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Kiko Loureiro brilha em clipe do Megadeth para ‘Conquer or Die’
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Flavio Leonel – do site Roque Reverso

Megadeth, agora sem o baterista Chris Adler (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Megadeth, agora sem o baterista Chris Adler (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Sem muito alarde, o Megadeth liberou no YouTube no dia 24 de setembro o clipe da faixa “Conquer Or Die”. A música é instrumental e uma das melhores do ótimo disco “Dystopia”, elogiado por crítica e público.

O clipe traz o Megadeth ao vivo e o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro brilhando, já que boa parte das cenas traz o músico em performances grandiosas na guitarra e no violão.

Outro detalhe do vídeo que não passa batido são imagens captadas do ótimo show que a banda fez em São Paulo no Espaço das Américas em agosto.

Quem conhece a casa, consegue reconhecer facilmente alguns pontos do local, especialmente quando as cenas mostram o público e os telões ao fundo, do lado oposto do palco; ou ainda algumas cenas filmadas do Mezanino.

Os fãs do Megadeth não podem reclamar de clipes relacionados ao “Dystopia”. O álbum já gerou clipes dafaixa-título e das músicas “The Threat Is Real” e “Post American World“.

O disco fez sucesso entre crítica e público justamente por trazer o Megadeth novamente com jeitão de Megadeth. O trabalho traz o grupo com o peso e a melodia características que fizeram a banda de thrash metal se tornar uma das maiores do heavy metal.

“Dystopia” tem marca uma fase de grande mudança no Megadeth. É o primeiro disco com Kiko Loureiro, quesubstituiu Chris Broderick, depois que este e o competente baterista Shawn Drover anunciaram uma saída surpreendente em novembro de 2014 da banda.

“Conquer Or Die” está entre as melhores faixas do disco. Talvez, fique atrás apenas de “Poisonous Shadows” e de “Post American World”, mas já merece elogios pela coragem do Megadeth de trazer algo instrumental.


Notas roqueiras: King of Bones, One Arm Away, Golpe de Estado…
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Da equipe Combate Rock

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– Mais que lançar o segundo álbum, o King Of Bones consolida sua identidade musical em ''Don't Mess With The King''. Júlio Federici (vocal), Rene Matela (guitarra), Rafael Vitor (baixo), Renato Nassif (bateria), que estrearam há três anos com ''We Are The Law'', passaram de promessa a realidade. ''A expectativa não poderia ser maior nessa fase. Consolidamos nosso estilo musical com uma identidade forte nesse segundo álbum e isso cativou quem já no conhecia e, principalmente, um público novo'', analisou o guitarrista Rene Matela. O material contou com produção a cargo de Henrique Baboom e a arte de capa ficou por conta de Gustavo Sazes, figuras de renome no cenário nacional e internacional. ''Baboom soube entender bem o nosso trabalho e tirar o nosso melhor. Após alguns anos juntos, principalmente depois de muita estrada proporcionada pelo 'We Are The Law', passamos a nos conhecer melhor musicalmente e pessoalmente'', revelou o vocalista Júlio Federici. ''Antes de começar as composições de 'Don't Mess With The King', sabíamos exatamente a sonoridade que queríamos atingir. O King Of Bones hoje já tem sua identidade e podemos dizer que estamos sólidos para enfrentar o que vem pela frente'', acrescentou. O grupo agora se prepara para realizar apresentações na Argentina, o que gera uma grande expectativa. ''É uma responsabilidade grande, sabendo que é um país que tem tradição no Rock/Metal, tendo medalhões como Rata Blanca e Watchmen. Preparamos um excelente repertório e show para que o público da Argentina possa nos receber de maneira calorosa assim como iremos fazer com eles'', adianta Matela.

