Combate Rock

Combate Rock Drops – Blue & Lonesome
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Maurício Gaia

Equipe Combate Rock

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Neste Combate Rock Drops, falamos sobre o mais recente lançamento dos Rolling Stones, o álbum Blue & Lonesome. Nele, os revisitam clássicos dos blues, compostos por Howlin' Wolf, Memphis Slim, Willie Dixon e Little Walter, entre outros.

Playlist

1 – Commit a Crime
2 – Just Your Fool


Roberto Medina diz que quer Guns N’ Roses no Rock in Rio 2017
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Combate Rock

Do site Roque Reverso

FOTO: DIVULGAÇÃO

FOTO: DIVULGAÇÃO

O empresário Roberto Medina surpreendeu muita gente na terça-feira, 22, e divulgou uma mensagem no Facebook com um desejo para a edição de 2017 do Rock in Rio no Brasil: ele quer o Guns N’ Roses para o evento que será realizado na capital fluminense em setembro.

Na mensagem, Medina não apenas manifestou seu desejo como incentivou o público a “convidar” a banda de Axl Rose, Slash & Duff.

A manifestação do empresário aconteceu dois dias depois de o Guns ter encerrado sua passagem no Brasil da Not In This Lifetime Tour 2016.

A turnê, marcada pelo reencontro histórico de Axl, Slash e Duff, passou por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.

Em São Paulo, onde os dois shows na Arena do Palmeiras contaram com a cobertura do Roque Reverso, as apresentações foram memoráveis e empolgaram muita gente. Nas demais cidades, os relatos também foram bastante positivos, com direito ao Guns trazendo no set list músicas, como “Out Ta Get Me”, “Used To Love Her” e “Yesterdays”, nos shows do Rio, Curitiba e Brasília.

“Quero comunicar com meu lado de fã. Como vocês sabem o Guns N’ Roses é uma das bandas que mais tocou nas edições do Rock in Rio e a performance deles com a banda original foi absolutamente sensacional”, escreveu Roberto Medina. “As minhas questões pessoais com o Axl estão totalmente superadas. Vou falar com eles sobre a ideia, mas como eles estiveram aqui no Rio agora não sei se terão interesse em voltar ano que vem”, ressaltou.

As tais “questões pessoais” citadas por Medina têm muito a ver com a performance questionável do Guns em 2011 no festival. Na ocasião, não apenas o grupo apenas com Axl de membro fundador deixou a desejar musicalmente como o vocalista gerou um de seus famosos atrasos, fazendo com que o show no festival terminasse quase no fim da madrugada de uma segunda-feira.

Medina sabe que há questões contratuais neste reencontro de Axl, Slash e Guns. Justamente por isso não há garantias de que o Guns retornará em tão curto espaço de tempo ao Brasil. Para o Rock in Rio e para o rock, seria algo espetacular.

O Rock in Rio de 2017 será realizado nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro. A edição na capital fluminense será realizada em um local diferente do que vinha acontecendo nos três últimos eventos: no Parque Olímpico, que recebeu as Olimpíadas e as Paralimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

A primeira leva de ingressos para a edição de 2017 do Rock in Rio se esgotou rapidamente no dia 10 de novembro de 2016. Segundo os organizadores do festival brasileiro, 120 mil Rock in Rio Cards foram vendidos em 1 hora e 58 minutos, surpreendendo muita gente.

A venda oficial com o lote maior de entradas será feita agora em 2017. Tradicionalmente, ela costuma acontecer em abril.

Por enquanto, há poucos nomes confirmados no Rock in Rio 2017. O mais recente foi o do Aerosmith, no início de outubro. A banda norte-americana de hard rock, que passou por São Paulo em 2016 em bom show na Arena do Palmeiras, fechará a noite do dia 21 de setembro, um quinta-feira, o que deve obrigar os fãs que moram fora do Rio a eventuais malabarismos para chegar ao evento.

Além do Aerosmith, estão confirmados o Red Hot Chili Pepers e o Maroon 5.  O Red Hot vai fechar o festival, exatamente no último dia. O Maroon 5 será o headliner do dia 16 de setembro de 2017, que representa a segunda noite do festival, num sábado.

Aerosmith, Red Hot e Maroon 5 fizeram parte da interessante enquete sugerida pelos organizadores para que o público votasse nas atrações do evento. A produção não garantiu os nomes sugeridos, mas destacou que a escolha de bandas para o line-up do festival passa por inúmeras frentes de informação e que a enquete é mais uma delas.

Na ocasião, foram apresentadas 24 alternativas internacionais disponíveis, sendo que o fã poderia escolher até 7 nomes para o Palco Mundo.

A lista tinha os seguintes nomes do rock: AC/DC com Axl Rose, Aerosmith, Black Sabbath, Bon Jovi, Coldplay, David Gilmour, Depeche Mode, Foo Fighters, Iron Maiden, Muse, Pearl Jam, Phil Collins, Red Hot Chili Peppers, Roger Waters, Rush e The Who.

Fora do rock, completavam a lista de 24 alternativas os nomes badalados de Beyoncé, Black Eye Peas, Bruno Mars, Justin Bieber, Justin Timberlake, Maroon 5, Rihanna e Taylor Swift.

Informações de bastidores dão como certa a presença do Bon Jovi. Mas não há nada oficial, por enquanto.

A edição de 2017 será a 7ª do Rock in Rio no Brasil. O festival foi realizado na capital fluminense em 1985, 1991, 2001, 2011, 2013 e 2015.


