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Neil Peart perdido em Santa Catarina e outras histórias

Combate Rock

12/01/2020 19h16

Neil Peart (FOTO: DIVULGAÇÃO/FACEBOOK)

Neil Peart era um cara discreto e tímido, mas extretamente espontâneo quando pegava uma caneta para escrever e, mis tarde, quando engatava a décima marcha na frente de um computador. Leitor compulsivo e exremamente interessado por uma série de assuntos, tornou-se um cronista de bons recursos em artigos para jornais e revistas.

Suas melhores crônicas, entretanto, renderam livros que se tornaram cultuados principalemte no Canadá e por fãs de rock no mundo inteiro. Nunca foi um estilista e esteve longe de ser uma referência literária, mas o baterista do Rush, que morreu no dia 7, aos 67 anos, escrevia muito bem.

Seu estilo era leve, ligeiro e direto. Adorava descrever com detalhes todas as situções, o que às vezes torna seu tecxto cansativo e excessivo.

Foi o caso do livro "O Ciclista Mascarado – Uma Aventura de Bicicleta na África Ocidental" (Ed. Belas Letras), em que narra a sua viagem de bicicleta, com vários amigos, pela República de Camarões.

Ele se esmera em dar dramaticidade e mostrar a beleza e a paz que atingiu no evento, ao mesmo tempo em que descrevia o cotidiano daquele país africano. Entretanto, o texto exagera demais ao narrar fatos corriqueiros que tornam a leitura um pouco cansativa.

Melhor resultado ele obteve em "Ghost Rider: A Estrada da Cura" (Ed. Belas Letras), em mais uma bela tradução da gaúcha Candice Soldatelli, onde Peart expia os pecados e a tristeza da perda da filha de 19 anos e da mulher em um espaço de meses entre 1999 e 2000.

Em texto direito, mas com certa sofisticação, Peart narra a dor e a cura de uma forma tocante, enquanto consegue imprimir humor na viagem longa quen empreendeu pela América do Norte, de motocicleta, terminando no México.

Em relação ao Brasil, ele escreveu um belo texto nos encartes das edições de CD e DVD de "Rush in Rio", a passagem pelo país em 2002.

No entanto, foi em seu blog que ele narrou como se perdeu em Santa Catarina, de moto, em 2010, quando a banda Rush passou pela segunda vez pelo Brasil.

Essa situação foi narrada em detalhes no blog e relembrada aqui pelo UOL Entretenimento. Clique aqui e leia a epopeia de Neil Peart perdido em Santa Catarina, quando estava a camonho de Buenos Aires (Argentina) e Chile (Santiago).

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
Contato: contato@combaterock.com.br

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