Combate Rock

Meninas em fúria: o metal envolvente de Shadowside e Vandroya

Combate Rock

19/01/2018 07h03

Marcelo Moreira      

As meninas furiosas dominaram vários cenários musicais desde 2014 no rock, com especial destaque para o Arch Enemy, no exterior – banda sueca de thrash/death que tem como cantora canadense Alissa White-Gluz – e, no Brasil, o trio Nervosa e o quarteto Torture Squad (com a cantora Mayara Puertas). Os vocais são extremos e agressivos, surpreendendo bastante os desavisados.

Só que duas bandas brasileiras com mulheres cantando decidira fugir da tendência a acertaram em seus mais recentes trabalhos, as paulistas Shadowside e Vandroya.

A santista Shadowside tem á frente Dani Nolden e já tem mais de dez anos de estrada. “Shades of Humanity” é o quarto álbum do grupo, o segundo gravado na Suécia – e o primeiro com ótimo baixista Magnus Rosen, sueco que por muito tempo tocou no Hammerfall.

Foram seis anos sem lançar nada. “Inner Monster Out”, de 2011, também foi gravado na Suécia e teve uma constelação de convidados europeus tocando e cantando. Era um metal mais agressivo e moderno, com os vocais de Dani deliberadamente mais crus e na frente, tomando conta de tudo.

O novo disco tem algumas mudanças nem tão sutis. Predominam o heavy tradicional e o melódico, com um trabalho muito bom de Rosen, que empurrou a guitarra de Raphael Mattos para cima e para frente. Estas estão mais trabalhadas e Mattos abusa nos solos velozes e quentes.

Com a mudança, o baterista Fabio Buitvidas conseguiu adicionar novos elementos ao seu desempenho peculiar. Veloz e preciso, expandiu suas possibilidades e deixou mais evidente sua técnica apurada, principalmente na ótima faixa “Unreality”, uma composição de Rosen de Andy La Rocque, da banda de King Diamond.

Mais homogêneo do que o anterior, abre com uma porrada, “The Fall”, muito pesada, que é seguida por “Beast Inside”, a melhor do disco. Quase todas as faixas não ultrapassam os quatro minutos, dando aquela sensação de urgência que as composições pedem.

Outros destaques deste CD muito bom são a pesada “Alive”, a política e rápida “Whaf If” e as intensas “Make My Fate” e “Stream of Shame”, recheadas com letras mais fortes e polêmicas, envolvendo temas como aborto, violência contra a mulher e atentados contra o meio ambiente.

Do interior de São Paulo, de Bariri, a Vandroya chamou a atenção por retomar a trilha de bandas europeias mais melódicas, como o Stratovarius e Sonata Arctica, ambas da Finlândia.

Quem canta é Daísa Munhoz, uma das vozes mais espetaculares do metal nacional – não é à toa que é uma das titulares do projeto Soulspell, do baterista Heleno do Vale.

“Beyond the Human Mind” foi lançado em 2017 e traz uma sequência de faixas na medida para a voz da moça, que se adapta bem tanto nas canções mais velozes como naquelas mais cadenciadas, bem ao estilo do metal tradicional. Daísa brilha até mesmo nas duas baladas que estão disco, que destoam um pouco do conjunto.

Oscilando entre o prog metal e power metal, o Vandroya oferece boas ideias e estruturas musicais interessantes, embora soem repetitivas em algumas músicas.

Se as baladas “Last Breath” e “If I Forgive Myself”, com acento pop, destoaram, embora não sejam ruins, o restante formou uma base homogênea que agradou, especialmente as contundentes “I’m Alive” e “Time After Time”. Já em “The Path to the Endless Fall”, a melhor do álbum, é show de energia e de explosão de guitarras.

Vandroya ainda não tem a maturidade da Shadowside, mas mostra grande potencial para conseguir resultados muito melhores.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
Contato: contato@combaterock.com.br

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Notas roqueiras: Vader, Falls of Silence, Intruder Tattoo...

– Desde que apareceu no cenário com “The Ultimate Incantation” (1992), o grupo polonês Vader passou de revelação para referência no death metal. Atualmente, o fundador e o vocalista Piotr “Peter” Wiwczarek, acompanhado por Marek “Spider” Paj?k (guitarra), Tomasz “Hal” Halicki (baixo) e James Stewart (bateria) divulgam não só faixas recentes do álbum “The Empire” (2016). O repertório do show “The Ultimate Incantation - 25 Years of Chaos”, que ocorrerá no dia 19 de maio no Manifesto Bar, em São Paulo, contemplará clássicos de toda a discografia. “Acredito que a melhor promoção é convidar alguém para nos ver ao vivo. Lá você ouve uma mistura de músicas de todas as décadas. É o melhor convite para conhecer o nosso império!”, declarou Peter em entrevista à revista Roadie Crew. O mais recente lançamento é a coletânea “Dark Age” (2017), que traz a regravação de faixas do debut, “The Ultimate Incantation”. Faixas como “Testimony”, One Step to Salvation”, “Demon’s Wind” and “Breath Of Centuries” foram registradas em novembro do ano passado, enquanto “Dark Age”, “Vicious Circle”, “The Crucified Ones”, “Final Massacre”, “Chaos” e “Reign-Carrion”, gravadas nas sessões para “XXV” (2008), foram remixadas e remasterizadas, algumas com novos vocais de Peter. Além do death metal, seja a vertente clássica ou a mais brutal, o Vader também caminha pelos lados do metal tradicional, speed e thrash. “Somos fãs de heavy metal e começamos com bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Saxon, Accept etc.”, afirmou Peter, que estará pela sexta vez tocando para os fãs brasileiros.

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