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Morre Fats Domino, pioneiro do rock e, talvez, o mais talentoso

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25/10/2017 15h54

Marcelo Moreira

Fats Domino (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Muitos críticos norte-americanos dizem que, entre os precursores do rock, ele era o mais talentoso. Pianista e multi-instrumentista, Fats Domino dominava o palco como ninguém e teve a importância como compositor reconhecida por todos os gigantes que fizeram do rock que vieram em seguida.

Praticamente o último dos pioneiros que ainda estava vivo, Domino morreu nesta quarta-feira (25) aos 89 anos. De acordo com o jornal britânico "The Guardian", o artista morreu de causas naturais.

Ao longo de cinco décadas de carreira, Fats Domino vendeu mais de 65 milhões de discos durante suas cinco décadas de carreira.

Conhecido por músicas como "Ain't that a shame", "I'm walking", "Blueberry hill" e "I'm walking to New Orleans", Domino foi um dos artistas mais influentes das décadas de 1950 e 1960, que marcou a popularização do gênero.

Seu single de estreia, "The Fat Man", de 1949, é tido como uma das primeiras gravações de rock de todos os tempos. Foi o primeiro single do estilo a vender 1 milhão de cópias, chegando ao número 2 nas paradas de R&B.

Além disso, Domino foi um dos primeiros músicos de R&B e blues a fazer sucesso entre o público branco, ainda nos anos 1950.

O obituário da BBC cita que, em um de seus shows em Las Vegas, Elvis Presley se referiu a Domino da seguinte forma: "Este senhor foi uma influência enorme para mim quando comecei".

Já Paul McCartney teria dito que a música "Lady Madonna", dos Beatles, é inspirada no estilo de Domino. Aliás, nem precisava dizer, pois o fato é nítido – parece até que foi composta pelo norte-americano.

Em 1986, Fats Domino ganhou um Grammy pelo conjunto da obra. No mesmo ano, foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame. Em 1998, na Casa Branca, recebeu a Medalha Nacional de Artes das mãos do então presidente americano, Bill Clinton.

Modesto, gentil e generoso, Fats Domino nunca teve o reconhecimento que merecia, muito menos a fama. Nunca se ressentiu disso, mas imaginava que um dia as coisas mudariam. Parece que vão mudar, mas precisou morrer para que muita gente pudesse conhecê-lo e reconhecê-lo como um dos maiores de todos.

* Com informações de agências internacionais

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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