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Exclusivo: veja o novo clipe do Armored Dawn no Combate Rock

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04/09/2019 06h00

Marcelo Moreira

Crescimento, mudança e autenticidade. Parecia que a banda paulistana Armored Dawn já tinha atingido o máximo que podia em meno de cinco anos de carreira, por mais que seus integrantes fossem músicos veteranos do rock brasileiro.

Dois álbuns elogiados bastaram para colocar o quinteto no topo de um mercado encolhido, mas significaram apenas o começo de uma nova era para o grupo.

"Ragnarok", a primeira música do terceiro álbum, que será lançado em outubro, é a maior prova de que, às vésperas da terceira década do século XXI, todo álbum e todo single é m recomeço.

O Combate Rock divulga hoje, com exclusividade, o clipe do novo álbum da banda, que será lançado oficialmente no dia 6 de setembro em meio a uma série de eventos.

É a maturidade de um projeto que começou de forma confiante, ainda que com muitas interrogações. E o que o Armored Dawn é hoje? Em que patamar está?

"Podemos dizer que atingimos o que sempre buscamos, que é o som autoral nosso", afirma o baterista Rodrigo Oliveira."'Ragnarok' é uma amostra do verdadeiro e autêntico som do Armored Dawn, que ficará explícito no próximo álbum."

Não se trata de renegar o que foi gravado e lançado. O músico apenas constata o que considera uma evolução natural de uma banda que nasceu forte e robusta, com um arcabouço consistente que a colocou entre as principais do heavy metal nacional.

Entretanto, Oliveira reconhece que houve uma necessidade de mudar alguns aspectos da música. Se o primeiro álbum, "Power of Warriors", ainda tinha cara de projeto, já que as músicas estavam prontas antes de o grupo ser formado oficialmente, o segundo, "Barbarians in Black", um trabalho superior, buscava o som e um conceito, por mais que a balada "Sail Away" tenha sido maciçamente divulgada nas redes sociais e em emissoras de rádio.

"Em algum momento teríamos de encontrar o ponto de equilíbrio e o som que nos caracterizasse, mesmo que o segundo álbum tenha tido uma resposta muito boa. O heavy metal mais melódico deu o tom daquele trabalho, mas sentíamos que precisávamos achar a sonoridade que nos deixasse confortável. Creio que conseguimos no novo álbum", diz Oliveira.

E o que mudou no som do Armored Dawn? Arranjos mais simples e um metal tradicional mais direto. O metal melódico continua lá, mas a música está mais pesada, mais reta, com uma simplicidade que surpreende quem se acostumou a escutar os dois álbuns anteriores.

Amored Dawn (FOTO: DU FIRMO/DIVULGAÇÃO)

Heros Trench,  guitarristado Korzus, é o produtor do álbum e tocou o baixo no novo álbum, substituindo o excelente Fernando Giovanetti. "Fernando é um monstro e adorei trabalhar com ele, foi um desafio acompanhar sua sonoridade única e repleta de virtuosismo. Com o Heros as coisas estão mais diferentes, mais sucintas e diretas, até porque ele tem uma cabeça de produtor, entende como a canção deve soar."

Havia quem tivesse identificado sonoridades mais progressivas em faixas mais antigas, o que talvez soe como heresia diante do power metal que sempre caracterizou o grupo. Até pode ser, mas o viés mais "tradicional" é o que deve predominar no som da banda a partir de agora.

O baterista afirma que uma amostra do que vem por aí poderá ser apreciada no Rockfest, festival que ocorre neste mês no Allianz Parque, em São Paulo, no da 21. "Com certeza colocaremos algumas músiscas novas no show. É um evento propício para isso, e as mudanças poderão ser idenificadas."

O Rockfest, aliás, é um tema controverso que acabou por gerar uma certa polêmica entre fãs de heavy metal no Brasil.

O Armored Dawn fará a abeertura do evento que contará também com Whitesnake, Scorpions, Helloween e Europe, em uma celebração do hard'n'heavy europeu – e a banda brasileira será, certamente, a mais pesdsada do evento.

"Não foi a primeira vez que nos acusaram de pagar para participar de eventos grandes. É algo que também atingiu o Doctor Pehabes e o Ego Kill Talent , que vai abrir para o Metallica em 2020", comenta Oliveira.

Para ele, o ódio ao sucesso que algumas bandas nacionais conseguem costuma não ser bem digerido por uma parcela de fãs, e isso ocorre de forma inexplicável.

"Já tocamos na Europa com o Saxon e outras bandas e fomos ovacionados em locais como Bulgária, onde jamais imaginávamos que teríamos fãs com nossas camisetas cantando nossas músicas. E aqui somos questionados por supostos desvios éticos. Tudo bem se muitos nos desprezam, ninguém é obrigado a gostar de nós, mas daí a achar que tudo é movido a jabá é injusto e revoltante. Ninguém se dá ao trabalho de ver como o Ego Kill Talent rala para fazer a banda acontecer. O mesmo digo de nossa banda, e do Korzus, onde eu toco também. Todo mundo acha que é só indicação e 'bons contatos' que fazem com que toquemos no Rockfest ou no Rock in Rio. Chega a ser desanimador em alguns aspectos, mas nunca o suficiente para nos derrubar", afirma o baterista.

Ao mesmo tempo em que encara uma maratona de shows e lançamentos com o Armored Dawn, Oliveira se prepara para engatar uma sequência com o Korzus, maravilhosa banda de death metal nacional que está a acaminho dos 40 anos de carreira.

Parece que vai faltar tempo pra descansar diante da maratona. "O Korzus deve lançar um single até o final do ano e CD de inéditas em 2020. Não estou conseguindo dormir direito e vai ser assim por muito termpo. E que assim seja!"

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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