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Combate Rock

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O professor Marcos Ottaviano fala sobre blues e Blue Jeans

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16/06/2018 07h00

Eugênio Martins Júnior – do blog Mannish Blog

O professor Marcos Ottaviano é um dos guitarristas com a maior moral no universo brasileiro do blues. Não existem muitos caras que vivem de tocar guitarra por aí que já foram elogiados por BB King e Ron Wood.

Da segunda geração de músicos dedicados ao bom e velho som do Mississippi, pós-André Christovam e Blues Etílicos, integrou a lendária banda Blue Jeans a partir do começo dos anos 90, onde fez história ao lado de Junior Morenno e Andrei Ivanovic.

"Come Back Home", álbum da banda de 2007, é um dos melhores discos de blues gravados no Brasil. Produção caprichada e repertório impecável que mistura blues e soul music em composições próprias.

Conheci-os quando produzi um show do Magic Slim no Sesc Santos, em 2007, na Virada Cultural. O time contou ainda com o tecladista Adriano Grineberg. Blue Jeans no auge. Com Come Back Home na mão e o recém lançado DVD São Paulo Sessions, com Magic Slim, a lenda de Chicago. Dois momentos memoráveis do blues nacional.

Vamos falar de shuffle. E a porrada São Paulo Sessions é cheio deles. Gravado ao vivo, sem repetição de takes, o filme confirma ao que veio o blues de Chicago: uma tonelada de guitarra, no caso, Slim e Ottaviano + letras sacanas.
Após essa fase a banda se desfez por divergências entre os integrantes e Ottaviano continuou seu trecho.

Em 2010, lançou o álbum Marcos Ottaviano e Kiko Moura Project, mistura de blues com fusion que rendeu elogios da geral. Na mesma linha, em 2013 saiu Blood, Sweet & Electric, coletânea instrumental de gravações realizadas entre 1995 e 2010. E

m comemoração aos seus 20 anos de carreira, em 2010, lançou o livro Guitarra Blues, do Tradicional ao Moderno, fruto de anos de estudos e estrada.

Depois do bate papo, na sua sala de aula em uma das travessas da Teodoro Sampaio, aproveitei pra dar um rolê nas lojas de instrumentos perguntando aos vendedores mil coisas sem comprar nada. Não toco porra nenhuma. Só o terror.

Marcos Ottaviano (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/FACEBOOK)

Eugênio Martins Jr – Como foi o teu começo na música?
Marcos Otaviano – Aos 13 anos me interessei por guitarra após ouvir o Mark Knopfler naquela versão extendida de "Sultans of Swing", no programa "Som Pop", da TV Cultura. Comecei estudando sozinho e tirando os sons do vinil e fitas K7. Após alguns anos comprei o disco "Another Ticket", do Eric Clapton, com "I Can't Stand It," a baladona "Another Ticket" e aquela música do Muddy Waters, "Blow Wind Blow". Ouvi essa última e fiquei pensando que som era aquele. Um blues tradicional, 1, 4, 5, três acordes. Comecei o trabalho de pesquisa, olhar os créditos, a gente fazia isso naquela época. Aí vi lá, McKinley Morganfield. Quem é esse cara? Pô, Muddy Waters! E tinha o Clapton tocando blues. Até então era aquela coisa do rádio, Cocaine e I Shot The Sherif. Depois caí no primeiro disco do John Mayall and the Bluesbreakers, que também era com o Eric Clapton. Também tentando tirar as músicas de ouvido.

EM – Então o blues apareceu na tua vida de cara?
MO – Sim, foi uma sequência. Comprava um vinil e ficava muito tempo ouvindo o mesmo. Não tinha grana pra comprar outro. Ouvi muito BB King, Clapton e em seguida Duane Allman.

EM – Que guitarra você tinha nessa época?
MO – Uma Gianini Sonic, depois pulei pra uma Stratosonic que tenho até hoje. Depois comecei a ter aulas com o Wesley, o Cesar, no primeiro IG&T, onde passei rapidamente entre 86 e 87. Lá um amigo me indicou o Kiko Moura com quem fui estudar. Fiquei um ano com ele, mas era mais jazz e fusion e eu estava focado no blues. Continuei estudando sozinho. Mas o Kiko me deu uma fita de vídeo com um show do John Mayall e os Bluesbrakers nos anos 80, com o Mick Taylor na guitarra e Albert King, Buddy Guy, Sippie Wallace e Etta James como convidados. Foi quando vi todos pela primeira vez em vídeo. Pra você ver como era difícil.

EM – Eu sei. Estive nos anos 80.
MO – Pois é. Ficava vendo o Mick Taylor na slide e tentando fazer aquilo, até hoje passo o solo do Mick Taylor nas minhas aulas.

