Combate Rock

Os monstros foram soltos, e você poderá ser a próxima vítima

Combate Rock

17/05/2018 06h23

Marcelo Moreira

FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET

Acontece todos os dias. E vai piorar bastante. A escalada de violência física, mental e moral perpetrada pelas polícias, em todos os níveis, virou uma política de Estado para intimidar e conter “inimigos” e “subversivos”.

A revelação estarrecedora de que o presidente Ernesto Geisel, general, avalizava e encorajava assassinatos políticos contra indivíduos perigosos, infelizmente, virou apenas um apêndice nas igualmente estarrecedoras posturas e abordagens policiais em qualquer nível, principalmente feitas por policiais militares.

O relato que pode ser lido clicando neste link é uma amostra de como as feras soltas e libertas se sentem à vontade para burlar a lei e intimidar cidadãos sem o menor constrangimento.

O repórter Fausto Salvadori, da Ponte.org, não foi abordado furtiva e aleatoriamente. Há fortes indícios de que seu trabalho, assim como o de jornalistas e ativistas de esquerda e movimentos sociais, estão sendo monitorados por governos asquerosos de inspiração fascista, como é o caso do governo abjeto comandado pelo inominável Marcio França (PSB), que é uma mera continuação do igualmente abominável governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Sem motivo algum, qualquer um está sujeito a uma abordagem ilegal e truculenta. Policiais militares perderam completamente os escrúpulos e a educação para fazer o seu trabalho, como se toda a população devesse favores e mesuras a essa gente violenta e desrespeitosa.

É uma política de Estado, assim como as abordagens truculentas e desrespeitosas são a tônica no trabalho dos soldados do Exército na intervenção non Rio de Janeiro.

Músicos, artistas em geral, ativistas e jornalistas estão entre os alvos preferenciais do aparato de segurança pública, que deveria zelar e trabalhar pela segurança pública em vez de servir como mero braço da repressão política de governos estaduais incompetentes e sem argumentos para rebater as mais recentes denúncias de corrupção, como é o caso do governo paulista – são gravíssimas as denúncias e acusações no caso do metrô.

No caso da Prefeitura de São Paulo, estão aumentando os casos de intimidações de servidores públicos e guardas civis metropolitanos contra os artistas de rua que ocupam a avenida Paulista livre de carros aos domingos.

São inúmeros os casos de músicos que tiveram seus equipamentos recolhidos arbitrariamente e com violência desde o final do ano passado – diante das denúncias, os repressores deram uma sumida, mas estão voltando com mais força para aterrorizar os artistas.

Não é coincidência que esse tipo de comportamento tenha crescido, ressurgido e sido reforçado na administração inacreditavelmente ruim e quase inexistente de João Doria (PSDB). A lei, diante dessas “políticas de Estado”, é mero detalhe.

A abordagem nojenta ao repórter da Ponte.org deixa muito claro o que as forças de repressão querem que fique cada vez mais explícito: democracia é um conceito abstrato, etéreo e sem conexão com a realidade para essa gente.

Como o repórter narrou no texto, quem diz quais são os direitos que você tem sou eu, autoridade policial, que não tenho de lhe dar satisfação sobre quais são as suspeitas ou acusações contra você.

Isso sempre ocorreu nas periferias onde o Estado nunca apareceu, mas agora está ocorrendo em todos os lugares com mais petulância e brutalidade. Essas forças repressivas se sentem legitimadas por governos autoritários e pouco afeitos ao cumprimento da lei e respeito aos direitos humanos.

O novo governo de São Paulo, chefiado por Marcio França já deu o tom de como vai lidar com a segurança pública.

Enquanto elogiava publicamente uma policial civil que reagiu e baleou um assaltante em Suzano numa tentativa de assalto (o ladrão morreu no hospital), tratando-a como uma heroína, insinuava que poderia retirar os desabrigados do prédio que caiu no Largo do Paissandu da praça em frente à igreja.

França foi o primeiro a criminalizar movimentos sociais e moradores das chamadas ocupações quando a tragédia aconteceu. É o mesmo que diz que a “farda da PM é sagrada, de uma instituição que é a extensão do Estado. E que quem desrespeita essa farda corre riscos”.

Vai piorar bastante, e muito rápido.

Sobre os Autores

Marcelo Moreira, jornalista, com mais de 25 anos de profissão, acredita que a salvação do Rock está no Metal Melódico e no Rock Progressivo. Maurício Gaia, jornalista e especialista em mídias digitais, crê que o rock morreu na década de 60 e hoje é um cadáver insepulto e fétido. Gosta de baião-de-dois.

Sobre o Blog

O Combate Rock é um espaço destinado a pancadarias diversas, com muita informação, opinião e prestação de serviços na área musical, sempre privilegiando um bom confronto, como o nome sugere. Comandado por Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, os assuntos preferencialmente vão girar em torno do lema “vamos falar das bandas que nós gostamos e detonar as bandas que vocês gostam..” Sejam bem-vindos ao nosso ringue musical.
Contato: contato@combaterock.com.br

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock

Combate Rock

Notas roqueiras: Vader, Falls of Silence, Intruder Tattoo...

– Desde que apareceu no cenário com “The Ultimate Incantation” (1992), o grupo polonês Vader passou de revelação para referência no death metal. Atualmente, o fundador e o vocalista Piotr “Peter” Wiwczarek, acompanhado por Marek “Spider” Paj?k (guitarra), Tomasz “Hal” Halicki (baixo) e James Stewart (bateria) divulgam não só faixas recentes do álbum “The Empire” (2016). O repertório do show “The Ultimate Incantation - 25 Years of Chaos”, que ocorrerá no dia 19 de maio no Manifesto Bar, em São Paulo, contemplará clássicos de toda a discografia. “Acredito que a melhor promoção é convidar alguém para nos ver ao vivo. Lá você ouve uma mistura de músicas de todas as décadas. É o melhor convite para conhecer o nosso império!”, declarou Peter em entrevista à revista Roadie Crew. O mais recente lançamento é a coletânea “Dark Age” (2017), que traz a regravação de faixas do debut, “The Ultimate Incantation”. Faixas como “Testimony”, One Step to Salvation”, “Demon’s Wind” and “Breath Of Centuries” foram registradas em novembro do ano passado, enquanto “Dark Age”, “Vicious Circle”, “The Crucified Ones”, “Final Massacre”, “Chaos” e “Reign-Carrion”, gravadas nas sessões para “XXV” (2008), foram remixadas e remasterizadas, algumas com novos vocais de Peter. Além do death metal, seja a vertente clássica ou a mais brutal, o Vader também caminha pelos lados do metal tradicional, speed e thrash. “Somos fãs de heavy metal e começamos com bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Saxon, Accept etc.”, afirmou Peter, que estará pela sexta vez tocando para os fãs brasileiros.

Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Combate Rock
Topo