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Agora é a vez do Lynyrd Skynyrd anunciar a sua turnê de despedida

Combate Rock

26/01/2018 17h00

Marcelo Moreira

Foto: Clay Patrick McBride/Divulgação

A banda mais azarada do mundo, mas também uma das mais queridas. O Lynyrd Skynyrd, ao lado dos Allman Brothers, é a própria personificação do southern rock, mas carrega também a sina de um grupo assolado por tragédias.

Depois de quase 50 anos de carreira, o Lynyrd caminha para o fim: é outra banda que anunciou a sua turnê de despedida em 2018.

Não é coincidência que o anúncio apareça três meses depois que o grupo cancelou sua participação no Solid Rock, festival de classic rock ocorrido em dezembro, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba encabeçado pelo Deep Purple.

À época, um comunicado oficial justificou uma grave doença da filha do vocalista, Johnny Van Zandt, para o cancelamento do show, naquela que seria a segunda visita da banda ao Brasil.

Com o prestígio recuperado a partir de 1988, quando retomou as atividades, o Lynyrd Skynyrd sempre foi sinônimo de diversão garantida e showzaço.

Com um som mais pesado do que o Allman Brothers, também apostava nas longas jams e na mescla certeira de blues e rock'n'roll. Cresceu tanto que se tornou uma das maiores banda do mundo entre 1975 e 1977.

E o ano de 1977 foi fatídico, com o acidente aéreo que matou o vocalista Ronnie Van Zandt, o guitarrista Steve Gaines e sua irmã, a Cassie Gaines, que fazia vocais de apoio, além de deixar quase todos os outros integrantes da banda feridos.

Sem possibilidades de continuar, os sobreviventes tentaram outros caminhos, como o guitarrista Gary Rossington, que engatou uma bem-sucedida carreira solo. Outros foram assolados por acidentes e tragédias pessoais, como o guitarrista Allen Collins, que morreu em 1990.

Rossington queria deixar para trás o Lynyrd Skynyrd, mas não resistiu aos apelos de Johnny Van Zandt, o irmão mais novo do vocalista morto, e a banda ressurgiu em 1988.

O que muitos qualificavam como uma banda zumbi logo retomou os trilhos e recuperou o prestígio, embora sem o mesmo brilho dos anos 70. Faz um grande show, só que longe da energia e da força que manteve nos seus dois anos de auge.

Lynyrd Skynyrd fez parte das páginas mais gloriosas do rock norte-americano setentista e anuncia que vai parar quase ao mesmo tempo que Slayer, Rush e Elton John, quase todos beirando ou ultrapassando os 70 anos.

Na bolsas de apostas, há quem coloque suas fichas no próximo anúncio de turnê de despedida – os Rolling Stones. Aposta arriscadíssima, diga-se de passagem.

 

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

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O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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