EM – Quando começou a tocar profissionalmente?
MO – Comecei direto, em 1990, na Companhia Paulista de Blues. Era o Marcelo Porto (voz), Jorge Lucena (bateria), que recentemente tocou e produziu a Malu Magalhães, Renato Gonçalves (baixo), depois o Cleber Alves, que iria tocar no Blues Jeans e o Guto Machado (guitarra). Formação com duas guitarras. Nessa época o blues em São Paulo bombava. Estava acontecendo muita coisa, shows para todos os lados. Dá saudade, porque era uma música nova. O festival de 1989 estava fresco ainda. O Marcelo ainda tem um VHS do show de 1990 no Ibirapuera, com a participação do Ed Motta, Blues Jeans e Kinsey Report, Magic Slim, Koko Taylor. Foi fantástico.

EM – Mas vocês não chegaram a gravar?
MO – A Companhia não. Mas em trinta anos de carreira foi o único momento que senti um movimento. Os jornais dando destaque. Chamando a gente de "blues boys", ou "a moda do verão". (risos). Em 1991 foi publicada uma matéria de capa, na Ilustrada, da Folha de S. Paulo, com a foto do Blue Jeans. Eu ainda não tocava nessa época, entrei em 93. Havia meia dúzia de bandas em São Paulo. Tentando tocar blues, né? (risos).

EM – Você tocou com o Celso Blues Boy em 1992, como foi essa experiência?
MO – A Companhia serviu de base para a banda do Celso. Era a banda dele em São Paulo. Eu e o Marcelo estávamos em um evento no Blue Note e o Celso foi pra lá depois de tocar em algum lugar aqui em São Paulo. Como ia rolar uma jam o Marcelo teve a ideia de chamar o Celso pra tocar. Ele estava tomando uma cerveja, pra variar, né? Ele mandou a gente fazer um som que qualquer coisa ele ia. (risos). Aí eu puxei aquele solo de slide do Mick Taylor que já havia tirado mil vezes em em seguida Sky is Crying. Nesse momento vi ele levantando e vindo na nossa direção, no meio da galera. O Marcelo gritou no microfone, CELSO BLUES BOY! Ele subiu lá e tocou umas quatro músicas. A casa pegou fogo, era uma puta noite quente de verão. Logo que a gente saiu do palco ele perguntou se a gente queria ser a banda dele em São Paulo. Ficou de mandar as músicas dele, mas eu já conhecia, sempre gostei do Celso e tinha os discos dele. Fizemos alguns shows aqui, eu, o Cléber e o Jorge Lucena. Foi demais. Eu cantava nos ensaios e ele nos shows. Tocamos no Sanja, Teatro Mars e viajávamos pelo interior. Depois que a banda parou, mas eu ainda toquei com o Celso no Rio, Circo Voador e outros. Era incrível como as pessoas gostavam dele no Rio. Era muito conhecido.

EM – O Circo Voador era a casa dele.
MO – Sempre conto pra todo mundo como foi inesquecível. Comecei em 1990 e em 92 já estava tocando com o Celso. Foi uma baita sorte estar no lugar certo. E também um choque, porque com dois anos de carreira, não tinha a experiência em tocar para duas mil pessoas no Circo Voador, aquele negócio lotava. E ainda ver e ouvir o Celso tocar alto, com o amplificador Fender, aquele som que vinha mesmo, né? (risos). Ele tinha uma puta presença.

EM – E o Blue Jeans?
MO – Foi na sequência. O Blue Jeans foi fundado em 1986 pelo Alan Marcus (guitarra e vocal), o Junior entrou depois. Eu estava aprendendo guitarra e via o Blue Jeans no programa do Kid Vinil, o "Boca Livre", ainda tenho isso gravado. Depois o Alan me contou que encontrou o Junior e o Andrei no interior, eles eram da banda Vultus, ou Banda da Esquina. O Junior entrou em 1990 quando o Blue Jeans ficou realmente conhecido. Já era uma puta pedreira, em formato power trio, com o Junior na bateria, vindo a cantar depois. Cantava pouco ainda. O frontman era o Alan. Então, o que aconteceu? Fazíamos jams, a Companhia e o Blue Jeans, no Aeroanta, num bar que tinha na Pompéia, e rolaram as afinidades. O Alan já era descolado, cantava mais, tinha inglês fluente, é filho de irlandês, tinha um bom equipamento e uma pegada mais Johnny Winter. Ele se dava muito bem com o pessoal do Blues Etílicos nessa época, faziam shows juntos. Então, pra mim foi um salto porque o Blues Jeans já era uma banda conhecida e respeitada. Era o Toninho Fonseca (baixo), Junior Moreno (bateria) e quando o Alan foi para os Estados Unidos me indicou.

