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Combate Rock

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Hall & Oates brilham em show nostálgico e eficiente

Combate Rock

2015-06-20T19:06:54

15/06/2019 06h54

Nelson Souza Lima – especial para o Combate Rock

Daryl Hall e John Oates tocam em São Paulo (FOTO: NELSON SOUZA LIMA)

Foram quase 50 anos de espera, mas valeu a pena. Finalmente o duo norte-americano Daryl Hall e John Oates deu as caras em terras brasileiras pra mostrar sua usina de hits.
Embora a fase áurea da dupla tenha sido no final dos 70 e começo da década de 80 continuam a arregimentar fãs numa verdadeira confluência de gerações.
Isso ficou claro na última terça-feira, 11 de junho. Tocando para um Espaço das Américas praticamente lotado era possível observar um público incrivelmente heterogêneo.
Havia aqueles que acompanham os caras desde o começo da carreira até fãs mais novos que, muito provavelmente, foram influenciados pelos pais. Apesar de não lançar disco novo desde 2008 a música de Hall e Oates é atemporal e quem compareceu ao show estava mesmo a fim de ouvir os clássicos. 
Sua sonoridade mistura o pop ao rock, passando pelo blues, R&B, jazz e country, uma discografia robusta que vendeu mais de 40 milhões de cópias, rendeu estrela da calçada da fama em Hollywood, além de figurarem merecidamente no Hall da Fama do Rock.
Para aquecer o público o DJ Vadão, apresentador do programa Oxydance tocou grandes hits da década de 80 como Prince, George Michael, Earth, Wind and Fire e Dire Straits.
No telão também rolavam clipes caseiros das estrelas da noite.
Numa pontualidade de dar inveja a qualquer britânico às 21h30 as luzes apagam e nos telões um vídeo com efeitos de dial de rádio com trechos das músicas do duo criando o clima para imagens e luzes ensandecidas.
Uma coisa que é comum e praga nos shows, não importa a idade, são os celulares e, claro, prontos pra registrar tudo. A banda, competente por sinal, entrou um a um e quando Daryl Hall e John Oates entraram a plateia delirou.
Os rapazes, já não tão rapazes (Hall, 72 anos e Oates, 71 e bigode inconfundível) mandaram de cara "Maneater" e "Family Man", do disco H2O, de 1982. "Family Man" é um cover de Mike Oldfield, que deu o start num repertório de 15 canções tocadas em uma hora e quarenta minutos.
Os caras não são bobos e sabiam que o público queria mesmo era curtir os hits e não decepcionaram. Centraram o set list entre 1973 e 1984, período em que dominaram o planeta.
Foi uma sequência bem legal e dançante. Hall bastante simpático disse estar bem feliz e desejava uma noite de festa pra todos. Do álbum "Big Bam Boom", de 1984 mandaram "Out Of Touch, com direito a coro empolgado da galera, e "Method Of Modern Love".
A saborosa "Say It Isn't So", do "Rock and Soul Part 1", de 1983 veio em seguida. Fãs que estavam mais próximos da grade erguiam cartazes formando a frase "One On One", hit também do "H2O".
Foram devidamente atendidos. 
A seguir John Oates disse que iam tocar uma das mais belas músicas do rock and roll. E não mentiu ele mandou os primeiros acordes de "You'Ve Lost That Lovin' Feelin".
Canção extraordinária dos The Righteous Brothers e regravada por vários artistas como Elvis Presley e Johnny Rivers. Momento alto do show. Uma sequência setentista interessante veio com "She's Gone", do disco "Abandoned Luncheonette", de 1973,  "Sara Smile", de 1975 e "Is It a Star", do álbum "War Babies", de 1974.
"I Can't Go For That (No Can Do), lançada em 1981 no disco Private Eyes botou os fãs pra dançar. O baixo dessa música é muito swingado e muito bem tocado por Clark Jones. Aliás a banda é muito técnica e precisa. 
A primeira parte do show acabou por volta das 22h50. Agradeceram e saíram pro backstage. 
Voltam pra um encore de responsa. Mandaram duas do Voices lançado em 1980: "Kiss on My List" e "You Make My Dreams". "Rich Girl", mais uma da década de 70 e a clássica "Private Eyes". Pontualmente às 23h10 Daryl Hall, John Oates e banda deixaram o palco, jogaram palhetas, baquetas, saudaram os fãs pra ficar gravado na memória de todos um grande show.
Músicas
Maneater – H2O -1982
Family Man – H2O 1982
(Mike Oldfield cover)
Out of Touch – Big Bam Boom de 1984
Method of Modern Love – Big Bam Boom
Say It Isn't So – Rock and Soul Part 1 1983
One on One – H20 1982
You've Lost That Lovin' Feelin'
(The Righteous Brothers cover)
She's Gone – Abandoned Luncheonette – segundo disco dos caras de 1973
Sara Smile – álbum homônimo de 1975
Is It a Star – War Babies de 1974
I Can't Go for That (No Can Do) álbum Private Eyes de 1981
Encore:
Rich Girl – Bigger Than Both of us 1976
Kiss on My List – álbum Voices de 1980
Private Eyes – Private Eyes 1981

You Make My Dreams – Voices de 1980

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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