– A banda One Arm Away, que conta com os músicos Antonio Araújo (Guitarra e Voz), Felipe Andreoli (Baixo), Rodrigo Fantoni (Guitarra) e Edu Garcia (Bateria), acaba de lançar o seu primeiro vídeo clipe produzido pelo renomado film maker Marcelo Borelli. A música escolhida para o vídeo foi a inédita ''Dead Eyes'', e o local da filmagem foi a fábrica de cimento abandonada de Perús (SP), com um cenário no melhor estilo ''Chernobyl''. A data escolhida para o lançamento é especial, como explica o guitarrista e vocalista Antonio: ''Demorou bastante tempo para que eu pudesse tirar o projeto dessa banda do papel e trazer para vida. Primeiramente agradeço aos meus queridos amigos Felipe, Edu e Rodrigo por acreditar nesse trabalho com tanto carinho, apesar do pouco tempo livre de que todos dispõem. Mas acreditamos que se trata de um trabalho especial… E eu não poderia imaginar um primeiro passo mais legal do que esse vídeo fantástico que o Borelli produziu. Nesse dia mais que especial, 20 de setembro de 2016, data do primeiro aniversário da minha filha Maria, começaremos a escrever essa história. E a participação de todos vocês é absolutamente essencial!'' O clipe divulga o primeiro single do álbum debut intitulado ''Carpe Ludus'', que estará disponível para download gratuito no site oficial da banda ( www.onearmaway.com) a partir de outubro. Veja o clipe: https://www.youtube.com/watch?v=j-Uvux30b-k​.

O Golpe de Estado fará no dia 23 de outubro um show especial com a presenta do ex-vocalista Catalau. Além dele, outro grande nome da nossa cena musical que acaba de confirmar presença, é o guitarrista Luiz Carlini (ex-Tutti Frutti, ex-Camisa de Vênus, etc). A casa escolhida para abrigar essa grande festa é a Clash Club, na região da Barra Funda.
Batizado Luiz Sérgio Carlini, ele foi um dos fundadores – junto com Lee Marcucci e Emilson Colantonio – compositor e líder da banda Tutti Frutti, que durante os anos 70 gravou e tocou com Rita Lee, compondo e participando das gravações de alguns dos maiores sucessos da cantora, como “Esse Tal de Roque Enrow”, “Agora Só Falta Você”, “Corista de Rock” e “Ovelha Negra”, que tem em seu final o mais popular solo da carreira do guitarrista. Nos anos 90, ele foi o guitarrista solo do Camisa de Vênus. Carlini já participou de mais de 400 discos de cantores e músicos diversos, como Barão Vermelho, Titãs, Marcelo Nova, Supla, Erasmo Carlos e Lobão. Portanto, sua participação, só tem a abrilhantar nesse show de São Paulo.

Serviço:

Golpe de Estado – Show de 30 anos em SP, com a participação especial de Catalau e Luiz Carlini
Dia: 23/10 (Domingo)
Horário: 19h
Local: Clash Club (Rua Barra Funda, 969, Barra Funda – próximo ao terminal da Barra Funda)
Ingressos:
Pista: Estudante/ Promocional: R$40,00, Camarote: R$ 60,00


30 anos sem Cliff Burton, o genial baixista do Metallica
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Marcelo Moreira

O baixista Cliff Burton, do Metallica, foi um gênio? A maioria das reportagens e livros sobre o músico diz que sim, com toneladas de argumentos, mas sem concluir a questão. E mais um livro recente sobre assunto comete o mesmo ''erro'' de endeusar e reforçar o mito, mas deixando a conclusão para o leitor, embora com fortes insinuações. Mas isso importa?

A transformação de Burton em lenda tem razão de ser, e em especial no ano do 30º aniversário da morte do baixista. Seu desaparecimento precoce, em setembro de 1986, reforço a mitificação, mas a personalidade instigante e a autenticidade de seu comportamento se encarregaram de elevá-lo a uma posição invejada por qualquer artista.

A lembrança da data, certamente, vai suscitar uma série de discussões a respeito do Metallica e da qualidade que o mestre das quatro cordas imprimiu ao som da banda, e vem a calhar que esteja prevista uma reedição do livro ''Cliff Burton – A Vida e a Morte do Baixista do Metallica'', lançada no Brasil pela Editora Gutemberg.

O autor é o jornalista inglês Joel McIver, talvez o mais importante biógrafo recente do rock, ao lado de outro inglês, o competente e polêmico Wall. McIver escrever o o bom ''Sabbath Bloody Sabbath'', sobre o Black Sabbath, e ajudou Max Cavalera a editar sua autobiografia.

Fascinado pelos bastidores do rock e pela forma como os artistas criam suas obras, o autor compilou uma série de informações a respeito de milhares de roqueiros, e se tornou um fonte respeitada no meio, principalmente entre os músicos. E o livro agora lançado no Brasil tem uma grande qualidade: a honestidade.