Notas roqueiras: Confessori, Broken Jazz Society, NoPorn…
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Combate Rock

Da equipe Combate Rock

Ricardo Convessori e sua banda (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Ricardo Convessori e sua banda (FOTO: DIVULGAÇÃO)

 

– Pela 1ª vez em Santo André, a Confessori, banda de Ricardo Confessori (ex-Angra, ex-Shaman) estará no “The Metal Wins Festival”, que contará também com as bandas Attractha, Insane Driver, Demoltion Inc., Maguns Lumen e Steel Tormentor (Helloween Tribute). O show acontece no Ocara Clube, no dia 10/12 (sábado), das 15h às 22h. Com Ricardo Confessori (bateria), Alax William (vocal), Affonso Jr. (guitarra), Thiago Oliveira (guitarra) e Fabio Carito (baixo), a Confessori apresenta os sucessos do Angra e do Shaman.

SERVIÇO: “The Metal Wins Festival”

Com as bandas Confessori, Attractha, Insane Driver, Demolition Inc., Magnus Lumen e Steel Tormentor (Tributo Helloween)

Data: 10/12 (sábado)

Horário: 15h às 22h

Local: Ocara Clube – R. Capricórnio, 75 – Vila Guiomar – Santo André (SP) 

Ingressos antecipados: R$ 30,00

http://www.clubedoingresso.com/themetalwinsfestival 

Idade: acima de 14 anos (acompanhado de adulto responsável) 

Pontos de venda: (no ABC)

The Wave Music Place

Metal Music

Made In Brazil

Guitar Point

– O Broken Jazz Society é uma banda de stoner rock formada em 2013 em Uberaba, no Triângulo Mineiro, por Mateus Graffunder (guitarra/vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria). O primeiro álbum, ''Tales From Purple Land'', foi lançado em 2014. ''Gas Station'' é o trabalho mais recente do trio, composto por três faixas, ''Mean Machine'', ''Riot Spring'' e a faixa-título. Felizes com a recepção a ''Gas Station'', o Broken Jazz Society já agendou o Estúdio Rock Lab em Goiânia/GO para gravar seu novo disco de estúdio. As sessões de gravação terão início em Janeiro sob a batuta do experiente produtor Gustavo Vazquez (Uganga, Black Drawning Chalks, Macaco Bong, Krow, Hellbenders) que já havia trabalhado com a banda na mixagem e masterização de ''Gas Station''. A expectativa é que o novo álbum de estúdio do Broken Jazz Society esteja disponível até a metade de 2017. Para fechar o ano de 2016 que foi muito especial para o grupo, o Broken Jazz Society realiza uma série de seis shows em dezembro. O primeiro aconteceu semana passada no projeto Lab Na Praça em Uberaba. O grupo agora parte para uma apresentação em Gama/DF no Pólvora Galeria, nesta sexta, dia 09, e outra em Goiânia/GO no sábado, dia 10, no Rock Pub. Já na próxima semana o trio se apresenta no Laboratório 96 em Uberaba na sexta dia 16, no Galpão 87 em Frutal/MG no sábado dia 17 e fecha a sequencia de shows no Vitrola em Araguari/MG no domingo dia 18.

– ''BOCA'' é o novo álbum do NoPorn, que está de volta depois de 10 anos do lançamento do disco homônimo. Famosa pelas músicas ‘Baile de Peruas’, ‘Sônia’ e ‘Xingu’, que é trilha do filme Beira-mar, a dupla conta uma história de amor neste segundo álbum por meio de diferentes fases de um relacionamento. O show de lançamento do disco aconteceu em outubro na capital paulista e agora eles retornam a São Paulo e se apresentam em dois eventos da Oficina de Imaginação Política, de Amilcar Parker: no sábado (10), às 16h na 32a Bienal de Arte de São Paulo, “Incerteza Viva”, e às 01h da madrugada de domingo, no
bar Al Janiah, que está de casa nova. Os eventos marcam o encerramento da Bienal que acontece neste domingo, dia 11, e celebra a qualidade do trabalho que foi desenvolvido durante todo o período da mostra. E na festa à noite o line up também conta com André Baiano e Babá Electrônica. O Al Janiah é um espaço árabe cultural e político com bebidas, comidas e músicas típicas. Aberto há pouco menos de 1 ano, está com endereço novo no Bexiga.

SERVIÇO:
Oficina de Imaginação Política apresenta NoPorn

BIENAL
A partir das 16h no pavilhão da Bienal
A apresentação do NoPorn na Bienal integra a ativação da Oficina de Imaginação Política
do dia 10 de dezembro, que começa às 14hs. Mais informações:
https://www.facebook.com/events/1150265671754277/
Entrada gratuita

AL JANIAH
Line up
23hs – André Baiano
01h – NoPorn
2hs – Babá Electrônica
Local: Al Janiah | Esquina de Rua 13 de Maio com a Rua Conselheiro Carrão, Bixiga.
Data: 17 de dezembro
Abertura da casa: 21h
Ingressos: R$10 (na porta)
Formas de Pagamento: dinheiro e cartão, na bilheteria e no bar


Queen se redime e lança gravações decentes e fundamentais feitas na BBC
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Combate Rock

Marcelo Moreira

Quando o CD simples ''At the BBC'' foi lançado em edições porcas, em 1989 e depois relançado em 1994, o Queen parecia desprezar uma verdadeira joia.

