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Combate Rock

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Pepe Bueno resgata a psicodelia setentista no Sesc Belenzinho

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2029-06-20T19:11:58

29/06/2019 11h58

Marcelo Moreira

Pepe Bueno e Os Estranhos no palco do Sesc Blenzinho (FOTO: MARCELO MOREIRA)

Uma brincadeira entre amigos que se tornou um show instigante. O baixista e cantor Pepe Bueno lançou na sexta-feira, dia 28 de junho, seu novo álbum "Preces e Tentações", no teatro do Sesc Belenzinho e fez uma bagunça daquelas. E todo mundo adorou.

Foram 14 músicos passando pelo palco durante 90 minutos, às vezes tocando todos juntos. Parecia que ia dar confusão, e deu, mas de mais do que certo.

Bueno e a banda que o acompanha, Os Estranhos, têm uma capacidade única de recriar ambientes nostálgicos sem parecer velhos ou datados (ok, um pouco datados). É rock setentista na veia, com aura hippie e um astral lá em cima.

Mesmo em canções mais melancólicas o clima é bom, de otimismo, misturando temas como os relacionamentos idílicos, aquels que nao deram certo e a urbanidade de um compositor conectado com São Paulo.

O bixisata usou como mote o lançamento do novo CD, mas na verdade fez um apanhado de sua longa carreira tocou músicas de seus discos antigos, da anda Tomada, da qual faz parte, e ainda deu tempo de homenagear Guilherme Arantes, uma influ^ncia confessa.

Além da banda, uma constelação de amigos subiu ao palco para a festa – Rodrigo Hid (guitarra e teclados, da banda Pedra), Xande Saraiva (guitarra e vocais, da banda Baranga), Marcello Schevano (guitarra e vocais, Golpe de Estado, Carro Bomba), Rogério Fernandes (vocais, Carro Bomba), Fernando Ceah (vocais, Vento Motivo), entre outros.

Na aparência, o rock de Bueno é simples e direto, mantendo a pegada hard e os vocais que, em alguns momentos, remetem à Jovem Guarda.

Mas é só prestar a atenção nos arranjos ao vivo de canções como "Esconderijo", "Carona" e "Cá Entre Nós" para observarmos detalhes complexos de canções boas e eficientes, em especial as camas de teclado.

Pepe Bueno é um artista que representa uma maneira diferente de se fazer rock em São Paulo, ainda que esteja com o dois pés fincados nos anos 70. É um rock urbano com pegada um pouco mais pesada e psicodélica em canções sofisticadas e delicadas. Sua carreira solo precisa ser (re)descoberta.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
Contato: contato@combaterock.com.br