Era para ser uma biografia, mas McIver não conseguiu deixar de lado sua paixão pelo Metallica e sua amizade grande com integrantes da banda e seus empresários. Ele não conheceu Burton, mas é amigo de quase todos que conheceram o baixista. diante do dilema, optou por uma saída jornalística inteligente: transformou a biografia que pretendia fazer em um perfil biográfico, algo mais assemelhado a ma grande reportagem. os rigores necessários de um biógrafo deram lugar a uma extensa agenda de entrevistas. O resultado é muito bom.

Com a mudança de planos, o foco passou a ser Cliff com o Metallica. Sua vida antes da banda merece apenas dois capítulos, com informações básicas sobre seu cotidiano, seus pais, as duas namoradas de verdade e os professores de música, além de apresentar alguns dos melhores amigos.

Cliff Burton na época em que tocava com o Metallica 9FOTO: DIVULGAÇÃO0

Cliff Burton na época em que tocava com o Metallica 9FOTO: DIVULGAÇÃO0

A partir de então entram em cena todos os personagens que ajudaram Cliff Burton a trilhar um caminho importante dentro da história do Metallica e da música pesada. Releve a insistência do autor em reforçar de tempos em tempos o quanto Burton era genial, legal, bacana, diferente, inteligente e decidido, com opiniões firmes, apesar da timidez e da discrição – o autor jura que procurou bastante, mas não encontrou quem falasse mal do baixista.

Mesmo com essa aparente forçação de barra, o Cliff Burton que emerge do texto é o de um músico diferente, totalmente consciente do seu papel artístico e da completa necessidade de inovar e avançar sempre – daí a sua obsessão por treinos, aulas e ensaios, seja em casa ou em turnê, fazendo questão de praticar por mais de quatro horas todos os dias, quando não havia shows e nas férias.

Tranquilo, sossegado e passando a impressão de ser mais maduro e bem resolvido pára a pouca idade, Burton destoava do padrão do ''metaleiro maluco bêbado drogado que zoava e quebrava tudo''. Ele gostava de uma baderna, enchia a cara quase sempre e adorava fumar maconha, mas sempre se distanciava do animalismo infantil e destrutivo de Lars Ulrich (bateria), Dave Mustaine e James Hetfield (ambos guitarra e vocais), seus companheiros de Metallica a partir de 1982.

Avesso à fama e ao estrelismo – brigou com a mãe por telefone uma vez por ter sido chamado por ela de ''estrela de rock'' -, não curtia os bastidores de farra e maluquice das turnês dos anos 80. Sofria por ficar muito tempo fora de casa – morou a vida inteira no apartamento dos pais – e longe da namorada, Corinne Lynn. Apreciava literatura, boa gastronomia, artes plásticas, jazz, música erudita e blues. mente aberta, ajudou a moldar o som pesado e agressivo, mas complexo e cheio de nuances, do Metallica.

A quantidade enorme de entrevistas e de material pesquisado permitiu a Joel McIver estabelecer, de forma mais prática, de que maneira Burton influenciou decisivamente o som Metallica e, em relação ao baixo, o som heavy metal. São professores e músicos contemporâneos e discípulos explicando tecnicamente o porquê de Cliff ter influenciado todo mundo, o que efetivamente ele criou, inovou ou remodelou.

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Fica claro que ele era um músico talentosíssimo e muito criativo, e que se tornou uma referência do instrumento em todos os gêneros, sendo comparado por especialistas aos gigantes do baixo na história, como Victor Wooten, Stanley Clarke, John Entwistle (The Who), Ron Carter e Jaco Pastorius.

Exagero? Aparentemente sim, mas essa impressão se esvai à medida que os depoimentos de gente importante da música dá depoimentos a respeito do baixista do Metallica: o cara foi um monstro, tão importante para o metal quando Hendrix e Entwistle foram para o rock no geral e Pastorius e Carter foram para o jazz.

Um diferencial da obra é o capítulo que descreve a morte de Cliff, em 27 de setembro de 1986, em um acidente com o ônibus da banda no sul da Suécia. Com relatos detalhados de jornalistas que estiveram no local e com depoimentos de autoridades policiais, bem como extensas entrevistas com os roadies e pessoal do empresariamento que estavam no ônibus, McIver compõe um quadro preciso da tragédia, da repercussão e de suas consequências.