Com quase nenhuma informação sobre as gravações nos estúdios da emissora inglesa de radiofusão e encarte ridículo, para não falar de um som aquém do que se esperava para uma banda de tamanho porte, o trabalho passou despercebido nas duas vezes.

Apesar disso, era possível ver que as versões, registradas em 1973, nos primórdios da banda, eram explosivas e pesadas, revelando uma banda que estava prestes a estourar. Ouça e fique espantado com as versões de ''Liar'', Keep Yourself Alive'' e ''Ogre Battle''.

Quase 30 anos depois do primeiro lançamento, e quase 45 em relação aos registros originais, o Queen decidiu consertar o erro e dar atenção às gravações ignoradas, que são um grande tesouro.

''Queen On Air'' foi lançado em novembro nos Estados Unidos e na Inglaterra em três formatos: CD duplo, LP triplo e uma caixa com seis CDs, sendo três somente de entrevistas para a emissora inglesa nos anos 70.

O material é fantástico, com várias informações sobre os dias das gravações e as especificações técnicas, com comentários dos jornalistas envolvidos e dos integrantes da banda – o livreto que acompanha o box com seis CDs é de alta qualidade.

As 24 gravações contidas na versão CD duplo foram realizadas em seis sessões nos estúdios principais da BBC, em Londres, entre 1973 e 1977. As fitas originais foram restauradas por Kris Fredriksson e foram remasterizadas por Adam Ayan.

Na edição de luxo, na caixa, vem o filé que vai agradar bastante os fãs brasileiros: no terceiro CD, há seis canções extraídas do show que o Queen realizou em São Paulo, no estádio do Morumbi, no dia 20 de março de 1981, além de canções retiradas de outros shows.

Como registro histórico, é um produto extraordinário, que pode perfeitamente resumir o que foi o Queen na primeira década de sua existência, ao mesmo tempo em que deixa evidente a qualidade absurda das músicas e dos instrumentistas.

QueenOnAirHollywood

 

Músicas

CD duplo

CD 1

Sessão 1

My Fairy King
Keep Yourself Alive
Doing All Right
Liar

Sessão 2

See What A Fool I’ve Been
Keep Yourself Alive
Liar
Son And Daughter

Sessão 3

Ogre Battle
Modern Times Rock’n’Roll
Great King Rat
Son And Daughter

CD 2

Sessão 4

Modern Times Rock’n’Roll
Nevermore
White Queen (As It Began)

Sessão 5

Now I’m Here
Stone Cold Crazy
Flick Of The Wrist
Tenement Funster

Sessão 6

We Will Rock You
We Will Rock You (Fast)
Spread Your Wings
It’s Late
My Melancholy Blues

Vinil triplo

Lado 1 (Sessão 1)

My Fairy King
Keep Yourself Alive
Doing All Right
Liar

Lado 2 (Sessão 2)

See What A Fool I’ve Been
Keep Yourself Alive
Liar
Son And Daughter

Lado 3 (Sessão 3)

Ogre Battle
Modern Times Rock’n’Roll
Great King Rat
Son And Daughter

Lado 4 (Sessão 4)

Modern Times Rock’n’Roll
Nevermore
White Queen (As It Began)

Lado 5 (Sessão 5)

Now I’m Here
Stone Cold Crazy
Flick Of The Wrist
Tenement Funster

Lado 6 (Sessão 6)

We Will Rock You
We Will Rock You (Fast)
Spread Your Wings
It’s Late
My Melancholy Blues

Caixa para colecionadores com 6 CDs

CD 1

Sessão 1

My Fairy King
Keep Yourself Alive
Doing All Right
Liar

Sessão 2

See What A Fool I’ve Been
Keep Yourself Alive
Liar
Son And Daughter

Sessão 3

Ogre Battle
Modern Times Rock’n’Roll
Great King Rat
Son And Daughter

CD 2

Sessão 4

Modern Times Rock’n’Roll
Nevermore
White Queen (As It Began)

Sessão 5

Now I’m Here
Stone Cold Crazy
Flick Of The Wrist
Tenement Funster

Sessão 6

We Will Rock You
We Will Rock You (Fast)
Spread Your Wings
It’s Late
My Melancholy Blues

CD 3 – Live

Golders Green Hippodrome, London, 13 de setembro de 1973

Procession (Intro Tape)
Father To Son
Son And Daughter
Guitar Solo
Son And Daughter (Reprise)
Ogre Battle
Liar
Jailhouse Rock

Estádio Do Morumbi, São Paulo, Brasil, 20 de março de 1981

Intro
We Will Rock You (Fast)
Let Me Entertain You
I’m In Love With My Car
Alright Alright
Dragon Attack
Now I’m Here
Love Of My Life

Maimmarktgelände, Mannheim, Germany, 21 de junho de 1986

A Kind Of Magic
Vocal Improvisation
Under Pressure
Is This The World We Created
(You’re So Square) Baby I Don’t Care
Hello Mary Lou (Goodbye Heart)
Crazy Little Thing Called Love
God Save The Queen

CC 4 (Queen On Air: The Interviews 1976-1980)

Freddie Mercury With Kenny Everett (November 1976)
Queen with Tom Browne (Christmas 1977)
Roger Taylor with Richard Skinner (June 1979)
Roger Taylor with Tommy Vance (December 1980)
Roy Thomas Baker
‘The Record Producers’

CD 5 (Queen On Air: The Interviews: (1981-1986)

