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'Beneath the Remains', o início da ascensão do Sepultura, ganha nova edição

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11/04/2020 06h43

Marcelo Moreira

O Sepultura demorou, mas finalmente relançou o clássico "Beneath the Remains", original de 1989, em sua edição de luxo, com gravações inéditas e ao vivo.

Disco que mostrou ao mundo o imenso potencial que os então moloques mostravam, foi a catapulta para que o grupo chegasse ao topo do heavy metal internacional e a base para as obras ótimas que viriam as seguir – "Arise" (1991), "Chaos A.D." (1993) e "Roots" (1996).

Passando por novas remixagens e masterização, o álbum traz versões diferentes, como bônus, de algumas músicas, como "Lobotomy" e "Mass Hypnosis", assim como as instrumentais de "Slaves Of Pain" e "Sarcastic Existence".

Já quem estava acostumado com as gravações "piratas" de shows do Sepultura da épica, finalmente temos algo de boa qualidade com partes de um show realizado na Alemanha em 1989.

É uma apresentação ue tem valor histórico, jpa que ocorreu 13 dias depois da queda do Muro de Berlim, que dividiu a cidade ao meio por 28 anos com o intuito de impedir o êxodo de cidadão da Alemanha Oriental, então uma ditadura comunista, para o Ocidente democrático.

O quarteto subiu ao palco em 22 de setembro de 1989 no Zeppelinhalle, na cidade de Kaufbeuren, não muito longe de Munique, na então Alemanha Ocidental.

O Sepultura se mostra brutal, ainda apostando mais na energia e na violência do death metal do que na música masi técnica e versátil dos anos posteriores, ainda que o peso se mantivesse.

"Primitive Future" e "Inner Self", de "Beneath the Remais" aparecem em versões um pouco mais aceleradas, mas os destaques são hinos como "Troops Of Doom", violenta e destruidora, assim como a explosiva "Escape To The Void".

Na época, o grupo ainda tocava com regularidade "Symptom Of the Universe", do Black Sabbath, e "Holiday In Cambodia", do Dead Kennedys. As melhores performances, contudo, são de "Mass Hypgnosis" e "Slaves of Pain", demolidoras.

A edição de 30 anos de "Beneath the Remains" é um presente caprichado para fãs e colecionadores e reforça a importância da obra como um marco na carreira da banda e da história do heavy metal brasileiro.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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