A opção pelo perfil biográfico e foco na vida dentro do Metallica foram decisões acertadas, tornando a obra mais leve, mais informativa e jornalística, de fácil leitra – as informações técnicas sobre baixo e modo de tocar e técnicas podem ser um estorvo para quem não é músico, mas só até certo ponto. É um relato preciso e dinâmico sobre uma das figuras mais interessantes e diferentes do rock.

 


Metallica libera clipe da faixa ‘Moth Into Flame’
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Flavio Leonel – do site Roque Reverso

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O Metallica liberou nesta segunda-feira (26), mais um clipe relacionado ao novo álbum previsto para novembro. “Moth Into Flame” é o nome da música e a constatação é inevitável: é um petardo que vai animar os fãs da banda em relação ao disco “Hardwired… To Self-Destruct”,  que está para chegar no último bimestre de 2016.

Com riffs matadores, muito peso e um refrão que tende a ficar grudado na cabeça (“Sold your soul/Built a higher wall/Yesterday/Now you’re thrown away”), a canção traz o Metallica muito vivo.

A percepção já havia surgido em agosto, quando a banda liberou o clipe de “Hardwired” e trouxe todas as informações do novo álbum.

Vale destacar que, em “Moth Into Flame”, a impressão é de algo ainda mais forte e contagiante, especialmente para quem gosta de um bom thrash metal no estilo que a banda começou a resgatar desde o disco “Death Magnetic”, de 2008.

A  direção do clipe é de Tom Kirk. A direção de fotografia é de Josh Blackman, a edição é de Nick Cortes e a produção é de Hesper Lucent.

O vídeo não traz maiores frescuras e mostra o que o fã de heavy metal mais gosta: ver o grupo executando a música.

O disco “Hardwired… To Self-Destruct” vai ser lançado oficialmente no dia 18 de novembro. Serão 12 músicas num total de 80 minutos de duração. Elas serão distribuídas num disco duplo que terá vários formatos para agradar os fãs, como vinil, download digital, além de uma versão de luxo.

Essa versão de luxo virá com riffs que foram a origem do álbum. Também incluirá a música “Lords of Summer”, que foi apresentada aos fãs em 2014 e que o público brasileiro teve a oportunidade de conhecer ao vivo na turnê “Metallica By Request”, que passou por São Paulo naquele mesmo ano.

A produção de “Hardwired… To Self-Destruct” é de Greg Fidelman, o mesmo que produziu o polêmico “Lulu”, projeto de Lou Reed que contou com o Metallica como parceiro.

Será o décimo disco do Metallica sozinho e sucederá “Death Magnetic”, de 2008. No comunicado que trouxe as informações do novo álbum, a banda considera, porém, “Hardwired… To Self-Destruct” como seu 11º trabalho de estúdio, levando em conta, portanto, “Lulu” como o décimo disco.

Tags : Metallica


Notas roqueiras: Vintage Caravan, Silver Mammoth, Chalk Outlines…
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Da equipe Combate Rock

Vintage Caravan (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Vintage Caravan (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Brasil e Argentina são destinos entre as últimas semanas deste mês e as primeiras de outubro do The Vintage Caravan, da Islândia, já mundialmente reconhecido como grupo que – em menos de uma década e três álbuns lançados, com uma mistura de stoner rock com nuances progressivas, psicodélicas, do hard rock e do blues. O power trio formado por Óskar Logi (vocal e guitarra), Alexander Örn (baixo) e Stefán Ari (bateria) aterrissa na América do Sul para diversos shows, oito já confirmados. Apesar da aura saudosista principalmente dos dois primeiros álbuns, o auto intitulado Vintage Caravan (2011) e Voyage (2012), a música deste trio islandês é rebuscada por produção moderna, muito clara em Arrival (2015), um álbum maduro, repleto de canções geniais. O terceiro e mais recente disco, assim como o antecessor, tem a chancela da Nuclear Blast, que prova o quanto rapidamente cresceram musicalmente e hoje fazer valer o status de banda do primeiro escalão do rock mundial. A turnê começa dia 29 deste mês em Porto Alegre (Riff.e), passa por Goiânia (República) no dia 30 e segue para Belo Horizonte (Stonehenge Rock Bar) em 2 de outubro, antes do show na Argentina (Buenos Aires, no Uniclub), agendado para o dia 5. De volta ao Brasil, o The Vintage Caravan toca em Curitiba (John Bull Pub) no dia 6, em São Paulo (SESC Belenzinho) no dia 8, Rio de Janeiro (La Esquina) dia 9 e encerra a primeira passagem pela América do Sul em Florianópolis (Célula Showcase), no dia 11.