John Deacon, South American tour (March 1981)
Brian May ‘Rock On’
with John Tobler (June 1982)
Brian May ‘Saturday Live’ with Richard Skinner and Andy Foster (March 1984)
Freddie Mercury ‘Newsbeat’ (August 1984)
Brian May ‘Newsbeat’ (September 1984)
Freddie Mercury ‘Saturday Live’ (September 1984)
Freddie Mercury with Simon Bates (April 1985)
Brian May ‘The Way It Is’ with David ‘Kid’ Jensen (July 1986)

CD 6 (Queen On Air: The Interviews (1986-1992)

Roger Taylor ‘My Top Ten’ with Andy Peebles (May 1986)
‘Queen For An Hour’ with Mike Read (May 1989)
Brian May ‘Freddie And Too Much Love Will Kill You’ with Simon Bates (August 1982)
Brian May ‘Freddie Mercury Tribute Concert’ with Johnnie Walker (October 1992)


Uma das vozes do rock, Greg Lake era diferenciado dentro e fora dos palcos
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Combate Rock

Marcelo Moreira

Greg Lake (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Greg Lake (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A voz aveludada, potente e que preenchia todos os espaços logo entregava: o moço era diferenciado e um talento bruto. Assim que ele abriu a boca para cantar no Hyde Park, em Londres, abrindo um show dos Rolling Stones, em 1969, o impacto foi imediato: Greg Lake, o cantor e baixista do King Crimson, em breve se tornaria uma estrela do rock.

Cantor e baixista extraordinário, foi considerado por muitos amantes do rock progressivo como a verdadeira voz do rock, em contraposição aos que deram tal título a Glenn Hughes, coincidentemente também vocalista e baixista, ex-Deep Purple e Black Sabbath.

Lake morreu nesta quarta-feira (7), aos 68 anos de idade, meses depois do suicídio do tecladista Keith Emerson, três anos mais velho. Os dois integraram, ao lado do baterista Carl Palmer, o trio Emerson, Lake & Palmer, magistral grupo de rock progressivo e, nos anos 70, uma banda de rock herege, já que abolira a guitarra.

Segundo o empresário do artista, Stewart Young, o cantor travava uma longa batalha contra um câncer (não especificado e tratado em segredo). Neste ano trágico pára a música pop, Lake é mais um dos gigantes que vai embora.

Sereno e discreto, embora de personalidade forte, Greg Lake sempre trabalhou ao lado de gênios musicais, como o guitarrista Robert Fripp no King Crimson e Emerson, no Emerson Lake & Palmer, além de Pete Townshend, em uma colaboração com The Who.

Fripp e Emerson eram considerados maestros nos anos 60 e 70, mas admiravam a qualidade musical e o talento de Lake que, embora não tivesse uma formação erudita, tinha sólidos conhecimentos musicais e de composição, além de bom letrista.

Entretanto, Lake se destacou desde sempre pela voz bonita e forte, com um timbre diferente de tudo o que já havia aparecido na música pop. Sua interpretação era muito elogiada, muitas vezes comparada à do galês Tom Jones, que estourou com muitos hits pop nos anos 70.

Mesmo mantendo um relacionamento cordial com Robert Fripp, decidiu sair do King Crimson após cantar nos dois primeiros álbuns da banda. Queria formar o seu grupo e comandar, na medida do possível, as ações. Só não contava que teria de suportar o perfeccionismo de Keith Emerson, que acabou com a sua banda, The Nice, porque queria ser uma estrela.

A convivência nem sempre foi pacífica, mas durou o suficiente para várias idas e vindas ao longo de 45 anos, que rendeu obras-primas como ''Pictures at an Exhibition'', 'Works'', ''Trilogy'' e algumas outras.

Emerson, Lake & Palmer, na sequência da esq. para a dir.; na foto, o trio em 1970 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Emerson, Lake & Palmer, na sequência da esq. para a dir.; na foto, o trio em 1970 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Como baixista, Greg Lake criou um estilo que acabaria sendo reproduzido especialmente no rock progressivo e no prog metal: som gordo, que preenchia tudo, quase como uma guitarra base, com fraseados criativos e cheio de notas, lembrando o monstro John Entwistle (The Who).

Na primeira vez em que esteve no Brasil, em 1993, junto com o Emerson, Lake & Palmer, mostrou-se bem distante do estrelismo de um gigante do rock. Enquanto Emerson e Palmer preferiram ficar reclusos, Lake circulou por São Paulo e adorou os restaurantes – na época, já estava bem gordinho.

Em um dos restaurantes, uma churrascaria da zona sul paulistana, comia tranquilamente com o empresário e alguns membros da produção do show, como se fosse um gringo comum saboreando a carne brasileira.

Logo acabou reconhecido por alguns dos frequentadores do local, o que lhe deixou lisonjeado e com o largo sorriso permanente até o final da noite. Atendeu a todos os pedidos de autógrafo e foi muito atencioso com todos. Lake era diferenciado até nesse aspecto – um gigante sobretudo fora do palco.


