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Flogging Molly: uma festa punk movida a muita cerveja

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15/10/2018 06h40

Nelson Souza Lima – especial para o Combate Rock

Flogging Molly (FOTO NELSON SOUZA LIMA)

Haja cerveja pra aplacar a sede dos caras do Flogging Molly. E que seja Guinness, a qual eles têm incrível adoração. O grupo irlandês/norte-americano faz shows regados a doses cavalares de loiras geladas que são verdadeiras festas punk.

Quando estiveram por aqui em 2012 tocando no extinto Via Funchal deixaram uma ótima impressão e seu número de seguidores nesses seis anos só aumentou.

Então não foi surpresa que nessa nova passagem por terras tupiniquins para três apresentações em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro os shows fossem muito concorridos.

Conferi a apresentação que rolou em São Paulo no Carioca Club e o que vi foi de uma energia que só o Celtic Punk do Flogging Molly pode proporcionar.

O sexteto formado por Dave King (voz/guitarra), Bridget Regan (flautim/violino), Dennis Casey (guitarra), Matt Hensley (acordeom), Nathem Maxwell (baixo) e Mike Alonso (bateria) veio divulgar o novo álbum "Life Is Good" e posso dizer que por pouco não derrubou o Carioca Club.

A casa localizada em Pinheiros é de médio porte, mas que acomodou o público de boa que curtiu pra caramba com direito a muitas rodas de pogo e mosh que deixavam os seguranças em polvorosa. Mas todo mundo se divertiu de boa.

Quem abriu os trabalhos foi a campineira Rebels and Sinners que, assim como os anfitriões, traz uma sonoridade Irish Punk e Punk Celta. A banda que tá na estrada há cinco anos mostrou canções do disco estreante autotitulado lançado em 2017.

Com um set bacana e alto-astral mandaram "Day's Just Begun", "Hawl Away Joe" e "Mother Tree". Ficou bacanuda também a versão que fizeram para "Zombie", dos Cramberies. Destaque para a violinista Fernanda, que se sobressai pela altura, talento e beleza. Mas o restante da banda também manda bem.

Após a boa apresentação dos Rebels and Sinners aquela agitação de roadies e preparar o palco para o Flogging. E volta o som mecânico com Toy Dolls, Rancid, Dead Kennedys, entre outros.

Numa pontualidade britânica às 20h as luzes apagam, povão grita, celulares em punho e começa a festa, digo show. Dave King é um furacão no palco. O cara faz caras, bocas, agita a galera, além das muitas saudações ao público sempre com latas de cerveja na mão.

Revisitaram sua discografia, equilibrando bem todos os trabalhos. Mandaram numa sequência alucinante "(No More) Paddy's Lament de "Float", lançando em 2008, "The Hand of John L. Sullivan", do recente "Life is Good". Depois emendaram "Druken Lullabies", do disco de mesmo nome de 2002, "The Likes of You Again", do disco "Swagger", de 2000 e a própria "Swagger".

Dave King se comunica bastante não importa se o público tá entendo ou não. Mas a língua não foi impedimento para um ótimo show. Enalteceu o amor pela mãe, falecida há dois anos, o pai também já morto e a esposa, a violinista Bridget Regan, a qual elogiou como a mulher mais bonita, mais bonita do mundo.

O cara é mesmo boa praça. King ainda comentou sobre as eleições no Brasil que ocorreram no dia seguinte, sempre pedindo consciência e equilíbrio aos brasileiros.

Aplausos e louvação da galera, que aliás se divertiu como nunca, levando as mãos pra cima e gritando ole, ole, ole, Molly, Molly.

Por volta das 21h25 a banda encerrou com "Seven Deadly Sins", do disco "Whitin a mile of Home", de 2004.

Deixam o palco pra voltar em menos de um minuto. No encore "Crushed (Hostile Nations)" teve uma participação insana da plateia cantando junto We Will Rock You, do Queen.

"Salty Dog", foi a que encerrou definitivamente o show. Mas não acabou. Começou a rolar nas caixas de som a singela "Always look on bright side of life", da trupe de humor britânica Monty Python. A música que fecha o filme cult "A vida de Brian", se tornou uma instituição britânica sendo tocada até em funerais.

Dave King cantou junto com o público deixando o palco ovacionado. Mas tinha mais. Os simpáticos Denis Casey e Nathen Maxwell foram literalmente pros braços dos fãs. Casey foi carregado para em seguida tirar selfies e dar autógrafos. Maxwell também tirou fotos, distribuiu palhetas e autógrafos. Uma verdadeira festa punk.

Flogging Molly

SET LIST

Intro

(There's Nothing Left Pt. 1)

(No More) Paddy's Lament

The Hand of John L. Sullivan

Druken Lullabies

The Likes of You Again

Swagger

The Days we've Yet to Meet

Requiem for a Dying Song

Life in a Tenement Square

Float

The Spoken Wheel

(Dave dedicated it to his father)

Black Friday rule

Life is Good

Rebels of Sacred Heart

Devil's Dance Floor

If I Ever Leave This World Alive

What's left of the Flag

Seven Deadly Sins

Encore

Aretha Franklin Tribute

Crushed (Hostile Nations)

(with Queen's We Will Rock You)

Salty Dog

(Monty Python's Always look on the bright side of life)

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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