– A banda paulista Silver Mammoth confirmou que entrará em estúdio, ainda no segundo semestre de 2016, para a gravação de dois singles inéditos, que farão parte do seu próximo álbum, a ser lançado em 2017. O material será lançado no formato digital, com distribuição mundial conduzida pela Onerpm. Em paralelo, o grupo continua o processo de agendamento de datas para os shows da sua turnê em suporte ao referido trabalho. “Mindlomania”, terceiro álbum da banda, foi lançado no segundo semestre de 2015, através da MS Metal Records, com distribuição da Voice Music.

 Chalk Outlines escolheu um dos cenários mais agregadores de conversas e situações aleatórias para rodar seu novo clipe: a cozinha. “Yellow Lights and Yellow Lines” é todo ambientado no cômodo da casa do guitarrista Pudim e é praticamente um personagem por si só. É lá onde a banda passa momentos sóbrios, alcoolizados, místicos e
famintos. veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=oZ_SshflGsU. O quarteto é formado por Bruno Palma (guitarra e voz), Erick Barros (guitarra), Eduardo Zampolo (baixo) e Samuel Malentacchi (bateria), e sabe medir os toques de indie rock com música e cultura pop. O Chalk já tinha mostrado bom gosto para fazer vídeos e tem apostado em lançar singles.


Joe Perry mira Steven Tyler em biografia, e faz bom relato sobre o rock
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Combate Rock

Marcelo Moreira

Joe Perry (FOTO: DIIVULGAÇÃO)

Joe Perry (FOTO: DIIVULGAÇÃO)

O menino feioso, que adorava água e natureza – e detestava estudar – até que se deu bem. Nem tanto quanto um dos ídolos, o guitarrista Eric Clapton, mas Anthony Joseph Pereira não pode reclamar.

Nem de longe tem o talento do ídolo na guitarra e para escrever, mas Joe Perry (o menino feioso) nem precisou chegar a tanto para se tornar um dos astros de rock mais bem-sucedidos da história como integrante do Aerosmith, banda que ajudou a fundar com o amigo baixista Tom Hamilton em 1970, no interior de Massachussets, no nordeste dos Estados Unidos.

Perry é o autor de uma surpreendente autobiografia recém-lançada no Brasil pela editora Benvirá, bem a tempo de aproveitar a vinda de banda para shows por aqui no final de deste ano.

Em parceria com o jornalista e escritor David Ritz, ''Rock – Minha Vida Dentro e Fora do Aerosmith'' está bem longe de ser um marco estilístico dentro da literatura roqueira, mas chama a atenção justamente por isso: sem arroubos literários e sem a pretensão de estabelecer parâmetros dentro do estilo, como ocorreu com a autobiografia de Clapton, a obra entrega o que promete.

A leitura é fácil e a narrativa é cronológica. Perry acerta ao não dar muito espaço para sua vida pré-Aerosmith – afinal, o que interessa é a sua presença na banda.

Ele é sucinto a respeito de sua infância feliz de classe média em uma cidade de Massachussets, de sua juventude igualmente feliz com tempo de curtir a natureza e as águas do lago Sunapee, como aprendeu sozinho a tocar violão, as primeiras bandas e as dificuldades para comprar a primeira guitarra elétrica.

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Conta ainda como o pouco apreço pelos estudos e os anos como operário metalúrgico moldaram sua personalidade retraída e tímida, mas que ajudaram a reforçar a determinação de se tornar músico.

A narrativa acelera a partir da formação do Aerosmith, em 1970, com o amigo de infância Tom Hamilton, baixista. É na 1.325 Commonwealth Avenue, avenida importante de Boston, que o grupo decola com a chegada do último integrante, o vocalista e baterista Steven Tallarico, que virou Tyler dois anos depois.

Despido de vaidade e preocupado em ser preciso, Perry optou por ser ''sincerão'' e abordou temas muito delicados de forma aberta e séria, sem subterfúgios ou eufemismos: o mergulho quase fatal nas drogas, as brigas graves com o ''irmão'' Tyler, os problemas administrativos que destruíram o Aerosmith várias vezes, as farras na estrada e a dificuldade de manter o fracassado primeiro casamento.