Notas roqueiras: Garbage, Demolition Inc, Blackforce…
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Combate Rock

Da equipe Combate Rock

Garbage (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Garbage (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Quatro anos após o aclamado “Not Your Kind Of People” e de celebrar 20 anos de lançamento do seu autointitulado debut álbum, o Garbage recentemente lançou “Strange Little Birds”, que chega ao mercado de forma ''totalmente independente'' via Stunvolume, selo da própria banda. O quarteto toca no Brasil neste final de semana. A produção e gravação desse disco tem assinatura da própria banda, que chegou a gravar cerca de 20 músicas em quase dois anos, no porão do baterista e mega produtor Butch Vig (Foo Fighters, Nirvana, Smashing Pumpkins, Against Me!, Sonic Youth, Helmet). A mixagem e masterização ficaram por conta do engenheiro Billy Bush, no Red Razor Sounds studio, em Los Angeles. No Brasil, o lançamento é de exclusividade da PIAS (Faith No More, Interpol, Alt-J, Dead Can Dance, DMA's, Marissa Nadler, Chet Faker) com distribuição da Voice Music.

Serviço São Paulo

Banda convidada: Far From Alaska
Dia: sábado, 10 de dezembro de 2016
Local: Tropical Butantã
End: Av. Valdemar Ferreira, 93 – 200 metros da Estação de Metrô Butantã
Como chegar: http://www.tropicalbutanta.com.br/comochegar
Horário: 18h (open doors)
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1110582789026797
Informações gerais: info@liberationmc.com
Capacidade: 2.500 lugares
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-16 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos.
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações da Tropical Butantã (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria
SETORES / PREÇOS
PISTA PREMIUM: ESGOTADO
PISTA: R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 360,00 (inteira)
CAMAROTE: R$ 250,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 500,00 (inteira)
*doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).
COMPRA PELA INTERNET – http://www.clubedoingresso.com/garbage
*Consulte o ponto de venda mais próximo da sua região, no site do Clube do Ingresso.
Ponto de venda sem taxa de serviços (pagamento em dinheiro):
Galeria do Rock – loja 255 – 1º andar – (11) 3361-6951

Serviço Rio de Janeiro

Banda convidada: BBGG
Data: domingo, 11 de dezembro
Local: Circo Voador
End: Rua dos Arcos S/N
Hora: 18h
Informações gerais: www.circovoador.com.br
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 964.197.206
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/109900699466241
Capacidade: 900 lugares
Classificação etária: 16 anos
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria
COMPRA PELA INTERNET: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=52795
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
SETOR / PREÇOS (5º lote)
PISTA: R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*) | R$ 360,00 (inteira)
*doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada).

– O Demolition Inc. acaba de disponibilizar no Youtube o áudio da demo de “Demolition”, música que estará no debut dos caras, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017 – outras versões serão disponibilizadas em breve – https://www.youtube.com/watch?v=EWQNDMf5vzc&feature=youtu.be. No dia 10 de dezembro eles tocam em Santo André, no “The Metal Wins Festival”, que além do Demolition Inc., terá as bandas Ricardo Confessori & band, Insane Driver, Attractha, Magnus Lumen e Steel Tormentor (Helloween cover). O show acontece no Ocara Clube (Rua Capricórnio, 75, Santo André), e começa às 15h. O Demoltion Inc. foi formado logo após a saída do vocalista Ricardo Peres do Seventh Seal, na qual ele integrou de 1996 à 2011, onde gravou os dois primeiros álbuns da banda, ”Premonition” (2001) e “Days of Insanity” (2007). Junto à sua antiga banda, Peres carimbou seu nome entre os mais votados de algumas “listas dos melhores” de revistas como Roadie Crew, Burn, entre outros feitos – além de uma turnê europeia. A razão que o levou a formar o Demolition Inc. foi o de seguir o estilo que o consagrou no Seventh Seal, que segundo ele, “estavam a fim de seguir um novo direcionamento musical”. O Demolition Inc já realizou apresentações importantes como a participação na primeira apresentação da volta do Viper, em 2012, em Santo André/SP; abertura para banda israelense Orphaned Land, em 2013 na cidade de São Bernardo do Campo/SP; e também, a participação no festival “Metal Legion”, na cidade de Paraisópolis/MG, entre outras. A formação do Demolition Inc. traz Ricardo Peres (Vocal, ex-7th Seal, ex- Fates Prophecy), Diego Reis (Guitarra), Cleber Beraldo (Guitarra, Esdrelon), Valter Martins (Baixo, Rhegency) e André Alves (Bateria, ex-Saggita).

– O Blackforce lança seu primeiro registro oficial. Batizado como ‘Slaves To Reality’, o trabalho é um EP com cinco faixas. O disco foi gravado no próprio Homestudio do grupo, que também se responsabilizou pela mixagem e masterização. O trabalho está disponível para venda e streaming em alguns dos principais canais digitais.


Black Sabbath em São Paulo: despedida com toda a dignidade
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Combate Rock

Roberto Capisano Filho* – especial para o Combate Rock

Estádio do Morumbi, 4 de dezembro de 2016. Black Sabbath no palco para o último show da etapa brasileira da The End Tour. Banda no palco, música boa atrás de música boa, 13 petardos sonoros, começando com Black Sabbath, passando por War Pigs, N.I.B., Children Of The Grave entre outras, até fechar o setlist com Paranoid.

Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler – acompanhados pelo competentíssimo Tommy Clufetos na bateria – fizeram com que 65 mil pessoas vibrassem a cada nota saída dos alto-falantes durante 1h45 de apresentação.

Não teve chuva capaz de arrefecer o ânimo da plateia – e São Pedro não deu trégua durante todo o show. Ozzy nunca representou um modelo de técnica vocal, mas esteve bem; se deu uma ou outra escorregada no tom, não comprometeu de forma alguma a performance.

