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PM paulista decide: é proibido falar mal de presidente e governador

Combate Rock

01/12/2019 12h14

Marcelo Moreira

Reprodução da capa da edição brasileira do livro "liberdade de Expressão: Dez Princípios para Um Mundo Interligado", de Timothy Garton Ash

"Dizem que ela existe/Pra ajudar!/Dizem que ela existe/Pra proteger!/Eu sei que ela pode/Te parar!/Eu sei que ela pode/Te prender!"

E agora ela também pode afrontar a Constituição e interromper um show de rock por conta de um adesivo contra um presidente abjeto, tudo por conta da "denúncia" de uma bolsonarista imbecil.

O caso ocorreu neste fional de semana em São Paulo. Por uma questão de segurança e a pedidos, não idntificaremos os nomes das bandas e dos músicos envolvidos, assim como o local da "ocorrência".

Uma banda tocava sem sobressaltos em um local quando três policiais chegaram e interromperam de forma abrupta e bruta o show. Sem conseguir explicar o motivo da interrupção, os policiais disseram que receberam uma denúncia de "afronta" ao presidente Jar Bolsonaro.

Os músiscos riram, e riram ainda mais quando souberam que o motivo era um adesivo "Fora, Bolsonaro" que adornava um dos cases (bolsa) para guardar instrumentos.

Indignados, os PMs neanderthais partiram para a brutalidade, ao desligar equipamentos e arrncar fios de innstrumentos. Não contentes, conduziram de forma coercitiva o vocalista para uma delegacia de polícia afirmando que houve "desacato", já que o músico protestara contra a arbitrariedade e a violência

Na delegacia, o músico afirmou que foi intimidado e ameaçado diversas vezes de agressão, embora nenhum policial o agredisse durante todo o entrevero. Diante da "irrelevância" da ocorrência, o cantor acabou liberado.

A primeira coisa que chama a atenção em relação aos PMs é que nda mlhor para fazer eles tinham do que importunar músicos que não fizeram absolutamente nada. E, ainda que tivesse se manifestado no palco contra quem quer que seja, estariam plenamente no seu direito.

A cidade de São Paulo é uma cidade tão pacata e calma que policiais podem se dar ao luxo de incomodar músicos que tocavam estritamente dentro da lei, não é mesmo?

Testemunhas que tentaram intervir confirmam que a ação policial foi estapafúrdia e arbitrária, mostrando que, aparentemente, a PM age sem controle da corporação e da Secretaria de Segurança Pública, a julgar pelos constantes desrespeitos aos preceitos constitucionais.

De forma absurda, muoitos dos policiais militares de  São Paulo não hesitam em confirmar que segeum uma orientação de "superiores" para reprimir manifestações de oposição ao governo federal e ao governador atual de São Paulo. Eu mesmo já ouvi isso duias vezes da boca de sargentos da PM paulista. Tanto ocomando da PM como a Secretaria de Segurança de São Paulo negaram que isso esteja ocorrendo.

O fato é que policiais militares estão extrapolando suas funções e ferindo a lei. Estão cometendo crimes ao desrespeitar a Constituição ao atacar a liberdade de expressão e opinião.

Em texto anterior, já havímos alertado aqui sobre o perigo da falta de controle sobre as polícias, que se acham no direito de determinar o que pode e o que não pode ser dito ou manifestado.

As ações autoritárias de inspiração fascista de policiais e de pessoas que se identificam com essa nojeira estão muoito mais frequentes e a reação ainda é muito, muito tímida.

A chegada ao poder do nefasto Bolsonaro e de sua trupe medieval e fascista estimula e incentiva que gente da pior estirpe, que abomina o contraditório e não aceita nem tipo de oposição, a intimidar adversários e oponentes.

Isso inclui a imensa maioria dos integrantes do aparato repressivo-policial do Estado que, mesmo sendo pobre, fica excitado em ser subserviente aos poderosos e atruar como cachorrinhos adestrados dos mandatários do podre poder.

As polícias, em todos os Estados e no governo federal, assumiram a sua faceta autoritária e decidiram atuar para reprimir quem pensa diferente e quem não concorda cxom a pauta medieval-autoritária-destrutiva-repressiva- facista do governo nefasto de Bolsonaro e seres abomináveis que o apoiam nos governos estaduais.

Não basta resistir. É preciso contra-atacar, e com veemência.

P.S.: Tanto a Secretaria de Segurança Pública como o comando da PM de São Paulo não informaram registros da ocorrência envolvendo o músico. No 14º DP de São Paulo não obtivemos informações sobre a condução coercitiva do músico em questão.

P.S. 2: Enquanto escrevemos esse texto, ficamos sabendo da criminosa e nojenta ação da Polícia Militar de São Paulo na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Supostamente PMs incompententes perseguiam dois indivíduos em uma motocicleta que entraram na comunidade. Várias unidades da polícia entraram no local e se depraram com um baile funk na madrugada de 3o de novembro para 1º dezembro. Aproveitaram para procurar os supsotos fugitivos e acabar com a festa, diante de termo lixo usado pelas forças de repressão que nada mais é do que a dispersão de multidão que supostamente estaria transgredindo a lei. É claro que os policiais foram recebidos com hostilidade diante da brutalidad ee violência com que abordaram o evento. No tum,ulto, houve correria e nove pessoas morreram pisoteadas. Nove mortos diante da burrice e da incapacidade/incompetência dos PMs. O governador João Doria, nas redes sociais, publicou nota lamentando as mortes e prometendo uma invcestigação para determinar as responsabilidades e a conduta dos PMs. Pura cascata. Nada vai acontevcer. Ou parte de cima a orientação pra atacar manifestações populares ou o governo estadual não tem controle sobre a sua tropa. Em qualquer dos dois casos, é insustentável a permanência de um governador nestas circunstâncias.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
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