Ele não nega que sua vida fora do grupo é pouco interessante, e fez uma boa opção ao fundir a ''biografia'' do Aerosmith com a sua própria, entrelaçando a narrativa e tornando-a mais ''jornalística''.

Dois são os pontos altos do livro: o relacionamento conturbado com Tyler e o desastre que se tornou sua carreira solo quando esteve fora do Aerosmith, entre 1979 e 1984.

Embora haja a preocupação de dizer que ''ama'' Steve Tyler como a um irmão e que o respeita demais, Perry faz do companheiro o alvo principal de ressentimento e de muitas mágoas. O guitarrista ama o vocalista, mas não confia totalmente nele – na realidade, longe disso.

Perry narra várias pisadas na bola de Tyler – a demora na composição das músicas, a exigência de ganhar dinheiro para emprestar sua voz a músicas da banda a serem usadas em games e uma muito grave: quando marcou de encontrar o guitarrista para compor em um final de semana, não apareceu e não deu notícias por semanas, para Perry saber via imprensa que o cantor tinha decidido aceitar o convite para ser jurado no reality show American Idol. Tal decisão implicou o adiamento por anos do novo álbum da banda de uma lucrativa turnê pelos Estados Unidos.

Aerosmith nos anos 2000 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Aerosmith nos anos 2000 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

E o pior é que houve reincidência. Tyler desapareceu por dois meses, segundo Perry, em meio a planejamento de turnê e CD, e os companheiros só souberam o que estava acontecendo pela imprensa: decidiu ir a Londres para fazer um teste para cantar no Led Zeppelin, após outra recusa de Robert Plant para uma reunião. Com sarcasmo, Joe Perry conta o tamanho do fiasco do companheiro – Jimmy Page teria lhe dito que Tyler chegou despreparado e foi muito mal na jam.

Em relação à carreira solo, Perry diz que saiu o Aerosmith por conta do caos que virou a administração da banda, estava falida em 1979 e deixou os cinco integrantes endividados.

De grande astro de uma superbanda, o guitarrista teve de voltar a tocar em clubes e teatros de baixo orçamento, além de bares. Foram cinco anos intensos, em que os três álbuns lhe proporcionaram uma crescimento como músico, mas nem de longe aliviaram as dívidas herdadas do Aerosmith – e tudo isso temperado por um divórcio caro.

Perry foi sincero e honesto ao dizer que tinha saudades dos ex-companheiros, mas que uma volta ocorreria principalmente para que ele pudesse retomar o fôlego financeiro. E assim aconteceu em 1984, já que o Aerosmith, na época, com todos os excessos de seus membros, já era considerada uma ex-banda em atividade.

Aerosmith na primeira metade dos anso 70 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Aerosmith na primeira metade dos anso 70 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O retorno da formação original e clássica era o que banda precisava para resgatar a credibilidade e a inspiração necessária para voltar ao sucesso, graças aos álbuns ''Permanent Vacation'' (1987), ''Pump'' (1989) e ''Get a Grip'' (1993).

O guitarrista também foi bastante direto a respeito dos vícios em remédios, álcool e drogas, contando sem censura os detalhes das farras e dos mergulhos em todo o tipo de excesso.

Um dos bons méritos da obra é narrar com detalhes os problemas administrativos de uma banda gigante, os erros absurdos que são cometidos e as decisões que precisam ser analisadas e tomadas para que projetos não fracassem antes mesmo de sua implantação. Nem as melhores obras do gênero chegaram a tanto.

O livro é obrigatório para fãs do Aerosmith e é bem bacana para quem gosta de rock e quer ter informações diferenciadas e diferentes sobre o funcionamento de uma banda de rock.


Radiohead lança clipe da faixa ‘Present Tense’
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Combate Rock

Do site Roque Reverso

Thom Yorke, do Radiohead (FOTO: DIVULGAÇÃO/MADISON SQUARE GARDEN/ CARL SCHEFFEL)

Thom Yorke, do Radiohead (FOTO: DIVULGAÇÃO/MADISON SQUARE GARDEN/ CARL SCHEFFEL)

O Radiohead trouxe aos fãs mais um clipe relacionado ao seu mais recente disco “A Moon Shaped Pool”. A faixa escolhida da vez é “Present Tense”, que traz os músicos num cenário mais intimista.