Evidente que, aos 68 anos, não se movimenta como antes, mas isso em nada diminui sua presença no palco; continua sendo o Ozzy carismático e sem paralelo no rock que todos queremos ver.

Butler impressiona por imprimir a massa sonora que sustenta o peso das músicas do Sabbath. E faz isso como ninguém. É como se mais de um baixista tocasse ao mesmo tempo.

Iommi foi o mais aplaudido quando Ozzy apresentou a banda. Não é para menos. Estar diante do maior criador de riffs marcantes do heavy metal e ouvi-lo tocar parte deles na sua frente é um privilégio. O guitarrista merece todas as homenagens possíveis.

Ozzy Osbourne em show do Black Sabbath no Brasil (FOTO: LUCAS HALLEL/T4F)

Ozzy Osbourne em show do Black Sabbath no Brasil (FOTO: LUCAS HALLEL/T4F)

Clufetos, por sua vez, fez um solo empolgante. Metralhou sem parar com os dois bumbos e lembrou o estilo de outro monstro da bateria, Tommy Aldridge, do Whitesnake.

É certo que gostaríamos de ver Bill Ward no palco, mas a essa altura, a maioria do público já deve estar resignada com o fato de as desavenças entre os integrantes da banda terem falado mais alto e impedido que ele estivesse no tour.

Difícil aceitar que a banda está em sua derradeira turnê e vai encerrar suas atividades. Como eles ousam privar os fãs de suas performances ao vivo e novos álbuns? Como o grupo que codificou o heavy metal inventa sair de cena?

Como a banda que formou a personalidade musical de inúmeras outras e de milhões de pessoas em todo o mundo nos últimos 48 anos anuncia a aposentadoria? Como se atrevem?

A julgar pelo show de São Paulo, ainda há lenha para queimar. Mas após tanto tempo de estrada, os senhores do Black Sabbath concluíram que era hora de tirar o time de campo.

Os quase septuagenários Ozzy, Iommi e Butler acham que assim deve ser. Por mais que não nos conformemos com a decisão, a escolha está feita, mesmo frustrando fãs.

Há pouco tempo ficamos sem o Motörhead com a morte de Lemmy Kilmister. Já foi difícil de encarar, mas nada podia ser feito nesse caso. Perder o Black Sabbath praticamente em seguida é outro duro golpe de assimilar.

A turnê de despedida nos tira da zona de conforto. Enquanto a banda está em cena, temos a segurança de que, mais cedo ou mais tarde, haverá uma outra turnê, um show para ver na nossa cidade ou país e, quem sabe, um novo álbum na praça. Mas com a aposentadoria, nos damos conta de que essas possibilidades deixam de existir. Não há como fugir da sensação de vazio e perda. É a certeza de que acabou.

FOTO: DIVULGAÇÃO

FOTO: DIVULGAÇÃO

Pensar no Black Sabbath vai se resumir a olhar para trás. Nada daquela ansiedade de comprar o ingresso meses antes e fazer contagem regressiva até o dia do show. Nada de receber a notícia de que eles estão no estúdio para gravar novas músicas. Claro que Ozzy,Tony, Geezer já deram sua contribuição – e que contribuição – para o rock.

A obra deles está na história e dispensa explicações do tamanho de sua importância. Além disso, os músicos têm todo o direito a pisar no freio. Iommi travou uma batalha contra o câncer recentemente.

Ozzy enfrenta diariamente seu demônio interno em forma do vício em drogas e álcool e há três anos experimenta a sobriedade. Mesmo assim, estão rodando o mundo com uma turnê de despedida em grande estilo, dando seu melhor em cada apresentação e com toda a dignidade. Muita gente com menos idade que eles passa o dia sentada no sofá, coçando a barriga e tentando lembrar qual é o remédio que precisa tomar daqui a pouco.

Mas, no nosso imaginário, ídolos não envelhecem, não se cansam e cada integrante do Black Sabbath é um iron man. No fundo, claro que sabíamos que o dia do adeus iria chegar; nós apenas não pensávamos nisso ou, quando vimos que se aproximava, fingíamos não pensar. Mas ele chegou. Contudo, a música deles está aí, é eterna e só reafirma o que Ozzy cantou inúmeras vezes: “never say die”.

* Roberto Capisano Filho é jornalista da Agência Sebrae e um dos fundadores do Combate Rock


No Rio, Black Sabbath faz história do heavy metal e lava a lama do carioca
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Combate Rock

Guilherme Monsanto* – publicado originalmente no site Roque Reverso

Black Sabbath no Rio (FOTO: REPRODUÇÃO YOUTUBE)

Black Sabbath no Rio (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quem viu, viu. The end. Num show curto, pontual, mas muito poderoso, o Black Sabbath pisou no sábado, dia 2 de dezembro, no Rio de Janeiro pela terceira vez em sua história – as outras foram em 1992, com Ronnie James Dio nos vocais, no Canecão, e em 2013, com a mesma formação do sábado passado.

Set list previsível? Sim, mas não tinha como dar errado: a banda jogou para a plateia na Praça da Apoteose, parecia meio no automático e apresentou as mesmas canções dos seis shows anteriores da turnê The End. Mas e daí?

Previsível, mas incrível, com alguns elementos fora do eixo. Ou seria clichê iniciar um show com uma música que começa arrastada, como “Black Sabbath”?