EM – Então quando o Alan saiu você entrou? E o Junior começou a cantar?
MO – O Junior queria colocar um vocal, mas ele cantava bem e eu o convenci a cantar. No fim acabou tocando gaita também, ele é multi-instrumentista. Acabou virando o melhor baterista e vocalista do Brasil. Passaram-se dois anos e lançamos o primeiro disco, gravado no Estúdio Camerati, onde também gravou o Blues Etílicos. Foi lançado em 1996, no festival Nescafé & Blues, no Palace, que também não existe mais. Depois de passar pelo lançamento, fizemos o programa do Jô Soares e eu resolvi sair da banda. Brigas internas, aquelas coisas. Fui fazer carreira solo, gravar um disco, o "November 12 Sessions", e voltei para a banda em 2000. Me arrisquei nos vocais, mas depois nunca mais cantei. Mas foi bem aceito, acho que a maior matéria que fizeram comigo na imprensa depois da capa da Guitar Player. Bendita hora que voltei ao Blue Jeans, fizemos até 2010 tudo o que poderíamos fazer, rodamos o Brasil. Inclusive gravamos o Come Back Home em 2002, lançado no ano seguinte.

EM – Gostaria que falasse sobre o "Come Back Home". Gosto muito desse trabalho, porque além do blues ele tem uma pegada soul muito incomum para uma banda brasileira.
MO – Esse disco sempre foi muito elogiado. O Martin Salzman, que foi empresário do Buddy Guy e do Magic Slim, disse que a gente tinha a linguagem do blues por causa desse trabalho. Gravamos em 2002 e até hoje é um som atual. Tem balada que parece até pop, mas com qualidade, influenciou muita gente.

O Ricardo Coutinho, empresário de Campinas, já falecido, nos chamou para tocar, como você fez com a gente e o Magic Slim em 2007, mas na hora do jantar ele disse que não era empresário, disse que era fã da banda e que achava que a gente tinha de gravar e bancou o novo disco. E ainda disse que a gente poderia pagar como pudesse. Acabamos pagando pouca coisa do disco. Era virou um irmão e não era o que ele queria e nem precisava. Foi uma produção luxuosa, o Fontanetti que na época ele era sócio do Carlos Sander, tinha um equipamento de cair o queixo. Poucos estúdios em São Paulo tinham. Foram trezentas horas de gravação, não demorou porque a gente trabalhava duro, gravava todo dia. Foi um esmero, pensamos em fazer um disco pra gente gostar de ouvir depois.

O Flávio (Guimarães, gaitista do Blues Etílicos), gravou When the Music Stops, e já gostou de cara do resultado. Tinha letra do André Christovam, o Ari Borger gravou o Hammond, o Fender Rhodes. O Bocato fez arranjo de metais para Sing a Simple Song, olha o time. O Igor Prado, que na época era meu aluno, não tinha mais do que 20 anos, não tirava o disco do carro. Foi um trabalho que influenciou a galera. O Blue Jeans não é uma banda tradicional de blues, a gente sabia fazer Muddy Waters, Elmore James, mas tinha a coisa da composição própria que sempre foi o forte e as influências do rock e do que estava rolando no momento, a levada da música See The Future, do Júnior, foi inspirada em um disco recém lançado do John Scofield. A mente estava aberta para esses sons. O blues estava no nosso DNA, só que tínhamos essa visão. Ele abriu novas portas, as terças blues do Bourbon começou com a gente, fizemos aquela jam fantástica com o Ron Wood que elogiou a banda. É legal vir um cara de fora e nos elogiar em público.

EM – Fez o que o Muddy Waters fez com os Rolling Stones nos anos 60.
MO – Exatamente. Só que estamos no Brasil, se o Blue Jeans e outros músicos fantásticos de blues que foram elogiados morassem nos Estados Unidos e na Inglaterra não parariam mais de tocar. Pô, elogio do BB King dizendo que a gente era legal, o que mais você precisa? No Brasil não é suficiente, não vira nada. É uma cena restrita. Mas abrimos três shows do BB King, três shows do Buddy Guy.

EM – Depois disso tudo, como surgiu a ideia de gravar um DVD com Magic Slim e como foi a experiência? Eu levei esse show pra Santos, na Virada Cultural e ganhei o DVD naquela época.
MO – O Blue Jeans faria 20 anos em 2006. Decidimos fazer alguma coisa, porque ninguém, produtor, gravadora iria fazer nada. O Magic Slim havia gostado da gente quando nos conheceu no festival Natu Blues, em Curitiba, onde também tocaram o Coco Montoya e a Big Time Sarah com a gente. Ele encerrou a noite. Na sequência, o Cezar Castanho trouxe o Magic Slim pra tocar no Olympia e o Blue Jeans abriu os shows. Tocamos em trio e no começo foi interessante, ficaram um pouco descrentes com os moleques branquelos tocando blues. Mas quando começamos a tocar Who Knows, do Jimi Hendrix, com aquela formação diferente de palco, o Junior na ponta, o Andrei no meio e eu na outra ponta. O Júnior ficava de lado para o público, de costas para o backstage, então o público não via os caras da banda em pé, vendo a gente tocar. Quando acabou eles foram ao nosso camarim convidar para fazer uma jam no final. Mudou tudo. Eles viram que a nossa música era verdadeira.