É o terceiro clipe lançado em 2016, já que, no dia 3 de maio, o grupo havia disponibilizado o vídeo da música “Burn the Witch” e, no dia 6 de maio, foi a vez do lançamento do clipe da faixa “Daydreaming”.

A direção de “Present Tense” é de Paul Thomas Anderson, o mesmo que havia ficado com incumbência de dirigir “Daydreaming”.

Para quem não lembra deste nome, ele foi diretor de filmes bacanas, como “Boogie Nights” e “Magnólia”.

A produção do vídeo é de Sara Murphy, Albert Chi e Erica Frauman. Os três também ficaram com a mesma função no vídeo de “Daydreaming”.

A edição é de Andy Jurgensen, que havia participado do clipe anterior, mas que, agora, conta também com o auxílio de Leslie Jones.

O vídeo foi filmado na Califórnia, nos Estados Unidos. Traz o vocalista Thom Yorke e o guitarrista Jonny Greenwood, acompanhados por um sintetizador Roland CR-78.

O álbum “A Moon Shaped Pool” foi lançado oficialmente em formado digital no dia 8 de maio. Em formato físico, chegou aos fãs pouco mais de um mês depois.

O último disco de inéditas do Radiohead havia sido “The King of Limbs”, de 2011.

Tags : Radiohead


Programa Combate Rock – Festivais Se Rasgum e DoSol
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Maurício Gaia

Equipe Combate Rock

O Terno é um dos destaques do programa (Foto: Divulgação/Felipe Poroguer)

O Terno é um dos destaques do programa (Foto: Divulgação/Felipe Poroguer)

O Combate Rock desta semana destaca dois grandes festivais independentes que acontecerão no mês de novembro: o Se Rasgum, que será realizado em entre os dias 1 e 5, em Belém do Pará; e o Dosol, que tem como base a cidade de Natal, a partir do dia 11 de novembro.

Além disso, trazemos o mais novo lançamento da banda The Baggios, ''Brutown'', e falamos sobre a banda carioca Amarelo Manga.

Playlist

1 – Culpa – O Terno
2 – Espectralismo ou Barbárie – Supercordas
3 – Amêndoa Amarga – Pega Monstro
4 – ¿Que Pasa con las Balas que Van Al Cielo? – Molina Y Los Cósmicos
5 – Get Away – Yuck
6 – Bloodshed Around – Hellbenders
7 – Avec Plaisir – Luísa e Os Alquimistas
8 – Se Você Fosse Minha – Maglore
9 – Daqui Pra Lá – Plutão Já Foi Planeta
10 – Deixa eu Te Falar – Silva
11 – Estigma – The Baggios (com participação de Emmily Barreto)
12 – Miojo – Amarelo Manga


Notas roqueiras: Hangar, Malefactor, Undying, Valiria…
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Combate Rock

Da equipe Combate Rock

Hangar (FOTO:DIVULGAÇÃO/JORGE MALUF)

Hangar (FOTO:DIVULGAÇÃO/JORGE MALUF)

– A banda Hangar lançará o novo DVD duplo “Live in Brusque/SC, Brazil” na Expomusic, em São Paulo. A banda venderá o novo trabalho na maior feira de música da América Latina e realizará sessão de autógrafos do novo DVD e também do novo CD “Stronger than Ever”. O grupo já havia soltado em 2012 o vídeo acústico e ao vivo “Haunted By Your Ghosts In Ijuí”, que acabou se tornando o lançamento mais bem sucedido da história do Hangar, mas ainda faltava um registro que mostrasse a banda no formatoelétrico. Pedro Campos (vocal), Cristiano Wortmann (guitarra), Fábio Laguna (teclados), Nando Mello (baixo) e do líder e fundador da banda Aquiles Priester (bateria) resolveram essa questão com competência. ao vivo. Assista agora o teaser oficial do DVD Hangar Live in Brusque/SC, Brazil: https://youtu.be/4L5zuBMoTPM.

– A banda paulista Valiria lançou recentemente, no seu canal oficial no YouTube, a sua nova série de vídeos, batizada de “Inside Blind Faith”. Neste projeto, os músicos da banda comentam sobre o processo de composição e gravação e também sobre as letras das músicas que compõe o seu primeiro EP, “Blind Faith”. No segundo capítulo, a banda teve como foco a música “Lies”, revelando todos os detalhes da referida composição. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=Hr8F-EKjSoo.