Em seguida, três clássicos: “Fairies Wear Boots”, “After Forever” e “Into the Void”, dos primeiros discos da banda, vieram na sequência, mostrando um Ozzy muito afinado, mas econômico na presença de palco, sem correria, sem os baldes d’água na plateia – afinal de contas, aqui ele joga para a equipe e não é o único dono do espetáculo.

“Snowblind”, executada logo depois, foi a representante solitária do “Vol. 4”. Foi precisa, perfeita, com Ozzy atingindo bravamente as notas mais altas da música.

Depois, luzes apagadas e sirenes, telão bombando para “War Pigs”, cantada de cabo a rabo por todos. Em seguida, “Behind the Wall of Sleep” preparou o terreno para a introdução do baixista Geezer Butler para “N.I.B.”.

“Rat Salad” colocou o baterista Tommy Clufetos para trabalhar, descansando o resto da banda para um final matador: “Iron Man”, óbvia, mas essencial num show do Sabbath,

“Dirty Women”, do espetacular e subestimado “Technical Ecstasy”, e “Children of the Grave”, emplacando a terceira música do excelente “Master of Reality”.

“Paranoid”, executada no bis um pouco mais lenta do que em outras épocas, veio avassaladora, obrigatória, encerrando uma noite que, se poderia ter sido mais longa, foi igualmente inesquecível para os moleques das rodinhas e coroas nostálgicos que foram à Apoteose.

 

Daquilo que estava fora do palco: alguns reclamaram do som baixo – e diferentemente de 2013, estava um pouco mesmo, mas muito nítido. Era possível ouvir com clareza cada um dos instrumentos em sua proporção correta.

Outros chiaram contra a cerveja Heineken a R$ 12, cujo copo especial com a logo da banda e a data do show foi disputadíssimo. Tinha, mas acabou cedo demais.

Sobre assistir a shows na Praça da Apoteose: este jornalista costumava achar um dos locais mais confortáveis para assistir shows antes da invenção da Pista Premium, VIP. Lá atrás, e nas arquibancadas, casa cheia, e a sensação de que estas duas áreas já foram maiores.

Isso fica ainda mais marcante se compararmos a pista comum do show do Guns, no Engenhão, no mês passado. Muitos de nós fomos salvos pelo telão.

No fim, apesar do show curto, de 13 músicas – pouco mais de 1 hora e meia– bateu a nostalgia. De saber que vimos a história do gênero musical de que tanto gostamos passar diante dos nossos olhos. Provavelmente nossa derradeira oportunidade de ver o verdadeiro “Iron Man” Tony Iommi, mestre dos riffs e que botou um câncer para correr.

De ouvir um dos frontmen mais emblemáticos da música no século XX. E de curtir um dos baixistas mais influentes do metal. Faltou Bill Ward? Claro, mas Tommy Clufetos, baterista em sua segunda tour com a banda, esbanjou muita técnica, agilidade e força.

Para quem tem a carreira e o repertório de 48 anos de estrada, seria perfeitamente possível um outro set list. O Black Sabbath pode de fato pendurar as chuteiras, mas a banda segue eterna enquanto um adolescente pegar uma guitarra para aprender os riffs de quase 50 anos de história.

* Guilherme Monsanto é jornalista e parceiro do Roque Reverso no Rio de Janeiro


Notas roqueiras: ANIE, Gypsydelica, The Chronicles of Israfel…
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Da equipe Combate Rock

Junior Carelli (esq.) e Fernando Quesada, do projeto A.N.I.E. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Junior Carelli (esq.) e Fernando Quesada, do projeto A.N.I.E. (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– Alguns do maiores nomes do metal vão se reunir no palco do Rock Experience para um workshow beneficente imperdível. Integrantes das bandas Noturnall e Shaman estarão juntos com o guitarrista americano Mike Orlando, da banda Adrenaline Mob, apresentando um workshow de guitarra e um show acústico em que tocarão versões de grandes bandas como Angra, Avantasia, Shaman, Adrenaline Mob e outros clássicos. Mike Orlando é considerado um dos guitarristas mais rápidos do mundo e já se apresentou no Rio de Janeiro junto com os integrantes da Nortunall e Shaman em um elogiadíssimo show no Rock in Rio 2015. Agora, eles estão de volta ao Rio para apresentar esse projeto chamado ANIE no Rock Experience que terá ainda a participação do vocalista Gus Nascimento. O evento é beneficente e gratuito. Os ingressos já estão disponíveis no Rock Experience e são limitados. Para retirar o ingresso, traga um 1Kg de alimento não perecível que será doado para instituições assistenciais. O horário de retirada dos ingressos é de terça à sexta das 14h às 19h.

Serviço:

Projeto “Anie” com integrantes das bandas Norturnall, Shaman e Adrenaline Mob
Dia 8 de dezembro, às 21h
Abertura do bar: 18h
*A partir desse horário o nosso bar já está aberto e você já pode começar a noite experimentando uma das delícias do nosso cardápio e curtir grandes sucessos do rock de todos os tempos em nosso telão
Início do show: a partir das 21h
Ingresso: 1kg de alimento não perecível*
*Os ingressos deverão ser retirados antecipadamente de terça à sexta, entre 14h e 19h na recepção do Rock Experience.
Não haverá retirada de ingressos no dia do show
Ingressos limitados!

