamento de um ano intenso e o fechamento de ciclo em uma carreira de mais de 2o anos na música e no teatro. “Foi um empreendimento emocionante e muito bacana, onde tudo deu certo. Não poderia ter sido melhor para representar a minha trajetória artística.”

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