– A banda Malefactor sofreu recentemente uma baixa em sua formação, com as saídas de Alexandre Deminco (bateria), Roberto Souza (baixo) e Cris Macchi (tecladista). Os membros remanescente, Lord Vlad (vocais), Jafet Amoedo e Danilo Coimbra, continuarão com o grupo, que já está em estúdio registrando o seu novo álbum, a ser lançado no Brasil através da Eternal Hatred Records.

– O primeiro EP da banda Undying, intitulado “Notes of a (not) Dead Man”, conta atualmente com distribuição mundial, no seu formato digital, através da CD-Baby, parceira da MS Metal Agency Brasil dentro do segmento. Como bônus, o material conta com uma releitura para um dos grandes clássicos do Megadeth, intitulado “Family Tree”, e que foi originalmente lançado pelo grupo americano no álbum “Youthanasia”. Em paralelo, o UNDYING está concentrado no processo de composição do seu debut álbum, que será disponibilizado no Brasil através da Eternal Hatred Records.


Em novo DVD, Joe Bonamassa homenageia os três ‘reis’ do blues
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Combate Rock

Marcelo Moreira

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O guitarrista norte-americano Joe Bonamassa continua com a pecha de nerd do blues e do rock, já que não desacelera nunca e faz questão de dizer que é workaholic – são vários os projetos em que atua simultaneamente e costuma colocar no mínimo dois lançamentos por ano no mercado.

No entanto, a confortável posição que adquiriu na carreira, aos 39 anos de idade, o permite, limteralmente, fazer o que quiser, o que gente como Eric Clapton e Gary Moore nunca conseguiu – talvez, apenas Jeff Beck.

Muito confiante, despeja nas lojas uma infinidade de CDs e DVDs ao vivo, um melhor do que o outro, e sempre temáticos, com novidades, surpresas e até material inédito.

Desta vez é um CD/DVD duplo chamado ''Live at the Greek Theatre'', onde o repertório foi montado com o objetivo de homenagear os três grandes Kings do blues – B.B. King, Freddie King e Albert King, três extraordinários guitarristas e artistas.

No ano passado, já tinha colocado no mercado dois pacotes fantásticos, também em CD/DVD: ''Muddy Wolf at the Red Rocks'', uma apresentação montada em homenagem à música de Muddy Waters e de Howlin' wolf, outras duas lendas do blues; e ''Live at the Radio City Music Hall'', também recheado de clássicos do blues, músicas acústicas e pelo menos três canções inéditas.

E o que dizer, então, do megapacote ''Tour de Force London'', só em DVD, com quatro títulos lançados ao mesmo tempo com quatro apresentações diferentes, com quatro bandas diferentes? Isso foi em 2012.

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''Cada produto como esse é mais do que uma celebração do blues ou uma maneira de mantê-lo em evidência. É um grande desafio para mim buscar novas maneiras de proporcionar  um trabalho relevante e que consiga agregar valor'', diz Bonamassa na entrevista de divulgação do novo produto.

E, como sempre, a  banda de 11 integrantes reunida para ''Live at Greek Theatre'' é de primeira: Anton Fig (bateria), Kirk Fletcher (guitarra), Michael Rhodes (baixo), Reese Wynans (piano, órgão Hammond, ex-Double Troouble, de Stevie Ray Vaughan), Lee Thornburg (trompete, arranjos chifre), Paulie Cerra (saxofone), Nick Lane, (trombone), e um trio de cantores de apoio – Mahalia Barnes, Jade MacRae, e Juanita Tippins.

É desnecessário dizer a respeito da alta qualidade do material e de que é imperioso que quem gosta de blues adquira o pacote, que deve ser lançado em breve no Brasil pela Voice Music.

Em constante evolução e lançando álbuns melhores a cada ano, Bonamassa entrega sempre o que promete, e esse show no Greek Theatre, na Califórnia, traz tantos destaques que mais parece uma coleção de sucessos. ''Angel of Mercy'', ''Il''l Play The Blues For You'', ''Lonesome Whistle Blues'', ''Cadillac Assembly Line'', ''Oh, Pretty Womn'', ''Let the Good Times Roll'', ''Born Under a Bad Sign'', ''Thrill Is Gone''… Os três reais certamente estão em festa, onde estiverem, com essa grande homenagem.