– Pela primeira vez no Brasil, a banda etno-rock-psicodélica britânica Gipsydelica faz apresentação única na Comedoria do Sesc Pompeia. O power trio apresenta-se no dia 15 de dezembro, quinta-feira, às 21h30. Além de serem considerados como o Jimi Hendrix Experience, os integrantes já tocaram com artistas como Björk e atualmente formam bandas paralelas: The Turbans e Smokey Angle Shades. A banda apresenta sua visão de raízes profundas: uma fusão etno-rock-psicodélica, que combina canções originais com tesouros da tradição dos povos Balcãs. Importante na cena underground do leste de Londres, o trio já se apresentou em diversas casas de shows, festas e festivais. O principal foi o Glastonbury, em 2015, em que foram destaque no Green Fields e no Palco Greenpeace. Gipsydelica foi formada há quase sete anos por Miroslay Morski, um dos principais nomes da cena musical da Bulgária, também integrante da banda Django Ze, The turband e projetos paralelos; Tansay Omar, baterista que já acompanhou a islandesa Björk nos palcos; e Freddie Stitz, multi-instrumentista que toca em bandas britânicas como The Turbans e Smokey Angles Shades.

Serviço:

Gipsydelica (GBR)
Dia 15 de dezembro, quinta-feira – 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 150. A retirada do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa às 20h00.
Ingressos: R$9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$15 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30 (inteira).
Venda online a partir de 6 de dezembro, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de dezembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93.

– O segundo álbum da banda de prog metal de Montreal The Chronicles of Israfel, ‘A Trillion Lights, Tome II’, está agora disponível no iTunes, CD Baby e todos os outros grandes distribuidores de música digital. O álbum é a sequência de seu debut em 2007 ‘Starborn, Tome I’. O álbum apresenta 13 faixas de composições progressivas misturadas com riffs de guitarra incríveis e piano, completado com vocais melódicos para uma experiência de música cinematográfica.


‘Crônicas autobiográficas’ de Rita Lee agradam, mas carecem de profundidade
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Marcelo Moreira

capa rita lee

Ela queria ser desde sempre um espírito livre, ainda que paparicado, com uma retaguarda forte e uma irresponsabilidade infantil que permeou os seus 70 anos de idade.

Rita Lee viveu uma vida de almanaque, e foi como um almanaque que ela decidiu contar  sua vida em livro, ainda que a prosa seja errática e a memória, um pouco enevoada.

''Rita Lee – Uma Autobiografia'' chegou às livrarias prometendo e ganhando muitos elogios, mas infelizmente entregou pouco diante de tanta expectativa.

De autobiografia mesmo não há muito. A cantora foi inventiva ao trocar capítulos por tópicos, como se fossem pequenas crônicas. A saída foi interessante, tornou a leitura mais leve, só que não conseguiu encobrir o conteúdo de menos que a obra oferece – ou deixou de oferecer.

A Globo Livros, a editora, ao que parece, decidiu dar total liberdade para ela – afinal, já tinha escrito livros infantis e é uma das artistas mais articuladas da cultura brasileira. Se essa foi uma decisão editorial, não deu muito certo.

Rita Lee brinca bastante, faz piada de quase tudo e até mesmo exagera na autodepreciação – não foram poucas as vezes em que afirmou que era uma cantora e musicista apenas mediana.

Da mesma forma que relativiza sua capacidade, mesmo reconhecendo seus muitos méritos artísticos, não economiza veneno ao falar de desafetos e ex-companheiros de banda – e aqui os defeitos da obra ficam mais evidentes.

As mágoas cinquentenárias dos Mutantes estão latentes ainda. Rita pega pesado e não é nada lisonjeira em relação aos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista, seus ex-companheiros de Mutantes, a quem chama sempre de ''ozmano'', de forma pejorativa.

Ela prefere zombar dos dois e acaba por deixar de lado passos importantes da formação da banda – que, ainda que eu a considere a mais superestimada da história da música brasileira, tem relevância inegável no contexto histórico.

Quando resolveu estruturar o livro como se fosse uma ''crônica autobiográfica'', com lembranças atiradas em pílulas, a autora deixou passar coisas importantes, como a própria formação dos Mutantes. Mais do que isso: pouco falou dos discos gravados pela banda.

A preferência pelas histórias engraçadas e pelas crônicas mundanas de um dia a dia às vezes diferente, mas não muito, acabou por discriminar os aspectos artísticos, deixado-os meio de lado para privilegiar ''causos'' engraçados e passagens grotescas.

Talvez esse recurso tenha sido adotado para atenuar qualquer impacto a respeito das partes mais pesadas, como os abusos com drogas, as pisadas de bola com a família – que adquire uma importância crucial ao longo da obra – e as dificuldades de relacionamento profissional ao longo de mais de 50 anos de carreira.

Mesmo com a prosa leve e com as piadas, Rita também não alivia a sua própria barra: vai fundo na autocrítica e conta em detalhes algumas das vaciladas que cometeu – com agradecimentos pungentes ao companheiro Roberto de Carvalho, parceiro e marido há 40 anos, ao filho, Beto Lee, que cuidou dela por algum tempo quando era adolescente, e as ''madrinhas'' Balú e Carú, que praticamente ajudaram a criá-la e a criar as irmãs Mary e Virgínia.

Exceto pelas opiniões nada lisonjeiras em relação a algumas personalidades, o livro não traz novidades. Como crônica de uma vida artística atribulada, o livro de Rita é um almanaque bem bacana, mas não vai muito além disso. Para uma autobiografia de uma das artistas mais importantes da música brasileira, faltou um pouco mais de estofo e direcionamento.

 

Tags : Rita Lee