Bom, lembrei de tudo isso e sugeri chamar o Magic Slim. O Martin Salzman fala português e, por indicação do André Christovam, havia trazido a Sarah pra tocar com a gente, então nos conhecia. Ele disse que o Magic havia gostado da gente e que iria perguntar a ele. Deu um tempo e ele ligou de volta dizendo que ele faria o DVD. Depois de tudo isso fui falar com um profissional que poderia viabilizar isso, o Sílvio Alemão. A ideia era gravar no teatro do Sesi da Paulista, mas não deu certo.

O Junior deu a ideia de fazer em estúdio por causa do recém lançado DVD do Clapton em homenagem ao Robert Johnson. Então fizemos no estúdio, foi uma coisa pioneira para o Brasil, uma sessão no estúdio. Foi feito na pressão, o Magic Slim mandou as músicas e disse que não ia repetir o take, que ia gravar tudo de primeira. Você vê que uma hora lá eu erro e ele me chama a atenção. Não teve esse negócio de escolher o melhor, foi um take pra cada música. Foi fantástico, um puta cara bom, não reclamava de nada. Aproveitamos a época pra viajar, fizemos interior de São Paulo, Rio Preto, Sesi na Paulista e Santos.

EM – Com quase 30 anos de carreira, qual a leitura que você faz sobre a cena brasileira de blues, levando em conta todos os esses anos de estrada?
MO – Dou aula desde 1991, nunca parei, mesmo com o Blue Jeans. Teve uma época que eu tocava em quatro bandas, com o Sérgio (Duarte), o Ari (Borger), Nasi, tudo ao mesmo tempo, mas o Blue Jeans era o principal. Acho que teve um crescimento de pessoas interessadas em tocar blues, tendo em vista que dou aula todos os dias, de segunda a sábado. Muita gente tocando bem. Principalmente guitarristas. O número de casas diminuiu. Mas havia o interesse em estar juntos, fazer jams, mesmo tendo a competição. Isso se perdeu. Não vejo mais acontecer. Os grandes festivais estão voltando e isso é legal para a cena. Antes havia os casas que só tocavam blues, hoje não existem mais, as casas tocam de tudo pra sobreviver. Mas eu entendo, enquanto tiver público eles tocam de tudo. Mas sinto falta de casas com programação organizada. Com o pessoal capacitado que tem por aí pra tocar blues a casa teria uma semana interia de programação fechada. Se houvesse cinco ou seis casas dessas a gente ia poder girar. Produtores desse estilo, que assuma uma banda, precisa gostar, né? Não existe esse pacote. Dou aula para gente jovem, meu livro está na quarta edição, é um livro segmentado, só blues, então existe o interesse.

EM – Olha, deixa eu te falar uma coisa sobre a produção. Eu abri uma produtora chamada Mannish Boy Produções, o nome é derivado do Mannish Blog, só para trabalhar com blues, jazz e MPB. E no começo, cheio de boas intenções, fiz contatos com muitos artistas de blues que não vou citar os nomes. Com alguns, conversei aqui em São Paulo. Outros foram até Santos conversar comigo no sentido de fazermos um acordo para eu só vender suas bandas nos festivais, circuito Sesc, Sesi, essas coisas. Mas o que aconteceu, do outro lado, quando o cara vendia o show, eu não fazia parte dessa venda. Aí ficou uma coisa estranha, porque eu gastava em telefone, tempo, viagens, fazia inúmeros contatos, e não é sempre que a gente vende, mas o trabalho está ali, e às vezes o artista era chamado devido ao meu contato, no Sesc, por exemplo, aconteceu muito isso, mas eles não me comunicavam. E sempre fui um cara honesto, nunca devi pra ninguém. E desafio qualquer um dizer o contrário. Isso é o outro lado da moeda.
MO – É, isso não pode acontecer. Parceria é de mão dupla.

EM – Você afirmou que está dando mais aula e tocando menos. Não sente vontade de ter uma banda com o trabalho próprio? Não há a possibildade da volta do Blue Jeans que é uma banda referência ?
MO – Sim, sinto saudade, porque toquei tudo o que queria tocar na banda. O Andrei participou do disco que gravei com o Kiko Moura. Disco de música instrumental elogiadíssimo pelo Roberto Menescal. Tentamos voltar, mas acabou não rolando. Quem sabe uma hora. Nem que seja uma série de shows. Não sei. Mas me interessa fazer, sim.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

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O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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